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domingo, 12 de dezembro de 2010

No Rio de Janeiro, crianças autistas se desenvolvem através do esporte

Régis Rösing mostra como o esporte pode ajudar crianças com autismo a evoluir.




Professor de Educação Física reúne 25 alunos que recebem dedicação, amor e carinho fundamentais no desenvolvimento mental e motor.

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
Mahatma Gandhi

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma história incrível de superação a partir da prática esportiva

Régis Rösing, repórter do EE, revela como crianças com autismo passam a interagir com o mundo exterior após se envolverem com ginástica olímpica

O autismo é classificado como um transtorno definido por alterações antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações na comunicação, interação social e uso da imaginação.

Crianças com autismo vivem em um mundo só delas, não interagem com o que há em volta. Para elas, o mundo interior é muito maior do que o exterior. Mas o trabalho de um ex-atleta de ginástica olímpica, o professor Rodrigo Brivia, está surpreendendo médicos especialistas no assunto e, principalmente, os pais dessas crianças.

Rodrigo usa todos os aparelhos da ginástica olímpica como parte do tratamento. Simula competição, vibração, faz os movimentos como se estivesse se apresentando com a criança do lado e, de repente, o que ele faz começa a ser imitado. As crianças pulam de alegria, brincam, e algumas começam a dizer as primeiras palavras.

O esporte como instrumento e ferramenta de interação tem sido a chave que está abrindo as portas para crianças autistas.Tudo que elas precisam é a combinação de atenção e amor. O repórter Régis Rösing foi conhecer de perto essa iniciativa, que acontece em uma academia de ginástica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Você não pode perder essa reportagem emocionante que vai ao ar no dia 12 de dezembro, no "Esporte Espetacular"! Fique ligado!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Terapia precoce pode ajudar a prevenir autismo

Três anos se passaram desde que Diego recebeu o diagnóstico de autismo, aos 2 anos de idade.

Desde então, sua mãe Carmen Aguilar já fez incontáveis contribuições para as pesquisas sobre a síndrome.

Ela doou todos os tipos de amostras biológicas e concordou em manter um diário de tudo o que come, inala ou esfrega na pele.

Uma equipe de pesquisadores presenciou o nascimento de seu segundo filho, Emilio.

A placenta, algumas amostras de tecido da mãe e as primeiras fezes do bebê foram colocados em um recipiente e entregues para serem analisados.

Atualmente, a família participa de outro estudo: uma iniciativa de vários cientistas norte-americanos que buscam identificar sinais de autismo em crianças a partir dos 6 meses (até hoje, a síndrome não pode ser diagnosticada de forma confiável antes dos 2 anos de idade).

No Instituto MIND , no Davis Medical Center da Universidade da Califórnia, os cientistas estão observando bebês como Emilio em um esforço pioneiro para determinar se eles podem se beneficiar de tratamentos específicos.

Assim, quando Emilio mostrou sinais de risco de autismo na sua avaliação de 6 meses - não fazia contato visual, não sorria para as pessoas, não balbuciava, mostrava interesse incomum por objetos - seus pais aceitaram de imediato o convite para que ele participasse de um programa de tratamento chamado "Infant Start".

O tratamento consiste de uma terapia diária, chamada "Early Start Denver Model" (ESDM), baseada em jogos e brincadeiras.

Testes aleatórios têm demonstrado que a técnica melhora significativamente o QI, a linguagem e a sociabilidade em crianças com autismo.

Além disso, os pesquisadores dizem que quanto antes tiver início o tratamento, maior será potencial de sucesso.

"No fundo, o que podemos fazer é evitar que uma certa proporção de autismo ocorra," explica David Mandell, diretor adjunto do Centro de Pesquisas de Autismo do Hospital Pediátrico da Filadélfia.

"Eu não estou dizendo que estas crianças estão sendo curadas, mas podemos estar alterando suas trajetórias de desenvolvimento ao intervir precocemente, para que elas nunca sigam o caminho que leve à síndrome.

É impossível conseguir isso se ficarmos esperando o completo surgimento da doença." Sally Rogers, a cientista do Instituto MIND que acompanha a família Aguilar, conta que já enfrentou muitos desafios na adaptação da terapia de crianças de mais de um ano para os bebês.
Mesmo os bebês com desenvolvimento normal para a idade ainda não podem falar ou gesticular, muito menos fingir.

Em vez disso, Rogers pede que os pais prestem atenção no balbuciar e nas interações sociais simples que ocorrem durante as rotinas normais de alimentar, vestir, dar banho e trocar o bebê.
Durante a primeira sessão com Emilio, de 7 meses, Sally demonstrou aos pais Carmen e Saul jogos de esconde-esconde, cócegas e outras brincadeiras de interação com pessoas.

Ela falou sobre as 12 semanas seguintes e como eles fariam para que Emilio trocasse sorrisos, atendesse pelo nome e balbuciasse, começando com uma única sílaba ("ma"), depois passando para duas ("gaga") e mais adiante para combinações mais complexas ("maga").

"A maioria dos bebês vem ao mundo com uma espécie de ímã embutido que atrai as pessoas", explica Sally.

"Uma coisa que sabemos sobre o autismo é que ele enfraquece esse ímã.

Não é que não se interessem, mas eles têm um pouco menos de atração pelas pessoas.

Então, como podemos aumentar nosso apelo magnético para chamar sua atenção? " A lição número um foi o contato visual.

Sally pediu que os pais se revezassem para brincar com Emilio, incentivando-os a ficar cara a cara com o bebê e permanecer na sua linha de visão.

Carmen Aguilar inclinou-se sobre o cobertor azul e sacudiu um brinquedo.

"Emilio? Onde está o Emilio? Do outro lado do espelho de duas faces, um pesquisador acompanhava a sessão e um assistente monitorava três câmeras de vídeo na sala.

Sally Ozonoff, que foi a primeira a escolher Emilio para o estudo, parou para observar.
"Ele está olhando apenas para o objeto, embora o rosto de sua mãe esteja a oito centímetros de distância", disse ela.

"Ele tem um rosto muito sóbrio e tranquilo".
Saul Aguilar foi o próximo a tentar.

Ele colocou Emilio em uma cadeira vermelha feita de um saco de sementes e dobrou os lados sobre o bebê.

"Chuá, chuá, chuá!", fez Saul.

Nenhuma resposta.

Ele levantou Emilio para cima de sua cabeça e imitou um avião.

Emilio olhou para o teto.

Então Saul colocou o bebê de volta na cadeira e pegou um lobo de pelúcia.

Pôs o lobo sobre a cabeça e deixou-o cair em suas mãos.

"Pschooo! Uuooó! Finalmente, Emilio olhou.

"Isso foi ótimo", disse Sally Rogers ao pai do bebê.

"Você colocou o brinquedo sobre a cabeça e ele foi atraído para o seu rosto.

Você usou o brinquedo para melhorar a interação social.

