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domingo, 25 de agosto de 2019

Peu cresceu e O Mundo de Peu também mudou.



Bem-vindo ao blog O Mundo de Peu!


Olá, tudo bem? Meu nome é Marcelo Rodrigues, pai de Pedro (Peu), sou o criador do blog O Mundo de Peu.

Durante três anos, publiquei aqui tudo o que aprendia sobre autismo e contava os avanços do desenvolvimento de Pedro. O blog foi bastante útil e ajudou muitas pessoas. Chegou a ter mais de 10.000 visitantes de todos os estados brasileiros e com acesso de mais de 50 países. Por pura falta de tempo parei de postar no blog em dezembro de 2010. De lá pra cá tentei várias vezes reativá-lo e não conseguia. Contudo, a vontade de retornar foi mais forte e estou de volta com muito mais recursos e conteúdos que tinha aqui.

Estamos de endereço novo. 😄

Conheça o novo blog aqui: https://omundodepeu.blog.br

Nele tratamos de assuntos sérios de forma descontraída e numa linguagem fácil de entender.


Você encontrará conteúdos exclusivos e atuais sobre o mundo do autismo. Falaremos sobre:





Esta é a minha forma de contribuir com a conscientização do autismo, ajudar pais, cuidadores, familiares, professores e terapeutas a compreenderem melhor as crianças, adolescentes e adultos com TEA.


Quero levar essas informações para um número máximo de pessoas. Compartilhando inclusive as estratégias que utilizamos para o desenvolvimento de Pedro.


Também acredito que o blog irá ajudar vários indivíduos com autismo e seus familiares a ganhar o que eles mais merecem: compreensão e respeito.


E aí, estamos conectados? Se sim, escreva nos comentários: Tamo Junto! e vamos logo conhecer o novo blog O Mundo de Peu

Um grande abraço! 🤗

Ah! você também pode nos seguir nas mídias sociais Facebook e Instagram

domingo, 12 de dezembro de 2010

No Rio de Janeiro, crianças autistas se desenvolvem através do esporte

Régis Rösing mostra como o esporte pode ajudar crianças com autismo a evoluir.




Professor de Educação Física reúne 25 alunos que recebem dedicação, amor e carinho fundamentais no desenvolvimento mental e motor.

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
Mahatma Gandhi

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma história incrível de superação a partir da prática esportiva

Régis Rösing, repórter do EE, revela como crianças com autismo passam a interagir com o mundo exterior após se envolverem com ginástica olímpica

O autismo é classificado como um transtorno definido por alterações antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações na comunicação, interação social e uso da imaginação.

Crianças com autismo vivem em um mundo só delas, não interagem com o que há em volta. Para elas, o mundo interior é muito maior do que o exterior. Mas o trabalho de um ex-atleta de ginástica olímpica, o professor Rodrigo Brivia, está surpreendendo médicos especialistas no assunto e, principalmente, os pais dessas crianças.

Rodrigo usa todos os aparelhos da ginástica olímpica como parte do tratamento. Simula competição, vibração, faz os movimentos como se estivesse se apresentando com a criança do lado e, de repente, o que ele faz começa a ser imitado. As crianças pulam de alegria, brincam, e algumas começam a dizer as primeiras palavras.

O esporte como instrumento e ferramenta de interação tem sido a chave que está abrindo as portas para crianças autistas.Tudo que elas precisam é a combinação de atenção e amor. O repórter Régis Rösing foi conhecer de perto essa iniciativa, que acontece em uma academia de ginástica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Você não pode perder essa reportagem emocionante que vai ao ar no dia 12 de dezembro, no "Esporte Espetacular"! Fique ligado!

sábado, 26 de junho de 2010

Aluno com síndrome de Asperger é desafio para educação inclusiva

Vanessa Fajardo Do G1,
em São Paulo


Com dificuldade de interagir, fazer amigos e tendência a se isolar, o aluno com síndrome de Asperger é um dos desafios para a educação inclusiva. A doença é considerada um tipo leve de autismo que não afeta o desenvolvimento intelectual. É comum que os “aspies” – como são chamados – tenham inteligência acima da considerada “normal.”

Especialistas defendem que as crianças que apresentam este tipo de síndrome podem - e devem - frequentar escolas regulares. “As pessoas aprendem de jeitos diferentes e a pluralidade faz com que a escola fique cada vez mais interessante. Ambientes homogêneos são desinteressantes”, diz Liliane Garcez, coordenadora do curso de pós-graduação inclusiva do Instituto Vera Cruz.

Para Liliane, o papel da escola é aproveitar o potencial do aluno e canalizá-lo para os demais conteúdos da série que cursa. "É preciso aprofundar o conhecimento sobre estas síndromes para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas. Não cabe mais a segregação."
Em cartaz nos cinemas, a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dos “aspies”. Na ficção, Mary, de 8 anos, uma menina gordinha e solitária, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade de fazer amigos e passam a trocar correspondências onde compartilham alegrias e decepções.

