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sábado, 8 de maio de 2010

Um Anjo da Guarda chamado Mãe

Diálogo de uma criança com Deus

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

"Dizem-me que estarei sendo enviado a Terra amanhã...

Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"

E Deus disse: "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você.

Estará lhe esperando e tomará conta de você".

Criança: "Mas diga-me, aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?".

Deus: "Seu anjo cantará e sorrirá para você...
A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz".

Criança: "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?".

Deus: "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar".

Criança: "E o que farei quando eu quiser Te falar?".

Deus: "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar".

Criança: "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?".

Deus: "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida".

Criança: "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais".

Deus: "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você".

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:

"Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo".

E Deus respondeu: "O seu anjo se chamará... MÃE !"

(autor desconhecido)

Homenagem do Mundo de Peu para todas as mães que por aqui passam em busca de informações sobre como cuidar melhor de seus filhos ESPECIAIS.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

No Dia do Autismo, 2 de abril, ONU pede conscientização e inclusão

O Brasil não tem estatística sobre o autismo, mas nos Estados Unidos e Europa já se fala sobre a maior epidemia do mundo, saltando de um caso a cada 2.500 pessoas na década de 1990, para o número assustador atual de uma pessoa com autismo a cada 120. Estimou-se em 2007 que no Brasil, país com uma população de cerca de 190 milhões de pessoas naquele ano, havia cerca de 1 milhão de casos de autismo, segundo o Projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo. No mundo, há mais de 35 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.


A fim de alertar o planeta para essa tão séria questão, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou em 2008 o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), no dia 2 de abril de cada ano. Para 2010, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a importância da inclusão social. “Lembremo-nos que cada um de nós pode assumir essa responsabilidade. Vamos nos unir às pessoas com autismo e suas família para uma maior sensibilização e compreensão”, disse ele na mensagem deste ano, mencionando ainda a complexidade do autismo, que precisa de muita pesquisa. Vários monumentos e grandes construções ao redor do mundo se propuseram a iluminar-se de azul como manifestação em favor dessa conscientização no dia 2, como o prédio Empire State, em Nova York, nos Estados Unidos.

No Brasil, é preciso alertar, sobretudo, as autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar e subsidiar pesquisas na área. Somente o diagnóstico precoce, e consequentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo, para a seguir iniciarmos estatísticas na área para termos idéia da dimensão dessa realidade no Brasil. E mudá-la.
O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) – também conhecido como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista. Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro a raros casos com diversas habilidades mentais, com a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive a aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein.

A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento. Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor.

Para este ano haverá, entre outros eventos promovidos pela ONU, o lançamento do documentário "A Mother’s Courage: Talking Back to Autism” (Coragem de mãe: falando sobre o autismo, em tradução livre), narrado pela premiada atriz Kate Winslet (de Titanic). O filme fala sobre uma mãe islandesa que viaja para os Estados Unidos em busca de novas terapias para o filho que é autista.

Além do dia 2, o mês de abril é considerado o mês da conscientização do autismo no mundo.

PAIVA JUNIOR
Jornalista, MTb: 33.245

Ilumine de Azul em 1º de Abril

Repassando um e-mail que recebi da ADEFA

Amigos,

Divulgando .... Por favor repassem para o máximo de amigos em volta do mundo.

Na noite de 1º de Abril o prédio Empire State em NY estará acesso com luzes azuis em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de Abril.

Estão urgindo e repassando a camapnha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas.

Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estará acendendo luzes azuis.

Coisas que você pode fazer para ajudar na conscientização do autismo:



1 -Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra-cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem o motivo, você pode falar sobre o autismo e porque você está usando.

2 - Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra-cabeça ou com o logo da camapnha Light It Up: Blue e repassar para 10 amigos.

3 -Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It Up Blue na assinatura durante todo o mês de Abril.

4 - No dia 2 de Abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho pra vestir também e tirar fotos e repassá-las, pra gente aqui no grupo também !! Se possiível colocá-las nas galerias do Flickr, Orkut, Twitter, Facebook.

5 - Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, preferencia todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porque.

Existem várias maneiras de participar !

O importante é fazermos nossa parte para divulgar o máximo pra conscientização e um futuro melhor pros nossos pequeninos

Abraços,Eva Marques (mamãe Felipe - 3 anos)

Shine a Light on Autism
Light it Up: Blue - 2 de Abril dia Internacional do Autismo
http://www.lightitupblue.org/ - site oficial e galeria de fotos dos prédios que estarão azuis em todo o EUA e o resto do mundo.


terça-feira, 23 de março de 2010

A perfeição de Deus

No Brooklyn, em Nova Iorque, EUA, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a sua vida escolar, enquanto outras, podem ser encaminhadas para uma escola comum.

Num jantar de beneficência de Chush, o pai de uma de suas crianças, fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:

“Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que Deus faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?”

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas, ele continuou:

“Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança”.

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:

Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque, onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando baseball.

Pedro perguntou-me:

– Pai, você acha que eles me deixariam jogar?

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas, entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação.

Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar.O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:

– Nós estamos perdendo a seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até à nona rodada.

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino.

Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas, ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar.

Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e abdicar da possibilidade de ganhar o jogo?

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo mundo sabia que isto seria quase impossível, porque, ele nem mesmo sabia segurar o bastão.

Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.

Foi feito o primeiro arremesso e Pedro perdeu, balançando o bastão de forma desajeitada.

Um dos companheiros de equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro.

Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro de equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.

O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.

Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.

Então, todo mundo começou a gritar: “Pedro, corre para a primeira base, corre para a primeira”. Nunca na sua vida ele tinha corrido, mas, saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustados.

Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois, ele ainda estava correndo.

Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.

Todo mundo gritou: “corre para a segunda, corre para a segunda base”.

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.

Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção da terceira base e todos gritaram: “corre para a terceira”.

Ambas as equipes correram atrás dele gritando: “Pedro, corre para a base principal”.

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele um herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele”.

“Naquele dia”, disse o pai, com lágrimas caindo sobre a face, “aqueles 18 meninos alcançaram a perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!”

“Jamais diga para Deus que você tem um grande problema; diga ao seu problema que você tem um grande Deus!”

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Autismo: Quem é o bobo nessa história?

Por Erivelton Rodrigues

Você já ouviu falar em autismo? Um dia desses,grande parte dos brasileiros ouviu e de uma forma no mínimo leviana.

"Se nós fossemos pessoas melhores levaríamos a Bozena ao médico. Agora me ocorreu que eu tenho a impressão de que a Bozena é autista.

Lembra de um filme que a gente viu com Tom Cruise, que o irmão era meio bobo, era autista?"

Esta frase foi pronunciada durante a programação da maior emissora de televisão do país. Trata-se de uma fala do personagem Mário Jorge do programa humorístico "Toma lá, dá cá", vivido pelo ator Miguel Falabella, que também assina a obra como autor.

No diálogo, Mário Jorge depreciava a empregada Bozena, vivida pela atriz Alessandra Maestrini.
Pois bem, está no dicionário: "Bobo: Pessoa que quer divertir os outros com trejeitos, caretas e ditos tolos".

Também está no dicionário o significado do termo autista: "Pessoa que sofre de autismo" que por sua vez quer dizer "Estado mental caracterizado pela tendência a alhear-se do mundo exterior e ensimesmar-se".

E vamos além: O autismo é uma desordem comportamental que geralmente impede que a pessoa que sofre dela desenvolva relações sociais normais, se comportando de maneira compulsiva e ritualista. Não se trata de um retardo mental ou lesão cerebral como muitos pensam, embora vários autistas apresentem também estes problemas.

Os sinais do autismo costumam aparecer antes dos três anos de idade e sua causa é desconhecida, apesar de haver vários estudos como tentativas de encontrá-la.

Pode ocorrer atraso na iniciação da fala de uma criança autista com relação a outras crianças da mesma faixa etária de idade. A criança autista costuma se isolar, não por estar desinteressada por relacionamentos com outras pessoas mas por ter dificuldade em iniciar, manter e terminar uma conversa.

Ela não possui o hábito de abraçar, olhar no olho das outras pessoas e ao falar pode ser que o faça de forma diferente ou que não o faça, algumas vezes por não poder, outras por não querer.

Também podem ser encontrados nos indivíduos com autismo,outros sintomas tais como: Risos e sorrisos inapropriados, resistência a mudar de rotina, insistência com gestos idênticos, pequena resposta aos métodos normais de ensino, aparente insensibilidade à dor, repetição de palavras ou frases, hiper ou hipo atividade física, angústia sem razão aparente, não responde às ordens verbais atuando como se fosse surdo, dificuldade em expressar suas necessidades empregando gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras,etc.

Existem vários graus de autismo, podendo haver portanto, autistas mais sociais, intelectuais e por diversas vezes não muito diferentes das pessoas tidas como normais. O diagnóstico da doença é feito por meio de observação.

Enfim, tentemos responder agora, a pergunta feita no título: Quem é o bobo nessa história?

Existe virtude em instigar julgamentos preconceituosos utilizando de um meio de comunicação de massa, de concessão pública, em nome de uma audiência conquistada à qualquer custo? O ator pediu desculpas pelo ocorrido, mas que não se confunda o ato de pedir desculpas por uma falha, com o ato de apagá-la.

Bobo o autista? Não. Bobo, o artista.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul que usaria pra pegar uma peça no sábio.

- O que você vai fazer? - perguntou a irmã

- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la.

E assim qualquer resposta que o sábio nos der está errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.

- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você. Ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não).

Nossa vida está em nossas mãos, assim como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.

Autor desconhecido

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sinto-me só

Uma história tocante sobre uma família simultaneamente destruída e unida pelo autismo

"Um menino está sentado sozinho em um tapete branco manchado, com o canto de um cobertor desfiado enfiado na boca, balançando a cabeça, os dedos das duas mãos girando na altura das orelhas. Ele não parece sentir falta de companhia ou estar ansioso para buscá-la. Se você diz oi, ele não olha para você nem se volta na direção de sua voz. Se você se coloca em sua linha de visão, ele desvia o olhar..."

Karl Taro Greenfeld soube desde cedo que seu irmãozinho, Noah, não era como as outras crianças. Ele não engatinhava, tinha dificuldades para fazer contato visual e interagir com outros membros da família.

À medida que Noah foi crescendo, suas diferenças se tornaram ainda mais pronunciadas - ele era incapaz de se comunicar verbalmente, usar o banheiro e amarrar os sapatos, e, apesar da atitude angelical, sempre tinha explosões violentas.

Nenhum médico podia indicar com precisão o problema de Noah; nenhum especialista ia além do diagnóstico geral: autismo. Os pais do menino, Josh e Foumi, dedicaram a vida a cuidar do filho mais novo com variadas abordagens - uma experiência desafiadora e frequentemente dolorosa.

Agora, pela primeira vez, o aclamado jornalista Karl Taro Greenfeld fala sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância.

Sinto-me só são suas memórias brutalmente honestas.

Ao tecer tudo que os Greenfeld viveram na busca pelo tratamento de Noah com a história profundamente tocante de dois meninos diferentes crescento lado a lado, este livro levanta questões cruciais: os relacionamentos podem existir sem a linguagem? Como pais, que estão envelhecendo, podem ajudar uma criança autista e, depois, um adulto que não é autossuficiente a se tornar membro da sociedade?