Ao trazê-lo até o seu rosto, Emilio percebe você." Embora as causas do autismo ainda sejam um mistério, os cientistas concordam que existe algum fator genético ou biológico envolvido.

Tratamentos experimentais como o "Infant Start" visam abordar o ambiente social em que o bebê vive, para descobrir se as mudanças em casa podem alterar o desenvolvimento biológico da doença.

"As experiências formam os cérebros dos bebês de uma maneira muito física", explica Sally.

"As experiências determinam as sinapses; algumas são construídas e outras são dissolvidas." Na teoria, se um bebê prefere objetos em vez de rostos, uma "cascata de desenvolvimento" pode começar: os circuitos cerebrais que nasceram para a leitura facial são usados para outro fim, como o processamento da luz ou de objetos.

Assim, os bebês perdem a capacidade de entender os sinais emocionais transmitidos pela observação de expressões faciais.

Quanto mais tempo o cérebro de um bebê seguir este curso de desenvolvimento, mais difícil torna-se a intervenção.

Entretanto, o esforço de frear o autismo através de intervenções antecipadas apresenta um problema científico.

Como não existe um diagnóstico formal de autismo antes dos 2 anos, é impossível distinguir entre os bebês que são ajudados pela intervenção e os que jamais teriam desenvolvido autismo.

Os pesquisadores precisam obter uma série de avanços com bebês como Emilio antes de fazer um estudo aleatório, comparando os bebês que recebem o tratamento com aqueles que não o recebem.

Os pais de Emilio estão felizes por seu filho participar da primeira fase do programa piloto.
Eles viram o filho mais velho, Diego, progredir tanto na terapia comportamental entre as idades de 3 e 5, que ficam muito esperançosos com o que poderá acontecer com o mais novo.

Saul Aguilar largou o emprego em uma empresa de telecomunicações para cuidar de Emilio e trabalhar em seus objetivos todos os dias.

Carmen Aguilar havia deixado seu emprego de assistente social quando o primeiro filho recebeu o diagnóstico.

Mas os planos para o futuro tiveram que ser revistos depois da avaliação de 6 meses de Emílio.

"Eu sou a primeira pessoa da minha família a ir para a universidade," diz Carmen Aguilar.

"Meu pensamento foi: 'agora já preparei o futuro de meu filho." Mas, depois de saber que Emilio também pode ter autismo, ela diz que "você para de olhar para tão longe no futuro; somos forçados a pensar um dia de cada vez."

© 2010 New York Times News Service Tradução: Claudia Lindenmeyer

sábado, 22 de maio de 2010

O enigma do autismo

Por Isabela Fraga
Ciência Hoje/RJ


"Ele vive no seu próprio mundo." A frase é bastante utilizada para descrever de forma leviana pessoas distraídas, que dão pouca atenção ao que acontece ao seu redor. As mesmas palavras, entretanto, ganham um significado muito mais enfático quando se referem a um portador de autismo - uma desordem neurológica manifestada por uma tríade de sintomas: déficit de interação social, dificuldade de linguagem e comportamento repetitivo.

O autismo não é uma disfunção única, mas sim um espectro de problemas, que variam de intensidade e tipo. Uma criança com um autismo leve como a síndrome de Asperger, por exemplo, pode conversar, frequentar escolas normais e ter uma vida independente quando envelhecer. É justamente por abarcar uma infinidade de comportamentos e sintomas secundários que médicos e cientistas preferem classificar o distúrbio, de maneira mais geral, como desordens do espectro autista (ASD, na sigla em inglês).

"É uma charada difícil de ser desvendada, e por isso decepcionante e frustrante", comenta o neuropediatra Leonardo de Azevedo, do IFF-Fiocruz (Instituto Fernandes Figueira), no Rio de Janeiro.

Azevedo realiza estudos clínicos sobre o autismo, em especial sobre a relação entre o distúrbio e o sistema imunológico do seu portador. Além dele, outros pesquisadores e médicos do setor de Neurologia do instituto têm as desordens do espectro autista como objeto de estudo, como é o caso do neurofisiologista Vladimir Lazarev e do neurologista Adailton Pontes, mais voltados para a neurofisiologia da desordem.

Episódios nos quais uma criança portadora de autismo é erroneamente diagnosticada e, por isso, não passa por tratamentos adequados, não são raros, mesmo hoje em dia. No Brasil, por exemplo, ainda há muitos casos de diagnóstico tardio.

Esse cenário está longe do ideal. É de consenso geral entre os cientistas: quanto antes for feito o diagnóstico do autismo, mais fácil e eficiente é o tratamento e, consequentemente, também a melhora. Para o médico Estevão Vadasz, coordenador do Projeto Autismo no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o ideal é que o diagnóstico seja feito quando a criança tem entre um ano e meio e dois anos.

" O mais comum, no entanto, é a partir dos três anos de idade", afirma.

A força da genética - Desde que o autismo foi descrito pela primeira vez, em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner, um sem-número de estudos já foi feito sobre a desordem, mas ela ainda é considerada uma das mais enigmáticas da ciência.

"Os fatores genéticos respondem por mais de 90% das causas para o autismo", explica o neuropediatra Leonardo deAzevedo.

Os outros possíveis fatores não são conhecidos, e podem ser, por exemplo, resultado de problemas durante a gravidez, como rubéola, toxoplasmose e acidentes.

No Brasil, a pesquisa genética também tem bons prognósticos. O laboratório coordenado por Vadasz no Hospital das Clínicas de São Paulo tem, além de uma área de diagnóstico e tratamento para distúrbios do espectro autista, um projeto de pesquisa voltado para a identificação de genes-candidatos à desordem e de tratamentos com células-tronco. Vadasz é otimista. Para ele, em cinco ou 10 anos, será possível realizar intervenções terapêuticas.

"A ideia é tirar células-tronco dos dentes de leite de crianças autistas, colocá-las em cultura e, com o tempo, diferenciar essas células em neurônios", explica.

Em seguida, os cientistas tentarão introduzir esses neurônios no sistema nervoso para suprir algumas falhas no processamento cerebral, numa técnica chamada de "reengenharia dos neurônios".

Se clinicamente o autismo é bastante conhecido e suas formas de tratamento já alcançaram relativo sucesso, os mecanismos pelos quais ele atua no cérebro ainda geram dúvidas. Muitas hipóteses consideradas têm sido derrubadas por falta de comprovação. De maneira geral, a teoria mais aceita pela comunidade científica é que as mutações genéticas causam falhas de conexão entre as diferentes regiões cerebrais, o que geraria problemas em algumas estruturas, como o cerebelo, o hipotálamo (onde se sintetiza, por exemplo, a oxitocina) e o córtex.

Oxitocina: uma esperançaEntre todos os genes candidatos, a descoberta de um deles tem gerado efeitos práticos mais concretos. Trata-se do gene responsável pelo controle da produção da oxitocina, um hormônio relacionado ao sistema reprodutor feminino, que é produzido no hipotálamo.