Famílias

Na vida real, a professora e atual presidente da AMA (Associação de Amigos dos Autistas), em São Paulo, Sonia Maria Costa Alabarce Nardi, de 48 anos, conhece as dificuldades da síndrome. Seu filho, Guilherme Alabarce Nardi, de 15 anos, tem Asperger e passou por três escolas antes de completar 7 anos. “As escolas não estavam preparadas para recebê-lo porque ele chorava muito e não aceitava regras.”

Sonia buscou apoio na AMA, que fornecia suporte pedagógico a Guilherme e o matriculou em uma escola pequena, onde os funcionários podiam lhe dar mais atenção. “Ele não tinha facilidade de conviver com outras crianças e tivemos de nos adaptar.” Hoje, no segundo ano do ensino médio, Guilherme tem notas exemplares. “Ele é muito inteligente, tem uma memória excelente, mas a convivência ainda é um pouco difícil. São poucos os amigos.”

A auxiliar financeira Maria Aparecida de Santana Oliveira, de 53 anos, também tem um filho com a síndrome. Jefferson Santana de Oliveira, hoje com 23 anos, sempre estudou em colégios comuns. “Ele conseguiu acompanhar, ficava um pouco isolado, mas, aos poucos, começou a interagir. Às vezes os colegas o excluíam, mas ele gostava de ir à escola. Tinha dificuldade em matemática, mas muita facilidade para línguas.”
Concluído o ensino médio, Jefferson tem uma nova batalha: encarar a frustração de não ter passado no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e retomar os estudos. A mãe diz que antes o jovem quer encontrar um emprego.

Diagnóstico

O primeiro obstáculo dessas famílias é acertar o diagnóstico. Muitas vezes percorrem verdadeiras maratonas em psicólogos, psiquiatras e neurologistas que chegam a confundir a síndrome com hiperatividade ou déficit de atenção. “São sintomas sutis e muitas vezes os pais não identificam porque acham que é o jeito da criança”, afirma Cinara Zanin Perillo, psiquiatra especialista em infância e adolescência.

Outra característica da síndrome é a fixação por interesses específicos, geralmente ligados ao campo das ciências, como biologia, corpo humano, astronomia ou dinossauros.

Os “aspies” têm dificuldade de centrar o olhar em um determinado ponto e entender metáforas. Todas as expressões, para eles, têm sentido literal.

A síndrome de Asperger é causada por alterações genéticas associadas a fatores hereditários. É mais comum em meninos e os indícios podem ser percebidos a partir dos 3 anos. Segundo Cinara, é comum que os portadores desenvolvam outros transtornos psiquiátricos.

Fonte: G1

segunda-feira, 22 de março de 2010

Diferentes tipos de aprendizes

Estilos de aprendizagem baseiam-se na forma como assimilamos informação. Podemos aprender através da visão, do toque e/ou da audição. Também temos diferentes tipos de memória – algumas pessoas têm mais facilidade de se lembrar de acontecimentos do que outras. Algumas pessoas aprendem detalhes, enquanto outras gostam de ver o todo. A maioria das pessoas tem um estilo de aprendizagem preferido – a maneira pela qual aprendem melhor. Seu filho também tem um estilo de aprendizagem preferido.

Aprendizes de rotinas


Muitas crianças com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), como Michele, obtêm informações memorizando coisas sem pensar. Essas crianças memorizam uma enorme quantidade de informações – tais como números e letras – quando pequenas, e muitos fatos sobre assuntos específicos quando crescem. Se por um lado podem recitar a informação palavra por palavra, por outro freqüentemente não entendem o que estão dizendo.

Aprendizes Gestalt

Muitas crianças com TEA memorizam sentenças como um todo sem compreender o significado de cada palavra. Crianças que processam a informação desta forma têm um estilo de aprendizagem “gestalt”. Por exemplo, se der ao seu filho um brinquedo de banheira e disser “Ponha isso na água”, pode ser que ele atenda. Contudo, se der a ele um brinquedo de banheira e disser “Ponha isso na estante”, pode ser que ele o ponha na água. Seu filho comete esse erro porque associa qualquer frase que contenha a palavra “ponha” com uma ação específica, independentemente das outras palavras da frase.


Ao contrário de outras crianças que aprendem a falar usando palavras isoladas e depois gradualmente adquirem frases de duas palavras e sentenças curtas, crianças que são aprendizes gestalt começam a falar repetindo sentenças inteiras. Crianças com aprendizagem gestalt costumam lembrar de tudo em uma situação, mas quase sempre não conseguem discernir o que é importante do que não é.

Na figura, por exemplo, Felipe não consegue dizer ao pai como está se sentindo com as próprias palavras. Em vez disso, repete um trecho que memorizou de uma música que ele associa com tristeza.