Sinto-me só é um tocante livro de memórias. Greenfeld fala, com honestidade, sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância. A relação entre os dois é uma verdadeira lição sobre o que significa ser uma família, um irmão, uma pessoa.

A franqueza de Sinto-me só é arrebatadora e não deixará ninguém indiferente. Um exemplo de humanidade.

Editora: Planeta
Autor: KARL TARO GREENFELD
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 360
Acabamento: Brochura

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Lições da Natureza: Obstáculos

Se um falcão for colocado em um cercado com um metro quadrado inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua incrível habilidade de voar, será um prisioneiro.

A razão é que um falcão sempre começa um vôo com uma pequena corrida em terra.

Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar, permanecerá prisioneiro pelo resto da vida nessa cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado.

Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que consegue fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se jogar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido.

Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair através dos lados próximos ao fundo.

Procurará uma maneira onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto se atirar contra o fundo do vidro.

Há pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo "acima" .

Autor desconhecido

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Autismo: abordagem espiritual

Escrito por Nilton Salvador

Desinteressado de qualquer espécie de comunicação com seus semelhantes, murado dentro de si mesmo, o autista vive em um mundo de isolamento e alienação. Os cientistas que buscam implodir essa barreira trabalham baseados em hipóteses diversas e conflitantes, utilizando uma gama imensa de abordagens e terapias.

Ignoram apenas um aspecto, “o de que o ser humano, como espírito imortal, preexiste à atual existência, a qual é conseqüência de atos e pensamentos de muitas encarnações anteriores, nos mistérios dos séculos. Nada mais plausível do que recorrer a conceitos espirituais para a compreensão e a terapia do autismo ou de qualquer outro problema de comportamento”, como ensina Herminio C. Miranda.

O que dizer depois disso, quando ele vê o autista sob a ótica da psicologia espírita e o conflito de uma alma fugindo de si mesma? Afinal, como começam a dizer alguns estudiosos mais arrojados, há vida antes da vida, vida depois da vida e vida entre as vidas.

E alertamos para “que tratem com o devido respeito as minorias. Sem racismo, sem machismo, sexismo ou preconceitos de qualquer natureza. Mesmo porque o preconceito é coisa burra, que se torna ainda mais evidentemente tola quando posta no contexto da realidade espiritual. Somos espíritos imortais, sobreviventes e reencarnantes. Sexo, raça, cor, nacionalidade, posição social não passam de posições transitórias, por mais que durem nossas vidas na carne”.


Conflitos entre mundos diferentes

Descobre-se em pesquisas de diversos autores de notável saber sobre o tema que uma autista vivia numa zona fronteiriça, terra de ninguém entre um território que ela consideraria mais tarde, com melhor nível de lucidez, “meu mundo” e o outro lado, onde ficava “o mundo”, pois eles não se mostram nada interessados em vir ao nosso encontro, já que há na mente do autista nítida distinção – ainda que inconsciente – entre o “meu” mundo e o “dos outros”. Quanto menos contatos com a vida no mundo, melhor. A pessoa que está naquele corpo físico recusa-se a executar qualquer programação que a leve a ser aprisionada pelas rotinas da vida material.

Não se considera na atualidade (há uma polêmica constante) que o autismo é uma desordem biológica. A ciência continua a discutir sua origem. Os especialistas tratam de cada caso dentro de seu ponto de vista cético/científico para expressar suas teorias, pois desde Leo Kanner, o descritor da síndrome em 1943, quase nada mudou para definir o conceito da síndrome.

Cada autor expõe seu ponto de vista de análise de uma forma que, discutida ou comparada, nada altera no status quo da doença. Alguns mais corajosos, digamos assim, afirmam que o autismo é de natureza biológica, enumerando outras doenças que danificam o sistema neurológico. Em seguida, sou obrigado a me decepcionar quando a ciência não considera o autismo como psicose, mas sim como distúrbio global do desenvolvimento.

A meu ver, um contraria o outro. Todos são suscetíveis no cuidado de não querer ferir algum colega que se adiantou ou tem receio que, na frente, a crítica ou a ética médica sejam muito duras com suas opiniões.


Diferentes graus de autismo

Ficamos com o pensamento de que a impressão é que não há propriamente autismo, mas autistas em diferentes estágios, graus e níveis de distúrbios mentais e emocionais. O máximo que se poderia fazer em termos de consenso seria dizer que, dentre os sintomas básicos atribuídos à síndrome, cada autista apresenta diferentes ênfases sobre esta ou aquela característica.

Em outras palavras, a pessoa é autista não porque tem o cérebro danificado, mas tem o cérebro danificado porque não quis ou não conseguiu transmitir a ele, no período crítico da formação, os comandos mentais necessários ao seu correto desenvolvimento.

Pois bem, após esta exposição na qual enveredamos por diversos caminhos, onde quero chegar?

Ora, tudo isto faz parte do lado bio-psico-sócio-espiritual, linha mestra enfocada, mas não admitida pela ciência como um todo. Senão, vejamos.

Dispendemos todos os esforços para superar dificuldades que se encontram em nosso caminho. O que não fazemos é porque deixamos de refletir que reveses ou contratempos passageiros foram criados por nós mesmos, com nosso livre arbítrio, pelo mau uso da energia divina durante inúmeras encarnações aqui na Terra.

Devemos acreditar que aquela massa compacta de energia mal qualificada e gerada na nossa consciência por todo um esforço concentrado em prol dos nossos autistas é agora de uma espessura bem mais fina do que foi há algum tempo.