Apelidada de "hormônio do amor" graças ao seu papel nas relações interpessoais e nos comportamentos afetivos, a oxitocina tem sido analisada em vários países por seu potencial de tratamento de alguns comportamentos autistas, como a ausência de contato visual e a dificuldade de relação com outras pessoas. "Alguns estudos já comprovaram que pessoas com algum tipo de desordem do espectro autista possuem menos oxitocina no sangue periférico", explica Azevedo.
Foi a partir dessa constatação que instituições do mundo todo têm realizado testes que analisam os efeitos da ingestão de oxitocina em pacientes autistas sob a forma de spray nasal.
Dados os excelentes resultados em estudos, a expectativa é que futuramente se poderá tratar o autismo com oxitocina.

Tratamento - A oxitocina ainda está em fase de testes para o tratamento de sintomas do autismo. Por enquanto, o tratamento para o distúrbio passa por várias áreas médicas, e o grau de efetividade depende da idade em que é iniciado. A cura, entretanto, ainda não está num horizonte próximo.

"No entanto, há tratamentos comportamentais bastante efetivos que podem ajudar crianças e adultos a superar suas dificuldades", comenta o psicólogo Ami Klin, diretor do programa de autismo da Universidade Yale.

Para ele, o objetivo com esses tratamentos - em sua maior parte sem a utilização de medicamentos - não é curar, mas ajudar os portadores dessa desordem no seu relacionamento com outros.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mãe diz que educação e treinamento ajudaram o filho a superar o autismo




Por Debbie Denmon WFAA-TV

É fascinante ver o quão longe Roman Scott progrediu oito anos depois de ter sido diagnosticado com autismo.

"Com 2 anos de idade ele não falava", disse sua mãe, Elizabeth Scott. "Tinha momentos em que ele não podia ficar parado. Um dia ele correu 60 voltas em torno da nossa sala de estar, se tentássemos pará-lo ele chorava porque queria continuar correndo. "

Roman parecia estar correndo de medo.

Ele também sentia medo de tocar as coisas com texturas diferentes, como massa de modelar, bolhas, ou alimentos comidos com as mãos.

"Todos os dias eu sentia tanto medo", Scott acrescentou, "então eu orei e pedi a Deus:" O que eu tenho que fazer para ajudar essa criança? " Pedi sugestões de fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais e então eu criei o meu próprio programa para ele ".

Scott precisou abandonar sua carreira como professora e começou a dedicar seu tempo em sessões da terapia desenvolvida por ela com o objetivo de treinar o cérebro de Roman, começando com o uso de jogos educativos.

Ela disse que eles fizeram 78 treinos e habilidades de forma lenta e metodicamente para construir a sua confiança.

"Ele sentia medo da chuva", disse Scott, "assim ele também sentia medo de tomar uma ducha. Então tivemos que dessensibilizar sua cabeça. Eu pegava um punhado de água e salpicava-lhe sobre a cabeça, permitindo a ele se acostumar com a água caindo sobre seu rosto. "

O vídeo do verão passado da família mostrando ele nadando na piscina é uma realização enorme.

Scott trabalhou com Roman 10 horas por dia durante três anos, e seus esforços lhe garantiram o sucesso - 45 sintomas autistas desapareceram, disse ela.

"Eu sei que muitos pais dizem" 10 horas por dia? Oh, é muito tempo. " Mas eu digo que faria tudo de novo. E agora eu tenho o meu filho de volta ", disse Scott.

A capacidade de Roman para completar quebra-cabeças difíceis ainda assombra sua antiga professora, Paige Garza.

Roman já havia participado de uma classe de educação especial.

"Eu teria que dizer que eu nunca vi uma pessoa se recuperar de autismo", disse Garza. "Este é o primeiro."

Garza fica surpresa ao vê-lo jogar com os outros. Roman costumava chorar e gritar, se outra criança o tocasse. "Quando me lembro de como ele era quando estava na minha classe. E agora? Posso dizer que estamos falando de duas crianças diferentes.", disse Garza.

Roman é agora um aluno normal do segundo ano numa sala de aula tradicional.

Ele tem um melhor amigo, destaca-se academicamente, e joga dois esportes.


Scott escreveu um livro intitulado "Raindrops on Roman, detalhando exatamente o que ela fez para ajudar o filho a se recuperar.

"Eu acredito no seu milagre", disse Scott, "mas, eu quero o milagre para todos".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Técnica para tratar autista mais cedo traz ganho de QI

Um estudo pioneiro da Universidade de Washington publicado nesta terça-feira (1º) na revista "Pediatrics" revela que bebês com transtornos do espectro autista podem ter ganhos de comunicação, de interação social e de QI quando submetidos a uma intervenção intensiva precoce, a partir dos 18 meses de idade.

Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Projeto de Autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, apesar de o método ser aplicado há mais de 20 anos em crianças mais velhas, inclusive no Brasil, o trabalho é original ao revelar eficiência em uma faixa etária mais baixa. "Sabe-se que, quanto mais cedo se tem o diagnóstico, melhor, mas ninguém tinha feito um estudo grande assim."

O médico defende que o método seja aplicado [no serviço público] no Brasil "o mais urgente possível". "É muito mais barato investir quando a criança é pequena do que gastar bilhões com adultos e adolescentes, quando não se tem praticamente nada a fazer."

Ana Maria Mello, superintendente da AMA (Associação de Amigos do Autista), também é a favor de tratar cedo. "A intervenção precoce faz toda a diferença. A partir dos dois anos de idade, os resultados já são muito bons", afirma.

Luiz Celso Vilanova, chefe do Departamento de Neurologia Infantil da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), acha a proposta positiva, mas faz uma ressalva. "Se esse método é melhor do que outros, não dá para saber [pelo estudo], mas ele é multidisciplinar, foi elaborado por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pediatras, neurologistas", afirma.

Segundo ele, poucos centros no país atendem o autista de maneira intensiva, como no estudo. Para Vadasz, sua aplicação não é viável na rede pública. "Na particular, custa de R$ 1.000 a R$ 2.500 por mês."
Diagnóstico

Segundo Vilanova, nem sempre é possível, aos 18 meses, diagnosticar o autismo infantil.

"Mas posso colocar no grupo de distúrbio invasivo do desenvolvimento [doenças caracterizadas por dificuldade de interação social e de comunicação e por um repertório restrito de interesses e atividades, como o autismo] quando a criança tem comprometimento de linguagem, de habilidades motoras, comportamentos repetitivos.

Há casos em que dá para saber, mas há outros em que não", diz ele.

O diagnóstico depende ainda do acesso aos serviços de saúde. "Em famílias mais ricas, tenho visto aos dois anos. No SUS, há crianças de cinco anos sem diagnóstico, que terão muito menos ganhos do que se tivessem iniciado o trabalho antes."