Aprendizes Visuais

Se o seu filho gosta de olhar livros ou ver TV, pode ser um aprendiz visual. A maioria das crianças com qualquer dificuldade de linguagem aprende melhor quando vê coisas do que quando as ouve. Uma vez que a visão é o sentido mais forte, muitas dessas crianças ficam encantadas por livros ilustrados e vídeos.

Aprendizes “mãos na massa”

Se o seu filho gosta de apertar botões, abrir e fechar portas e/ou consegue entender o mais complicado dos brinquedos, o mais provável é que ele seja um aprendiz “mãos na massa”, que aprende melhor pegando ou mexendo nas coisas.

Aprendizes Auditivos

Se o seu filho gosta de conversar e ouvir outros conversando, pode ser um aprendiz auditivo, que gosta de obter informações através da audição. Não é comum que uma criança com TEA dependa primariamente da aprendizagem auditiva.

Fonte: Livro Mais do Que Palavras de Fern Sussman

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mãe diz que educação e treinamento ajudaram o filho a superar o autismo




Por Debbie Denmon WFAA-TV

É fascinante ver o quão longe Roman Scott progrediu oito anos depois de ter sido diagnosticado com autismo.

"Com 2 anos de idade ele não falava", disse sua mãe, Elizabeth Scott. "Tinha momentos em que ele não podia ficar parado. Um dia ele correu 60 voltas em torno da nossa sala de estar, se tentássemos pará-lo ele chorava porque queria continuar correndo. "

Roman parecia estar correndo de medo.

Ele também sentia medo de tocar as coisas com texturas diferentes, como massa de modelar, bolhas, ou alimentos comidos com as mãos.

"Todos os dias eu sentia tanto medo", Scott acrescentou, "então eu orei e pedi a Deus:" O que eu tenho que fazer para ajudar essa criança? " Pedi sugestões de fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais e então eu criei o meu próprio programa para ele ".

Scott precisou abandonar sua carreira como professora e começou a dedicar seu tempo em sessões da terapia desenvolvida por ela com o objetivo de treinar o cérebro de Roman, começando com o uso de jogos educativos.

Ela disse que eles fizeram 78 treinos e habilidades de forma lenta e metodicamente para construir a sua confiança.

"Ele sentia medo da chuva", disse Scott, "assim ele também sentia medo de tomar uma ducha. Então tivemos que dessensibilizar sua cabeça. Eu pegava um punhado de água e salpicava-lhe sobre a cabeça, permitindo a ele se acostumar com a água caindo sobre seu rosto. "

O vídeo do verão passado da família mostrando ele nadando na piscina é uma realização enorme.

Scott trabalhou com Roman 10 horas por dia durante três anos, e seus esforços lhe garantiram o sucesso - 45 sintomas autistas desapareceram, disse ela.

"Eu sei que muitos pais dizem" 10 horas por dia? Oh, é muito tempo. " Mas eu digo que faria tudo de novo. E agora eu tenho o meu filho de volta ", disse Scott.

A capacidade de Roman para completar quebra-cabeças difíceis ainda assombra sua antiga professora, Paige Garza.

Roman já havia participado de uma classe de educação especial.

"Eu teria que dizer que eu nunca vi uma pessoa se recuperar de autismo", disse Garza. "Este é o primeiro."

Garza fica surpresa ao vê-lo jogar com os outros. Roman costumava chorar e gritar, se outra criança o tocasse. "Quando me lembro de como ele era quando estava na minha classe. E agora? Posso dizer que estamos falando de duas crianças diferentes.", disse Garza.

Roman é agora um aluno normal do segundo ano numa sala de aula tradicional.

Ele tem um melhor amigo, destaca-se academicamente, e joga dois esportes.


Scott escreveu um livro intitulado "Raindrops on Roman, detalhando exatamente o que ela fez para ajudar o filho a se recuperar.

"Eu acredito no seu milagre", disse Scott, "mas, eu quero o milagre para todos".

domingo, 30 de agosto de 2009

A Escolha da Escola





Os progressos de Peu na escola têm sido ótimos, todos os dias a professora Loara tem uma novidade para nos contar, ele está participando, interagindo, realizando as tarefas (do jeitinho dele, mas, realizando), socializando, atento e concentrado nas atividades.

Logo que descobrimos que Peu estava no espectro do autismo ficamos na dúvida se o colocávamos em uma escola para crianças especiais, ou em uma escola normal (com educação inclusiva). Hoje, temos certeza que fizemos a escolha certa. Os educadores da escola além de aceitá-lo na sua condição de criança especial estão se capacitando para ajudá-lo a desenvolver-se.

Seus coleguinhas são um caso a parte, eles o auxiliam, o protegem e adoram enchê-lo de beijos e abraços.

Estamos muito felizes com o cuidado e amor que todos estão dedicando ao nosso filho.

Obrigado a todos da Escola Universo.

Peu cresceu e O Mundo de Peu também mudou.

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