Nosso esforço em afastar coisas rudimentares de nossa consciência humana apenas produz bons frutos em nossa árvore da vida. Perseveramos em nossos propósitos. Dirigimos a atenção aos nossos amigos siderais e, muito mais depressa do que imaginamos, obtemos vitoriosas conclusões.

O indivíduo, quando encarna, traz em suas mãos uma agulha e, através do orifício desta agulha, passa o fio da vida. Cada ser humano deve concluir o seu modelo e ninguém pode tirar a agulha das mãos do próximo, nem dar um ponto sequer no modelo da vida de seu semelhante.

Assim como o orifício é condicionado à eficácia da agulha, assim também o espírito é o doador da vida do homem. A personalidade humana, ou o ser externo, representa o exemplo da agulha usada para unir as partes do modelo, que deve se manifestar através das experiências individuais de cada pessoa.

Por misericórdia, a lei divina permite intervenções, selecionando os fios dos pontos errados da costura, afastando-os do modelo enquanto se processa a purificação do espírito.

A lei divina também permite à vida, por meio de contemplação, meditação ou outra forma de esforço, oferecer ao indivíduo que se encontra no caminho espiritual o auxílio de seres perfeitos, quando estes revelam de que maneira os pontos devem ser costurados.

Também pode ser apresentado ao costureiro, ou seja, o espírito protetor, um molde ou desenho do modelo previsto. No entanto, a verdadeira costura deve ser executada pelo esforço do próprio indivíduo, do princípio até o fim.

E quando falamos de um autista? A única diferença é que, neste caso, existe um interlocutor (médium) experiente e que já atravessou inúmeras etapas com ele, pois muitas vezes uma simples frase proporciona uma forma-pensamento que permite ao autista compreender que um esforço autoconsciente deve preceder o apelo.

Muitas vezes, os amigos siderais transformam modelos errados em perfeitos e, quando eles os vêem, desejam novamente trazer à tona o plano perfeito da vida, da beleza, compreensão e paz.


Usando o auto-controle

Quando um autista aprende que é necessário um autocontrole e começa a transformar todo erro que o uso do fio da sua própria vida proporciona em seu coração, trazer o domínio sobre toda energia e vibração em seu próprio mundo e depois, com maiores possibilidades de aptidão, dar o prêmio da alegria aos seus protetores.

Para os sábios, a vida é uma bondosa professora que distribui as grandes dádivas diretamente do seu silencioso coração. Para as pessoas de compreensão limitada, a vida é uma professora severa, apenas com a intenção de ensinar cada expressão para seu autista.

Se o autista pudesse demonstrar reflexão, falando quando ouve ensinamentos freqüentes mais do que seu próprio silêncio, então seus corpos mental, sentimental, etérico e físico estariam suficientemente preparados para ouvir um hino, a linguagem dos pássaros e compreender o delicado silêncio da noite.

Quando o autista consegue isto é porque está sintonizado com a vida física de tal maneira que pode submergir seu próprio coração pulsante, onde vive seu santo ser crístico.

Artigo publicado na edição 13 da Revista Cristã de Espiritismo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Acreditar e Agir

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte.

A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.

O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.

O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.

Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.

Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então, o barqueiro disse ao viajante: Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs? Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.

Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.

Texto veiculado pela Internet, atribuído a Aurélio Nicoladeli.

O Abraço Salvador de Vidas

Já se comprovou que todos necessitamos de contato físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contato físico é o abraço.

Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos. Algumas vezes NÃO encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira.

Há vezes que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços.

Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade. Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado.

Aumenta a vontade de viver aos enfermos. É importante saber que: Os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa.

O que nos dá um abraço?


PROTEÇÃO - O sentir-se protegido é importante para todos, mas é-o mais para as crianças e mais velhos, que frequentemente dependem do amor de quem os rodeia.

SEGURANÇA - Todos necessitamos de nos sentirmos seguros. Se não o conseguimos, atuamos de forma ineficaz e as nossas relações interpessoais declinam.

CONFIANÇA - A confiança faz-nos avançar quando o medo se impõe ao nosso desejo de participar com entusiasmo em algum desafio da vida.

FORÇA - Quando transferimos a nossa energia com um abraço, as nossas próprias forças aumentam.

SAÚDE - O contato físico e o abraço partilham uma energia vital capaz de sanar ou aliviar enfermidades.

AUTO-VALORIZAÇÃO - Através do abraço podemos transmitir uma mensagem de reconhecimento do valor e excelência de cada indivíduo.



Esta é uma fotografia de um artigo da Revista Seleções, que se chama “O abraço salvador” e relata um episódio da vida de duas gêmeas, cujos primeiros dias foram passados em suas respectivas incubadoras, sendo que para uma delas não havia esperança de que sobrevivesse.

A enfermeira chefe da unidade, contra todas as regras existentes, decidiu juntar as duas irmãs, e aquilo que aconteceu foi verdadeiramente espantoso e comovente: a bebê que se encontrava bem, abraçou a sua irmãzinha moribunda, conseguindo, com o calor do seu corpo, o milagre de lhe regular a temperatura e pulso, o que permitiu estabilizar o ritmo cardíaco da sua gêmea...


Aqui fica este testemunho da importância de um abraço e do bem que este pode fazer...


... já abraçaste alguém hoje? : )


UM ABRAÇO Faz e Diz Muitíssimo; abraça o teu amigo, abraça os teus entes queridos, abraça as tuas crianças, abraça o teu animal de estimação… ABRAÇA-OS A TODOS! Este abraço é todinho para ti…. DISFRUTA-O!

domingo, 23 de agosto de 2009

Como se escreve...

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Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora e disse:

- Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.

Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.

Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse.

- Mamãe, como a gente escreve...?

- Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.

Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.

Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse .

- Papai, como a gente escreve...?

- Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.

O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.

Os anos passaram...

Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e ela disse.

- Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou para o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.

Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo! E voltou. Com um lápis na mão.

Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.

- Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: amor, querida, amor se escreve com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).

Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.

Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.

Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.

Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.

Autor desconhecido.

domingo, 2 de agosto de 2009

Haja o que houver, eu estarei sempre com você

Na Romênia , um homem dizia sempre a seu filho:

- Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.

Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.

Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola.

Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...

Tomado de uma enorme tristeza. Ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida).

Haja o que houver : eu estarei sempre a seu lado.

Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam. Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não mais existia) ; Corredor... Olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar .

Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão... Corredor... Virou a direita... E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa Haja o que houver, eu sempre estarei com você. E ele não estava...

Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:

- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. - Vá para casa.

Ao que ele retrucava:

- Você vai me ajudar? Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.

Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia. para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era : - Você vai me ajudar ? Mas eles também o abandonavam.

Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa.

- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios. Ele retrucava :

- Você vai me ajudar? - Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça. - Você vai me ajudar? Um a um todos se afastavam.

Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali. 5 - 10 – 12 – 22 – 24 - 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
- Pai ...estou aqui!

Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:

- Você está bem?

- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.

- Tem mais alguém com você?

- Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem.

Apenas conseguia se ouvir seus gritos de alegria.

- Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora ... Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado.

- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.

- Não! Deixe eles saírem primeiro... Eu sei; que haja o que houver... Você estará me esperando!

(Esta história é verídica)

domingo, 26 de julho de 2009

O apoio ao mais fraco

No outono, quando se vêem bandos de aves voando, formando um grande V no céu, indaga-se o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás. Ao voar em forma de V, o bando se beneficia com muito mais força de vôo do que uma ave voando sozinha.

Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil, pois viajam beneficiando-se de um impulso mútuo.


Sempre que uma ave sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinha. Rapidamente, ela entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.

Se tivéssemos o mesmo sentido, manter-nos-íamos em formação com o que lideram o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando a ave líder se cansa, ela muda de posição dentro da formação e outra assume a liderança.
Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis, e isto serve tanto para as pessoas quanto para as aves que voam juntas. As aves de trás gritam encorajando as da frente para que mantenham a velocidade.

Finalmente quando uma ave fica doente ou, se fere, duas aves saem da formação e a acompanham para ajudá-la e protegê-la. Ficam com ela até que consiga voar novamente ou morra. Só então, levantam vôo, sozinhas, ou em outra formação.

Se tivéssemos o sentido das aves também ficaríamos da mesma forma um ao lado do outro para apoiar o mais fraco.

Fonte: Livro: Códigos da Vida - Autor: Legrand - Editora: Soler Editora

domingo, 19 de julho de 2009

Desafiando mitos populares sobre o autismo

Por Rachel Cohen-Rottenberg

Na Primavera passada, eu e minha família nos mudamos de nossa fazenda de 22 acres no oeste de Massachusetts para o centro de Brattleboro. Foi o início de uma nova vida juntos.

Seis meses mais tarde, aos 50 anos de idade, fui diagnosticada com a síndrome de Asperger, uma forma de autismo de alto grau de funcionamento. Longe de ser um momento de desgosto, o meu diagnóstico foi um motivo de grande celebração. Pela primeira vez, a minha vida fez sentido.

Eu sempre me senti muito diferente das outras pessoas. Eu sempre tinha um sentimento de isolamento, sem que eu pudesse encontrar qualquer tipo de explicação.

O tema do autismo sempre tinha me fascinado, mas a idéia de que eu poderia ser autista parecia absurdo. Eu tinha ido para a faculdade, fiz amigos, e trabalhava em tempo integral. Eu havia casado e constituído uma família. Como eu poderia ser autista? Afinal, as pessoas autistas vivem trancadas em seus próprios mundos estranhos, incapazes de se comunicarem ou conviverem em sociedade.

Ou então eu pensei. Eu já havia percorrido um longo caminho desde então. No processo de compreender-me como uma mulher autista, eu tinha de me desfazer de todos os mitos que eu já tinha ouvido sobre o assunto. Estes mitos incluem o seguinte.

***

Mito nº 1: Todas as pessoas autistas são não-verbais e de baixo funcionamento.

O espectro do autismo é uma condição. Nos Estados Unidos, uma pessoa em cada 150 é autista, e mais da metade de todas as pessoas autistas têm síndrome de Asperger. Além disso, muitas pessoas sob o espectro encontram-se entre o alto grau de funcionamento e o baixo funcionamento extremo. Na verdade, algumas pessoas começam mais severamente afetadas e podem tornar-se de alto funcionamento à medida que crescem e aprendem.

***

Mito nº 2: O autismo é uma doença mental.


Autismo não é um distúrbio psicológico. É uma condição neurológica em que o cérebro e o sistema nervoso são extremamente sensíveis a estímulos sensoriais.

Quando uma pessoa recebe informações sensoriais provenientes do ambiente, elas intuitivamente filtram, priorizam, e respondem a informação de uma forma proposital. Para as pessoas autistas, o processamento sensorial funciona de modo muito diferente. A informação vem com toda a carga, sem nenhuma filtragem.

Por exemplo, eu não tenho quase nenhuma capacidade de filtrar informações auditivas. Algumas vezes, ouço uma cacofonia de sons e vozes, todos ao mesmo volume alto. É difícil para mim ter uma conversa com um monte de som em segundo plano.

Locais barulhentos, cheios de gente ou situações desestruturadas provocam imediatamente em mim uma sobrecarga sensorial. Também possuo uma experiência visual do mundo muito intensa. Estou constantemente analisando o ambiente ao meu redor, observando os mínimos detalhes, na tentativa de ordenar-los em algum tipo de padrão. Porque o mundo visual muda constantemente, e meu processo de organização nunca pára.