Mello afirma conhecer apenas um caso de diagnóstico de criança com menos de dois anos de idade, mas acredita que a tendência é que os médicos detectem a doença cada vez mais cedo, por terem maior acesso à informação.

Fonte: Gazetaweb

Tratamento precoce é eficaz

Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz


O tratamento de autismo se mostra mais eficaz quanto mais cedo for iniciado. Um estudo realizado nos Estados Unidos constatou resultados animadores em crianças diagnosticadas com a doença e que começaram a ser tratadas de forma mais rigorosa a partir do 1º ano de vida.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Washington concluiu que o tratamento pode amenizar muito os sintomas da doença. Foram avaliadas 48 crianças autistas, entre 1 ano de meio e 2 anos e meio.

Um grupo foi selecionado aleatoriamente para receber um tratamento especializado, conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação - as maiores dificuldades das crianças autistas. A outra parte era atendida de forma menos abrangente e intensa.

Em uma das etapas ao que o primeiro grupo foi submetido, os pais e terapeutas seguram repetidamente brinquedos muito próximos ao rosto da criança, para que ela seja obrigada a manter contato visual. Em outro exercício, a criança é recompensada por usar palavras para pedir brinquedos. Foram quatro horas de atenção dos terapeutas durante cinco dias na semana, e o tratamento era repetido em casa, com os pais, por pelo menos mais cinco horas semanais.

Resultados - Depois de dois anos, o Quociente de Inteligência (QI) das crianças do primeiro grupo subiu, em média, 18 pontos, enquanto os que foram submetidos a outros tratamentos tiveram aumento médio de sete pontos. Reavaliados, quase 30% do grupo foi diagnosticado com uma variação menos severa do autismo, contra apenas 5% do outro grupo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que nenhuma criança foi "curada".

O tratamento cada vez mais cedo do autismo, apesar de receber atenção especial dos especialistas, continua sendo um assunto controverso, já que são escassas as evidências rigorosamente comprovadas de que esse tipo de tratamento realmente funciona. Mesmo assim, o recente estudo é de grande importância e representa uma marco na área, afirmou Tony Charman, especialista em autismo do Instituto de Educação de Londres.

Fonte: Veja.com

sábado, 25 de julho de 2009

Novos livros sobre Autismo

De férias da faculdade tenho ocupado minhas noites brincando com meus filhos e estudando mais sobre autismo, recentemente adquiri alguns livros que estão me ajudando bastante no entendimento do autismo e facilitando a minha interação com Peu.

Estes livros não são encontrados em livrarias, para maiores informações basta clicar nos links abaixo.

Brincar para Crescer
Autores: Tali Berman e Abby Rappaport

O livro Brincar para Crescer contém 201 exemplos de atividades projetadas para ajudar crianças especiais a desenvolver habilidades sociais fundamentais.

As atividades estão divididas de acordo com os 5 estágios do desenvolvimento descritos no Modelo de Desenvolvimento do Programa Son-Rise®, e cada atividade foi projetada para trabalhar uma habilidade específica dentro de um determinado estágio.

Brincar para Crescer é um ótimo companheiro para pais e profissionais ligados a crianças de todo o espectro do autismo. O livro auxilia pais e profissionais a promover o desenvolvimento de habilidades de suas crianças enquanto estas se divertem brincando em motivadoras atividades interativas.

Mais informações: Inspirados pelo Autismo



O Autismo sob o olhar da Terapia Ocupacional
Autor: Ariela Goldstein

Muitas são as abordagens que podem guiar o trabalho do terapeuta ocupacional e são elas que definem seu raciocínio clínico e suas ações com o cliente. A abordagem que utilizamos neste guia é a da Integração Sensorial.

A Integração Sensorial é a habilidade do sistema nervoso central de absorver, processar e organizar respostas adequadas às informações trazidas pelos sentidos; é "um processo neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente, de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente."

Com a abordagem de Integração Sensorial em mente e o conceito de Terapia Ocupacional formado, construímos este guia de orientação para pais de autistas, pois os consideramos parceiros neste trabalho.

Os pais são as pessoas ideais para nos dizer sobre como é o dia-a-dia de seu filho, seu comportamento, do que gostam ou do que não gostam. Auxiliá-los a conhecer e entender alguns comportamentos diferentes observados pode ajudá-los a lidar com as dificuldades nas situações do dia-a-dia.

Este guia nos ajuda a ter uma visão diferenciada do comportamento do autista, à partir do momento em que passamos a conhecer e perceber melhor o mundo dos sentidos.

Mais informações: Terapia Ocupacional Pediátrica

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Autismo... Uma Visão Metafísica

Milhões de famílias em todo o mundo são afetadas pelo autismo. Embora algumas pesquisas tenham produzido grandes progressos na compreensão desta condição, a ciência ainda não sabe exatamente o que gera esse tipo vida para algumas crianças e não para outras.

Neste artigo, gostaria de apresentar uma visão metafísica sobre o Autismo. Eu sei que isto vai parecer um pouco "irreal" para algumas pessoas, mas vamos dar-lhe uma chance. Se você aceitar a premissa de que somos seres espirituais tendo uma experiência humana, então podemos ter este ponto-de-vista.

Do que tenho lido, existe uma possibilidade de que crianças com autismo não tenham suas consciências completamente presas a este lado do véu. Se nós dermos um passo a mais e aceitar a premissa de que todos nós escolhemos a nossa condição inicial de vida antes do nascimento para o mundo físico, então a condição do autismo se torna uma "escolha" em vez de uma "condição". Esta é uma grande afirmação.

Agora só porque optamos por uma condição de nascimento antes de chegarmos, não significa que temos de permanecer nesse estado. Este é o momento em que o livre-arbítrio entra em jogo.

Cada criança é única, evidentemente, de modo que os motivos para fazer esta escolha inicial podem ser infinitos. Para dar um pouco de apoio a esta teoria, eu sei de alguns videntes ou "médiuns" que têm a capacidade de comunicarem-se claramente com estas crianças. Como é que eles fazem isso? Todos eles dizem que a conexão é o espírito da criança, ou alma.

Então, se tudo isto é verdade, será que isso deixa-nos uma forma de cura? Como podemos persuadir uma criança à conscientemente fixar-se mais firmemente no mundo físico? Não vou fingir que tenho a resposta. No entanto, há um monte de investigação em curso nesta área e tem havido alguns bons resultados. Um, que eu saiba, é este grupo: A matriz energética. Eles oferecem um programa de tratamento gratuito para as famílias com crianças que têm autismo. Vale a pena explorar.

Eu entendo esta teoria vai ser difícil de digerir para algumas pessoas. No entanto, há uma quantidade crescente de evidências científicas no mundo da Física Quântica, que suporta esta conexão espiritual para todos nós. Se você gostaria de ler um pouco mais sobre este assunto, gostaria de sugerir A cura espontânea da crença de Gregg Braden.

Fonte: http://www.examiner.com/x-12013-Baltimore-Metaphysical-Examinery2009m7d7-AutismA-Metaphysical-View

sábado, 16 de maio de 2009

Uma solução para o Autismo

O site Inspirados pelo Autismo está com uma seleção de vídeos chamada "Uma Solução para o Autismo", neles são apresentadas as técnicas e as metodologias do Programa Son-Rise.

Abaixo os fundadores do Programa Son-Rise, Barry e Samahria Kaufman, falam sobre o programa que desenvolveram para o filho Raun na década de 70, o qual ajudou a criança a chegar à total recuperação do autismo.




Para assistir a outros vídeos também legendados em português é só clicar no link:

http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Apoio/videos/AutismoVideo/AutismoVideo.html

sexta-feira, 27 de março de 2009

Programa Son-Rise chega a região norte

Considerada uma patologia diferente de qualquer outro transtorno mental e com causa ainda desconhecida, o autismo destaca sinais que normalmente aparecem por volta dos dois anos de idade. Só no ano passado, em Ji-Paraná, 29 crianças foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), destas, três estão em atendimento domiciliar e uma na própria secretaria através do Programa Son-Rise aplicado ainda como apoio pelo Setor Educacional de Especialização de Autismo. Além destes casos, escolas do município estão sendo capacitadas para oferecer esses cuidados.

De acordo com a professora Márcia de Souza, a Prefeitura está se dedicando a criação de salas especializadas para poder atender mais crianças. “Hoje o espaço e as acomodações que temos devem-se as adaptações feitas pela secretaria. O número de crianças especiais está crescendo significativamente e queremos futuramente poder atender a demanda. Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita olhares e repete continuamente certos atos e rituais. Portanto o atendimento é individual e cada criança reage de uma forma”, explicou a professora.

A professora acrescentou que muitos tratamentos são oferecidos, mas que o programa americano Son-Rise aplicado em Ji-Paraná, única cidade da Região Norte participante, se destaca por sua dinâmica que prioriza a relação entre as pessoas envolvidas. “Ele se baseia na interação que inspira a criança a agir espontaneamente e não por um conjunto de técnicas e estratégias. Ao mesmo tempo, os pais são capacitados para dar continuidade nas atividades, já que foi comprovado serem eles responsáveis por 90% do sucesso no tratamento”, ressaltou Márcia de Souza.A dona de casa Zélia Martins vivencia o drama na família. Pela segunda semana ela acompanha seu filho de seis anos nas aulas e comenta as mudanças conseguidas em tão pouco tempo. “A tendência era ele se isolar. Brincava com o outro irmão, mas não tínhamos muito progresso nas atividades. Com aulas de segunda a quinta-feira, por um período de três horas, só temos motivos para comemorar. Ele tem conseguido se socializar e dar oportunidade para o contato com outras pessoas”, disse animada a mãe.

Municípios interessados Ji-Paraná tem sido solicitada por municípios da regional a auxiliar na implantação deste setor em suas secretarias. Ouro Preto D´Oeste e Mirante da Serra estão entre as cidades interessadas no programa. “Estamos dispostos a dar as orientações necessárias para que essas aulas sejam oferecidas para o maior número de pessoas. O nosso maior problema hoje é a falta de voluntários e profissionais capacitados. Nessa área em especial é preciso gostar e se identificar com o trabalho, pois exige muita dedicação e disposição”, comentou a professora.

As pessoas interessadas em ser voluntárias devem procurar mais informações na Semed que também está aberta a doações de brinquedos para ajudar no trabalho diário dos pais em suas casas. “Com o devido tratamento, apesar da criança não deixar de ser autista, ela tem quase 100% de chance de melhoras. É certamente esperado a volta delas a vida normal e principalmente ao convívio com outras pessoas”, finalizou Márcia de Souza.

Notícia extraída do site Diário da Amazônia

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estimulando o desenvolvimento de uma criança com necessidades especiais

Não há duas crianças com necessidades especiais iguais, nem as que têm necessidades especiais semelhantes. Neste texto, vamos explorar as necessidades especiais variadas e saber como estimular uma criança com necessidades especiais e ajudá-la no processo de seu desenvolvimento.

O papel dos pais

Dar amor e apoio - as crianças com necessidades especiais precisam de amor e apoio de seus pais, assim como qualquer criança. Algumas vezes, os pais ficam tão absorvidos pela necessidade de estimular seu filho e compensar sua deficiência que acabam esquecendo que a tarefa mais importante é amá-lo e gostar dele como ser humano. Quando uma criança vê que seus pais gostam de estar com ela, ela aumenta o valor que dá a si própria. Esse sentimento crescente de valor é uma medida importante do sucesso dos pais em criar uma criança com necessidade especial.

Estimule a independência - se você tem uma criança com necessidades especiais, seus objetivos são estimular a independência e ajudar seu filho a desenvolver um sentimento de valor e realização pessoal. Com terapia e jogos, você ajuda o seu filho a lidar com seu problema e realizar seu potencial completo. A quantidade de independência de seu filho vai depender, bastante, não apenas de qual necessidade especial ele possui, mas como você o deixa realizar sozinho cada estágio.

Todas as crianças passam por momentos em que parecem parar de melhorar ou quando podem até regredir um pouco. Esse pode ser um momento especialmente difícil para os pais, pois têm que aprender a avaliar o progresso de seu filho.

Concentre-se em objetivos a curto prazo - quando seu filho atingir um platô (estagnar seu desenvolvimento), olhe para trás e se concentre no quanto ele já progrediu. Este também pode ser um bom momento para esquecer objetivos a longo prazo e se concentrar nos objetivos a curto prazo: alimentar-se com as mãos, vestir-se, repetir a primeira palavra ou frase inteligível ou finalmente ir ao banheiro sozinho. Quando os pais concentram suas energias em um único objetivo a curto prazo, uma criança com necessidade especial pode começar a progredir novamente. Ao parar de observar como a criança lida com esses desafios, como se adapta a novas e maiores necessidades, os pais podem se ajudar a desenvolver expectativas realistas para seus filhos.

As crianças progridem mais quando os pais agem como seus advogados, escolhendo os métodos educacionais mais apropriados, definindo objetivos razoáveis e fornecendo um ambiente caloroso e protetor. Os pais deveriam enxergar a si próprios como parceiros dos profissionais na hora de planejar os cuidados de seus filhos com necessidades espaciais.

Estimulando o potencial de desenvolvimento

A partir do momento em que nascem, as crianças começam a aprender sobre o mundo ao seu redor. Elas aprendem através de seus movimentos e dos cinco sentidos. Quando um ou mais desses sentidos são danificados, a maneira como a criança vê o mundo é alterada e sua habilidade de aprender se altera. Mas com os avanços na medicina, tecnologia e nossa compreensão sobre como os bebês crescem e aprendem, podemos esperar desenvolvimento mental e físico muito maior de crianças com necessidades especiais do que imaginávamos há uma década. O tamanho desse desenvolvimento depende da extensão da sua limitação, quão breve ela foi diagnosticada corretamente e o quão rapidamente a criança é colocada em um ambiente de estímulos apropriados. Crianças com limitações mentais, por exemplo, precisam de estímulos freqüentes e consistentes devido às suas dificuldades de concentração e memória. Elas também podem ter dificuldades de percepção que tornam difícil compreender o que está acontecendo ao redor e o motivo dessas coisas.