Só recentemente que eu percebi que a maioria das pessoas não tem a experiência visual do mundo com a mesma intensidade que o faço.

***

Mito nº 3: Pessoas autistas não sentem empatia.

Ao contrário do que se pensa, as pessoas autistas têm muitas vezes um excesso de empatia. No entanto, devido às nossas sensibilidades sensoriais, nem sempre podemos ser capazes de demonstrar isso.

Quando criança, eu era muito sensível e frequentemente experimentava o sofrimento dos outros. Por exemplo, em uma escola hebraica, assistimos a um filme que mostrava o que tinha acontecido nos campos de concentração nazistas durante o Holocausto. Eu vi filmes em que pessoas eram alinhadas na beira de uma vala e eram fuziladas. A empatia que senti pelas pessoas foi imediata. Senti o mesmo que eles estavam enfrentando, como se aquilo também tivesse acabado de acontecer comigo naquele momento.

Durante muitos anos desde então, tenho consciência de que quando eu ando em uma sala cheia de gente, vou sentir a experiência emocional de todos os presentes. É como se todas as emoções vinhessem direto através de mim. Todo esse sentimento vem muito mais rápido do que eu posso processá-lo, eu sinto o seu impacto. Tornar-me muito desorientada, tanto que tenho dificuldade em sentir ou pensar em qualquer coisa.

Meu marido normalmente percebe quando eu estou tendo essa experiência. Ele diz: "Você está fora do ar, não é mesmo?" Para o que só posso afirmar com a cabeça um enfático "Sim".

***

Mito nº 4: As pessoas autistas são antisociais.

Pessoas autístas muitas vezes têm dificuldades de comunicação porque não são capazes de ler intuitivamente dicas não verbais, tais como expressões faciais e linguagem corporal.

Eu aprendi que recentemente dicas não verbais perfazem cerca de 90 por cento de qualquer conversa. Até o meu diagnóstico, eu não tinha idéia de que a linguagem não verbal sequer existia.

Quando converso, presto bastante atenção as palavras que acabei de ouvir. E, por isso , eu gasto mais tempo ouvindo, traduzindo, pensando e respondendo a uma pessoa neuro-típica.

A minha resposta as vezes é um pouco atrasada. Muitas vezes as pessoas interpretam a minha resposta demorada como uma falta de interesse. Sob a maioria das circunstâncias, elas estão erradas.

Eu não acho que seja possível para mim ficar muito tempo sem conversar com outras pessoas. No entanto, 10 minutos de conversa com uma pessoa pode ser bastante cansativo. Uma conversa com mais de uma pessoa ao mesmo tempo é quase impossível. E quando você acrescentar à mistura da minha sensibilidade sensorial e emocional, obtém-se uma pessoa que requer uma grande dose de solidão.

***

Mito nº 5: As pessoas autistas não fazem contato visual, porque elas não se importam com o que as pessoas têm a dizer.

Acho contato visual muito difícil, mas não tem nada a ver com saber se estou interessada em o que alguém está me dizendo. Na verdade, se eu estou interessada, eu costumo desviar o olhar da pessoa, a fim de pensar claramente.

Ao longo dos anos, em uma tentativa de mascarar essa minha dificuldade, eu tenho desenvolvido uma série de disfarces, incluindo a capacidade de fazer e manter contato visual. No entanto, a habilidade não vem naturalmente.

Exceto para o meu marido e minha filha, eu utilizo um tímido contato visual com a maioria das pessoas, sim, da mesma forma quando lanço um tímido olhar diretamente para o sol. Quando eu olho para os olhos de uma pessoa, tenho essa experiência profunda que para mim é uma sensação esmagadora.

***

Mito nº 6: As pessoas autistas não podem ter as suas próprias famílias.

Muitas pessoas autistas são casadas e criam filhos. Tanto o meu marido como minha filha são neuro-típicos, e eu adoro eles.

***

Mito nº 7: As pessoas autistas são quebra-cabeças com peças faltando.

A utilização da metáfora "quebra-cabeças faltando peças" para descrever autismo é uma grande fonte de dor para mim.

Antes do meu diagnóstico, eu costumava sentir que eu tinha peças desaparecidas. Depois que eu descobri que eu tinha a síndrome de Asperger, todas as peças da minha vida começaram a se unir para formar um quadro coerente, uma imagem reconhecível. Pela primeira vez na minha vida, me senti completa.

***

Mito nº 8: As pessoas autistas têm baixa inteligência.

Pessoas autístas têm diferentes níveis de inteligência, assim como a as pessoas neuro-típicas também. O teste utilizado para medir a inteligência fez uma profunda diferença no resultado da avaliação.

Em 2007 um estudo realizado com crianças autistas e neuro-típicas utilizou dois testes de QI: o teste WISC (que se baseia em perguntas e respostas verbais) e os Raven's Progressive Matrices teste (que mede a capacidade de fazer abstração de alto nível e raciocínio complexo).

Nenhuma criança autista fez pontuação alta no teste de inteligência WISC; na verdade, um terço pontuou na faixa de baixa inteligência. No entanto, um terço das crianças autistas pontuaram na gama de alta inteligência sobre o teste Raven's. Adultos autistas e neuro-típicos foram testados, também, com os mesmos resultados.

***

Mito nº 9: as pessoas autistas não gozam a vida.