Concentre-se no sentido debilitado - em muitos casos, as habilidades da criança podem ser melhoradas ao estimular o sentido deficiente. Crianças com distrofia muscular, síndrome de Down e paralisia cerebral costumam se beneficiar de um programa de fisioterapia que exercite seus músculos. Exercitar as pernas e pés da criança com casos graves de espinha bífida os preparam para andar com aparelhos e muletas. Já as crianças surdas podem aprender a usar sua audição residual com a ajuda de equipamentos auditivos e treinamento auditivo que aumenta e expande sua habilidade de ouvir. As crianças cegas podem afiar seus outros sentidos para ajudar a compensar sua falta de visão, enquanto aprendem sobre o mundo. E, por último, as crianças com síndrome de Down e paralisia cerebral também podem se beneficiar de terapias visuais, auditivas e ocupacionais.

Trabalhe com um fisioterapeuta - (ou terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo) programas de estímulo preparados para crianças desde o nascimento até os três anos demonstraram que mesmo crianças com necessidades especiais graves podem aprender, crescer e participar do mundo que as cerca. Os pais podem guiar muitos dos exercícios desses programas sozinhos, mas quase sempre se beneficiam da supervisão de um terapeuta especializado. O seu posto de saúde, escola pública ou secretaria da saúde locais podem ter um programa de estímulo infantil adequado ou podem lhe recomendar um terapeuta especializado que pode visitar sua casa regularmente para ajudar seu filho e ensinar exercícios e jogos adequados para você. Hospitais universitários e organizações privadas que auxiliam crianças com necessidades especiais também são boas fontes de informação.

Use brincadeiras para explorar - brincadeiras são uma importante forma de aprendizado para todas as crianças. As crianças com necessidades especiais que não podem se movimentar para explorar sozinhas ainda têm a possibilidade de aprender sobre os arredores ao viajar com a família. Dentro de casa, ela pode ser carregada ou guiada de um cômodo a outro para tocar, sentir, ver, cheirar ou ouvir vários objetos. Crianças cegas podem usar suas mãos, rostos, pés e outras partes de seus corpos para explorar e aprender. E as surdas precisam de estímulos de linguagem constantes e, como todas as crianças, precisam ouvir explicações sobre o que está acontecendo ao seu redor. Figuras em livros e revistas são outra forma de expor essas crianças a lugares, pessoas, animais e formas de vida fora de seu círculo comum.

Brinquedos dão outro meio de compreender nossos corpos e o mundo. Crianças com necessidades especiais podem ter problemas para usar brinquedos convencionais, mas os pais podem adaptá-los às necessidades deles ou criar brinquedos apropriados. Muitas comunidades possuem brinquedotecas que funcionam como recurso para fornecer brinquedos projetados ou selecionados especialmente para crianças com necessidades especiais.

No entanto, não importa o quanto um pai ou uma mãe tente dar a seu filho, sempre há limites para o que eles podem conseguir sozinhos.

por Michael Meyerhoff, Ed.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Texto extraído do site HowStuffWorks

sábado, 24 de janeiro de 2009

Autismo não está só na cabeça

Guia prático de intervenção nutricional no autismo. Ótima apostila desenvolvida por Cláudia Marcelino, mãe de Maurício e por Karla e Luiza Coelho, irmãs de Luiz Jr.


Ela foi realizada através de pesquisas e resultados encontrados em livros e sites sobre autismo. Contribui para a pesquisa o fato de a partir de 2008 o autismo ser considerado como um distúrbio medicamente tratável.

Conteúdo da apostila:

1 - Inflamação do intestino e intestino permeável;
2 - Deficiência de nutrientes;
3 - Crescimento de fungos;
4 - Metilação e sulfatação inadequada com o aumento de toxidade;
5 - Colocando a dieta em prática;
6 - Dicas de receitas.

As informações contidas e divulgadas nesta apostila são somente para aquisição de conhecimento e um guia prático para tratamento. Consulte um profissional capacitado e forneça as informações passadas se necessário.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Brincando com Peu no Playroom

Foi no workshop avançado que eu realmente entendi os conceitos do Programa Son-Rise. Apesar de eles parecerem simples, colocá-los em prática não é uma tarefa tão fácil, ou melhor, não era. Agora sim eu consigo aplicá-los com mais facilidade.

Poder fazer uma sessão no quarto de brincar faz toda a diferença, o quarto deve ser preparado de tal forma que não existam distrações nem para a criança nem para o adulto, deve ser um ambiente tranqüilo e acolhedor.

Quando estou no quarto com Peu procuro não pensar em mais nada além das atividades que estamos fazendo, esqueço de todas as preocupações e obrigações, não atendo telefonemas e peço para não ser incomodado. Esqueço do exterior por algum tempo e concentro todas as minhas energias nas brincadeiras e em nossas interações.

Se estiver com alguma preocupação ou minha energia não esteja boa prefiro não ir para o quarto, uma sessão realizada desta forma não trará resultados positivos.

Brincar com uma criança com autismo é um pouco diferente de brincar com uma criança neurotípica. A criança com autismo exige mais esforço de nós. O Programa Son-Rise tem como objetivo principal conseguir interação social com a criança, nas sessões ela é estimulada a fazer contato visual, melhorar o tempo de atenção compartilhada com o adulto e utilizar a linguagem para comunicação. Tudo isso através de atividades motivadoras e divertidas para a criança.

Estar com a criança no quarto vai muito além do ato de brincar:

- É juntar-se a criança quando ela estiver no estado isolado (juntar-se significa imitar de uma forma natural e espontânea os ismos que a criança faz);

- É dar pausas durante as atividades para permitir a criança assimilar o conteúdo da interação ou simplesmente relaxar;

- É não julgar um comportamento como bom ou ruim, certo ou errado, apropriado ou inapropriado;

- É ser grato por tudo que a criança fizer. Toda a resposta que a criança der ou tentativa de interação, mesmo, que seja pequena deve ser celebrada;

- É estar apaixonado pela criança. Nós aprofundamos o nosso amor para encorajar nossa criança a amar. Nossa paixão inspira a paixão dela.

- É nos movermos de uma atividade para outra de acordo com a vontade da criança, nós sugerimos as brincadeiras e atividades (não as impomos) cabe a criança aceitar, se não ela quiser nos movemos em outra direção. As atividades do quarto de brincar devem ser sempre divertidas e prazerosas para a criança caso contrário não surtirão efeito;

Outro conceito muito importante que aprendi é que devemos nos cobrar menos nas sessões com relação aos resultados. Se ficarmos preocupados se estamos fazendo as atividades da forma correta ou se elas realmente darão algum resultado às sessões deixam de ser prazerosas para nós. Quando ficamos mais a vontade com nossa criança nos tornamos mais criativos, mais divertidos e disponíveis.

Portanto, brinquem bastante com seus filhos autistas ou neurotípicos, faz um bem enorme para eles e para nós. Esta é uma das poucas oportunidades que temos na vida de voltar a ser criança.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Quarto de Brincar ficou pronto

Levou tempo, mas finalmente o quarto de brincar de Peu ficou pronto. Na verdade era o seu próprio quarto de dormir onde fizemos algumas adaptações e removemos alguns móveis para sobrar mais espaço para as brincadeiras/interações.

Como Peu gosta muito de pular colocamos no quarto um trampolim e uma bola grandona de 75 cm (daquelas usadas para fazer Pilates), os brinquedos são bem simples, nada de brinquedos eletrônicos com barulhinhos ou luzinhas piscando, esses brinquedos podem estimulá-lo a brincar sozinho. Os melhores brinquedos são os que estimulam a imaginação e a interatividade.

Na lista de brinquedos e materiais temos:

* Espadas de plástico para duelarmos (Peu é Peter Pan e eu o Capitão Gancho);
* Bolhas de sabão: estou ensinando ele a soprar e a falar BÔÔ-LHA;
* Óculos coloridos de plástico: são ótimos para atrair contato visual;
* Chapéus divertidos: Eu tenho uma cartola vermelha, Mari um chapéu de bruxa e Peu um chapéu de pirata;
* Brinquedos de madeira: Cavalinho de pau e peças de encaixe;
* Material de desenho e pintura;
* Massa de modelar;
* Argila;
* Balões;
* Máscaras de papelão;
* Animais da fazenda de plástico;
* Um fantoche com boca grande;
* Duas maracas e uma gaita;
* Uma barraquinha de pano onde brincamos de esconder;
* Alguns livros infantis;
* Uma mesa pequena e uma cadeirinha plástica;
* Um espelho grande na parede.

Como ainda preciso fixar alguns conceitos do Son-Rise tive a idéia de criar alguns cartazes no
tamanho A3 e colá-los nas portas dos armários para poder consultá-los durante as sessões com Peu.

Cada cartaz tem um tema específico, os temas são:

* Atitudes Fundamentais;
* Inspirações;
* Os Três Es;
* Técnicas de Contato Visual;
* Os Três Estados de Disponibilidade para Interação Social;
* Isolamento.

Se alguém tiver interesse nos cartazes é só entrar em contato que eu os envio por e-mail.

Valeu a pena criar este espaço tenho observado que fica mais fácil fazer as nossas sessões num ambiente otimizado e livre de distrações, mas isto é assunto para outra postagem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Workshop avançado do Programa Son-Rise

No finalzinho de novembro fui para Brasília junto com Cau para participar do Workshop Avançado do Programa Son-Rise. Ficamos hospedados no Bay Park Hotel e o curso foi realizado no clube da ESMAF (Escola de Magistratura Federal) um lugar tranqüilo e bastante acolhedor com uma ótima vista para o Lago Paranoá. Nem tivemos tempo de conhecer a cidade, nosso itinerário era sempre o mesmo: do hotel para o clube e do clube para o hotel. No primeiro dia fizemos logo amizade com o taxista, Sr. Nivaldo um paraibano bastante simpático que nos conduzia diariamente para o curso. No caminho ele sempre nos contava as maravilhas de sua terra natal e da cidade que escolheu para viver.

Estávamos bastante ansiosos pelo início do curso, rever Mariana e Sean fez parecer que os nove meses que separaram os dois workshops não existiram. A platéia era composta na sua maioria por pais, havia também profissionais, estudantes e voluntários que já trabalham com crianças com autismo. Fiquei surpreso quando Mariana Tolezani me reconheceu na platéia e foi me cumprimentar, ela é bastante atenciosa com todos (já havíamos entrado em contato anteriormente através de e-mail quando ela fez comentários positivos sobre o blog).

No primeiro workshop realizado em março nos foi apresentado os conceitos, as técnicas e a forma de aplicar o Programa Son-Rise, agora estávamos ali para mostrar o que nós aprendemos. Nossos acertos, nossos erros, nossas dúvidas, nossas crenças e também nossas dificuldades.
Houveram depoimentos emocionados de vários pais e os problemas levantados por cada participante quase sempre era compartilhado por todos. Todas as questões eram debatidas por Sean e Mariana até não restar mais dúvidas. Aliás, Sean possui grande habilidade em nos fazer pensar cada vez mais sobre os nossos sentimentos no momento em que estamos com a nossa criança. A aceitação é um dos pontos chaves para o sucesso do Programa Son-Rise.

Alguns pais enviaram vídeos de uma sessão feita por eles no quarto de brincar, a cada novo tema apresentado um vídeo era mostrado e Sean nos solicitava a indicar o que era eficaz ou não na sessão. Aprendemos bastante utilizando esta técnica.

Foram mostrados também vídeos com os facilitadores do programa em ação (Mariana e Sean inclusive) e eles dão um verdadeiro show quando estão no quarto de brincar, não tem criança que fique muito tempo no estado isolado com eles por perto. Pena que estes vídeos não foram disponibilizados para nós por questões de direitos autorais, gostaria muito de aprimorar minhas sessões com Peu assistindo mais vezes estes vídeos.

Outro tema importante que foi abordado foi o trabalho com voluntários, como recrutar, como treinar, como criar um time inspirado e como dar feedback. Outro ponto fundamental do Programa Son-Rise é a quantidade de horas semanais em que o programa deve ser realizado com a criança, por mais amor que tenhamos por nossos filhos é muito difícil conseguir sozinho fazer de 15 a 40 horas por semana com tantas obrigações diárias que temos.

Um tema que foi de grande dificuldade para muitos pais foi o de elaboração de brincadeiras criativas. Foi-nos ensinado a transforma objetos comuns em brinquedos e também a dar mais de uma função para um determinado brinquedo (eu transformei uma escavadeira verde num dinossauro faminto comedor de orelhas).

Enfim, foram três dias de muita emoção, muito aprendizado e muita troca de informações com outros pais. Que venham mais encontros promovidos pela Inspirados pelo Autismo, com certeza estaremos lá, Peu agradece.

sábado, 27 de setembro de 2008

Urubus e sabiás

"Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá."

Trecho extraído do livro Estórias de quem gosta de ensinar. Rubem Alves, São Paulo: Cortez, 1984. p. 61-2.

É incrível como em pleno século XXI ainda existam profissionais que se prendem aos seus velhos paradigmas e repelem com veemência as novas alternativas de tratamento para o autismo que lhes são apresentadas. Estou me referindo ao preconceito de certos profissionais a programas de tratamento como o Son-Rise, dietas nutricionais e tratamentos biomédicos, intervenções que são utilizadas amplamente nos Estados Unidos e Europa que possuem vários resultados positivos relatados pelos pais.