Para algumas pessoas autistas, esta afirmação é verdadeira, tal como é verdade para qualquer outro grupo de pessoas. No entanto, muitos de nós encontramos uma grande alegria em nossos entes queridos, e podemos focar como um raio laser sobre os nossos interesses especiais durante horas a fio. Minha família, meus amigos, a minha arte, a minha música, meus textos, e meu trabalho comunitário são constantes fontes de alegria e satisfação.

***

Mito nº 10: O autismo é uma doença que necessita de uma cura.

Esta declaração é o foco do debate apaixonado. Como muitos outros, eu não considero o autismo uma doença. Os pesquisadores do Instituto Brain-Mind na Suíça escreveram em 2007 um artigo, "A pessoas autistas são indivíduos com notáveis talentos e capacidades muito acima da média, como: maior percepção, atenção e memória. Na verdade, é essa hiper-funcionalidade que poderia tornar os indivíduos debilitados. "

Atualmente, não existe cura para o autismo. Eu entendo porque algumas pessoas sobre o espectro possam querer uma cura. Ser autista, mesmo com um alto nível de funcionamento, é muito difícil. Para as pessoas que estão sob o grau severo do espectro, a condição pode ser verdadeiramente incapacitante.

Pessoalmente, eu não quero ser curada. Autismo me faz quem eu sou, e ele me deu muitos dons.

Sou sensível, empática, e artística. Vejo uma grande beleza no mundo, e eu sinto muito profundamente suas injustiças. Eu sou muita direta nas minhas palavas e, por essa razão, as pessoas intuitivamente confiam em mim.

Não gostaria de ser diferente.

Estou orgulhosa de quem eu sou.

Levou-me 50 anos para descobrir a verdade sobre a minha vida.

No tempo que me resta, planejo mostrar a todos o valor desta verdade.

Fonte: http://www.commonsnews.org/test3/story.php?articleno=694

domingo, 21 de junho de 2009

Feliz Aniversário Peu! - Papai

"Ser especial é ser capaz de ver o mundo com os olhos do coração."

Peu, você é um presente que Deus nos enviou. Você veio para nos dar a oportunidade de mudar nossos conceitos, mudar nossa vida, para ver o mundo e as pessoas de uma forma diferente.

Você tem nos ensinado a dar valor as coisas mais simples como as gotas de chuva que batem na janela ou o facho de luz que passa através de uma fresta.

Você tem nos mostrado o quanto este mundo está barulhento e desorganizado e que a maioria das pessoas só pensam em si próprias e esquecem de se preocupar com o próximo.

Você veio para nos ensinar o quanto é essencial brincar com os filhos.

E o mais importante você veio com a missão de nos aproximar de Deus.

Feliz Aniversário!

E como todo pai que ama seus filhos, estarei sempre ao seu lado.

sábado, 16 de maio de 2009

Muito mais que um pai e filho, sonhadores...

Oitenta e cinco vezes, Dick Hoyt empurrou seu filho deficiente, Rick, por 42 quilômetros em maratonas. Oitenta vezes, ele não só empurrou seu filho os 42 quilômetros em uma cadeira de rodas, mas também, o rebocou por quatro quilômetros em um barquinho enquanto nadava e pedalou 180 quilômetros, com ele sentado em um banco no guidão da bicicleta, tudo isso em um mesmo dia.

Dick também o levou em corridas de esqui, escalou montanhas com ele às costas e chegou a atravessar os Estados Unidos rebocando-o com uma bicicleta.

E o que Rick fez por seu pai?

Não muito, exceto salvar sua vida.

Esta história maravilhosa de amor começou em Winchester, nos EUA, há quarenta e três anos, quando Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral permanente e incapacitado de controlar os membros de seu corpo.

– “Ele irá vegetar pelo resto de sua vida”, disse o médico para Dick e sua esposa Judy, quando Rick tinha nove meses.

– “Vocês devem interná-lo em uma instituição”, complementou o médico. Mas, o casal não acreditou. Eles repararam como os olhos de Rick seguiam os dois pelo quarto.

Quando Rick fez onze anos eles o levaram ao departamento de engenharia da Tufts University e perguntaram se havia algum jeito do garoto se comunicar.

– “Não há jeito, seu cérebro não tem atividade alguma”, disseram a Dick.

– “Conte uma piada para ele”, Dick desafiou.

Eles contaram e Rick riu.

Na verdade, tinha muita coisa acontecendo no cérebro de Rick.

Usando um computador adaptado para ele poder controlar o cursor tocando com a cabeça um botão no encosto de sua cadeira, Rick, finalmente foi capaz de se comunicar.

Suas primeiras palavras? – “Go Bruins!”, o grito da torcida, dos times da Universidade da Califórnia.

Depois que um estudante ficou paralítico em um acidente e a escola em que estudava decidiu organizar uma corrida para levantar fundos para ele, Rick digitou: – “Papai, quero participar”.

Isso mesmo. Mas como Dick poderia, justo ele, que considerava a si mesmo um “leitão”, que nunca tinha corrido mais que um quilômetro de cada vez, como poderia empurrar seu filho por 8 quilômetros?

Mesmo assim, ele tentou.

– “Daquela vez eu fui o inválido”, lembra Dick.

– “Fiquei com dores durante duas semanas”.

Porém, aquilo mudou a vida de Rick.

Ele digitou em seu computador: – “Papai, quando você corria eu me sentia como se não fosse mais portador de deficiências”.

O que Rick disse, mudou também a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979.

– “Impossível!”, disse um dos organizadores da corrida.

Pai e filho não eram um só corredor e também não se enquadravam na categoria dos corredores em cadeira de rodas. Durante alguns anos, Dick e Rick simplesmente entraram na multidão e correram de qualquer jeito.

Finalmente, encontraram uma forma de entrar oficialmente na corrida. Em 1983, eles correram tão rápido em outra maratona, que o tempo obtido por eles permitia qualificá-los para participar da maratona de Boston no ano seguinte.

Depois, alguém sugeriu que tentassem um Triatlon.

Como poderiam?!

Dick nunca soube nadar e não andava de bicicleta desde os seis anos de idade, como rebocaria seu filho de cinqüenta quilos em um Triatlon?

Mesmo assim, Dick tentou.

Hoje, ele já participou de duzentos e doze Triatlons, inclusive, quatro cansativos Ironmans de quinze horas de duração, no Havaí.

Deve ser demais, para alguém com seus vinte e cinco anos de idade, ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha?

Então por que Dick não competia sozinho?

– “De jeito nenhum”, ele diz. Dick faz tudo isso apenas pela sensação que Rick pode ter e demonstrar com seu grande sorriso, enquanto correm, nadam e pedalam juntos.

Em 2006, aos sessenta e cinco e quarenta e três anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a vigésima quarta Maratona de Boston na posição 5.083, entre mais de vinte mil participantes.

Seu melhor tempo?

Duas horas e quarenta minutos, em 1992, apenas trinta e cinco minutos a mais que o recorde mundial que, caso você não saiba, foi batido por um homem que não empurrava ninguém numa cadeira de rodas enquanto corria.

– “Não há dúvida”, digita Dick, “meu pai, é o pai do século”.

E Dick também ganhou algo com isso. Há dois anos, ele teve um leve ataque cardíaco, durante uma corrida. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos disseram que se ele não tivesse se dedicado para entrar em forma, é provável que já teria morrido, uns quinze anos antes. De certa forma, Dick e Rick salvaram a vida um do outro.

Rick, que hoje tem seu próprio apartamento (ele recebe cuidados médicos) e trabalha em Boston, e Dick, que se aposentou do exército e mora em Holland, Massachussets, sempre acham um jeito de ficarem juntos. Eles fazem palestras em todo o país e participam de corridas, nos finais de semana.

Em todo dia dos pais, Rick sempre paga um jantar para seu pai, porém, o que ele mais desejaria fazer pelo seu pai, é um presente que ninguém poderia comprar.

“Eu gostaria...”, digita Rick, “...de um dia poder empurrar meu pai na cadeira, pelo menos uma vez”.

"Um homem não morre quando deixa de existir e sim quando deixa de sonhar".

Reportagem sobre Rick e Dick no Fantástico - Parte 1



Reportagem sobre Rick e Dick no Fantástico - Parte 2



Fonte: Sports Illustrated - Rick Reilly
Tradução: Blog Quero Contar... - http://www.stories.org.br/
Adaptação: Organização Não-Governamental “Projetos sociais meu sonho não tem fim”.

sábado, 2 de maio de 2009

Severn Suzuki a menina que calou o mundo por 5 minutos

A causas do Autismo ainda são desconhecidas, porém, existem várias evidências de possíveis relações entre vários tipos de exposição a toxinas ambientais e a ocorrência de Autismo.

Vários profissionais estão agora considerando a existência de “gatilhos ambientais” que podem desencadear o Austismo. Estudos recentes demosntram que indivíduos autistas apresentam níveis comparativamente mais elevados de diversas toxinas e possuem tendência a uma capacidade de detoxificação mais reduzida.

A frequência de Autismo também parece ser mais elevada em áreas de maior poluição. Uma pesquisa conduzida no Departamento de Psicologia da University of Northern Iowa, nos E.U.A, constatou que a incidência de Autismo no Estado de Iowa é maior em escolas localizadas próximas a locais contaminados, os chamados EPA Superfund Sites. Esses locais são áreas de contaminação de vários aspectos ambientais como sedimentos, água, solo e ar e fazem parte de uma projeto de renovação elaborado pela Agência de Proteção do Meio Ambiente dos E.U.A.

A autora especula que indivíduos geneticamente predispostos estejam sendo expostos a “gatilhos ambientais” em taxas mais elevadas do que as gerações anteriores. Mais um motivo para nos preocuparmos com a saúde do meio ambiente, reduzindo a quantidade de substâncias químicas nocivas que são lançadas na natureza. A preservação da saúde de nossas crianças também depende da saúde do Planeta.

Durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro - Uma menina canadense de 12 anos já nos alertava sobre os problemas ambientais. Severn Suzuki tornou-se mundialmente famosa por seu discurso.

Uma criança dando uma verdadeira aula de Responsabilidade Ambiental para adultos, o vídeo já tem 17 anos, mas, poderia ter sido feito ontem que as palavras seriam as mesmas.

O Auxílio Mútuo

Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual defendendo-se como podia dos golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno. Um deles olhou e clamou, irritado:

- Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

- Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade - argüiu o outro.

- Não posso - disse o companheiro, endurecido - sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de tempo.

E avançou para diante, em largas passadas. O viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colocando-o paternalmente sobre o próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido. A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro, mas ele, segurando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi encontrado o infeliz viajante, sem vida, à beira do caminho alagado. Seguindo à pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu à onda de frio e tombou encharcado, sem recursos para fazer face ao congelamento. Já o companheiro, recebendo em troca o calor da criança que sustentava junto ao próprio coração, superou os obstáculos da noite fria, guardando-se incólume de semelhante desastre.
Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudara a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.
Um homem sozinho é simplesmente um adorno da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Autor desconhecido

Bons amigos

Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá.

De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem. Isso já é de admirar.

Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor.

Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo.

E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.

Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.

E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.

Autor Anônimo

Peu cresceu e O Mundo de Peu também mudou.

Bem-vindo ao blog O Mundo de Peu! Olá, tudo bem? Meu nome é Marcelo Rodrigues, pai de Pedro (Peu), sou o criador do blog O Mund...