Talvez o problema seja realmente este, como podem os pais que não são possuidores de nenhuma formação acadêmica sugerir e divulgar tais tratamentos já que os mesmos não possuem nenhuma “comprovação científica”?

Alguns nos dizem para ser realistas e parar de tentar achar uma cura milagrosa, outros nos sugerem parar de pesquisar e estudar, pois esta área não nos compete. Será que teremos que esperar 10 ou 20 anos até que existam pesquisas conclusivas sobre estes tratamentos?

Nossos filhos merecem esperar por tanto tempo?

Fica a pergunta.

Sobre as abordagens:

Programa Son-Rise: Abordagem focada no desenvolvimento da interação social da criança, que uma vez conseguida facilitará o sucesso de outras abordagens tradicionais.

Dieta SGSC: Abordagem nutricional que retira da alimentação das crianças o glúten e a caseína. O glúten está presente no trigo, no centeio e na cevada e, a caseína, em derivados do leite. A teoria é que as proteínas no glúten e na caseína quebram-se no intestino, transformando-se em peptídeos tóxicos. A estrutura molecular destes peptídeos lembra a dos opiáceos (por exemplo, a heroína e morfina) e parece afetar o cérebro de forma similar aos narcóticos. Crianças com intolerância ao glúten e à caseína costumam “viciar-se” em alimentos que possuem estas proteínas.

Tratamentos Biomédicos: Abordagem que identifica se a criança tem problemas de saúde. Estes problemas poderão incluir uma necessidade crítica de vitaminas e minerais essenciais (por exemplo, vitaminas B6 com magnésio, Dimetilglicina, ou DMG e vitaminas A e C), problemas gastrointestinais (por exemplo, intestino permeável, supercrescimento de cândida e infecções virais), altos níveis de metais pesados e outras toxinas (por exemplo, mercúrio e chumbo), sensibilidades ou alergias a certos tipos de comida e outros. A maioria dos indivíduos autistas tem um ou mais destes problemas.

sábado, 20 de setembro de 2008

Crianças autistas aprendem quando brincam

A especialista Bryna Siegel destacou esta quinta-feira (15/05/2008), no Porto, a importância da brincadeira para a aprendizagem das crianças autistas, que aprendem "com maior facilidade, se estiverem em contato com objectos que gostam", noticia a agência Lusa.

Bryna Siegel, autora do livro "O mundo da criança com autismo - Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo", caracterizou o comportamento dos autistas e apresentou várias técnicas que os pais e educadores podem implementar durante a aprendizagem das crianças.

"Sem a brincadeira, não há bases para a aprendizagem. Embora as crianças autistas não brinquem com os brinquedos da mesma forma que as outras crianças, aprendem com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam", afirmou Bryna Siegel, especialista em autismo, da Universidade da Califórnia.

Bryna Siegel relatou uma situação em que uma criança normal brinca com um caminhão, enquanto uma criança autista "coloca todos os caminhões numa fileira simétrica e analisa cada detalhe do brinquedo".

De acordo com Siegel, através da repetição das palavras e da pronúncia feita num tom de voz mais elevado, as crianças com deficiência social podem aprendem os nomes das cores, dos números, das partes do corpo, horas e datas.

Bryna Siegel disse ainda que os autistas compreendem "mais facilmente substantivos do que os verbos, porque fazem a relação com as coisas que vêem" e que os educadores devem utilizar fotografias para levá-los a pensar sobre o objeto.

Siegel explicou que a criança autista tem a tendência a não estar consciente dos sentimentos das outras pessoas e apresentam problemas de comunicação.

"Embora as crianças não falem, podem fazer-se entender. Conseguem brincar e relacionar-se com crianças normais e com as que falam outras língua, através da linguagem não-verbal", afirmou a investigadora.

Referiu também que "a criança autista é capaz de compreender que um sorriso e um aceno de cabeça podem ter significados positivos, que remetem a uma ação correta".

"Mas a criança que não compreende o gesto, não compreende o funcionamento da mente, por isso nem sempre pede ajuda porque não têm consciência de que os outros conseguem interpretar o mundo à sua volta", frisou Siegel.

Bryna Siegel é diretora da Clínica para o Autismo e professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em São Francisco.

O seu projeto mais recente, Jump Start, consiste num "modelo para ajudar crianças com autismo a aprenderem a aprender e ajudar os pais a integrarem serviços da escola e da casa".

Notícia extraída do jornal on-line IOL Diário Portugal

Autismo: método de sucesso chega a Portugal

Técnicos dedicam 25 a 40 horas por semana a cada criança, durante dois anos
Paula Lagarto, da Agência Lusa

Duas em cada cinco crianças autistas podem ultrapassar esse diagnóstico através de um método norte-americano de Análise Comportamental Aplicada, que será utilizado a partir do final do mês numa escola perto de Almada, escreve a Lusa.

Partindo da sua experiência de pai à procura de respostas, Carlos França conheceu no Natal de 2007 a escola ABC Real, localizada em Sacramento (Califórnia), e quase sete meses depois vê um desejo concretizado: aplicar em Portugal o método ABA (Applied Behaviour Analysis).

"No início do diagnóstico do meu filho houve um período de desorientação e procura de informação para descobrir algo. Nos Estados Unidos disseram-me que a altura ideal para uma intervenção teria sido aos 2 anos e meio/quatro", contou à Agência Lusa Carlos França.

Mesmo ultrapassada a "época de ouro", já que o filho tinha 9 anos e sabendo que não iria aproveitar os resultados do método a 100 por cento, este pai percebeu que poderia beneficiar outras crianças portuguesas e decidiu fundar uma escola para autistas e doentes com síndrome de Asperger.

A desembolso de mil euros mensais afastou alguns interessados, mas ainda assim este custo fica muito aquém do valor real por a escola norte-americana não cobrar pelos seus serviços fora da Califórnia e o Colégio Campo de Flores, onde funcionará a escola, ceder gratuitamente uma sala, explicou Carlos França.

Por isso, no futuro os entusiastas nacionais do ABA querem fazer crescer a experiência-piloto e angariar apoios, também para fazer diminuir os encargos dos pais.

A primeira escola de ABA na Europa Continental vai juntar 10 famílias, oriundas de vários pontos do país, tendo uma delas trocado Coimbra pela Sobreda da Caparica.

"Foi só com a boa vontade dos pais que foi possível trazer este método para Portugal, mas isso é também o mais importante, porque o Estado é lento a auxiliar", reforçou o presidente da escola "mãe" ABC Real, Joseph E. Morrow.

O ABA passa por integrar habitualmente crianças durante dois anos, mas o tempo de intervenção depende da gravidade dos problemas que afetam cada criança.

Resultados espetaculares

Comum é o trabalho intenso de 25 a 40 horas semanais de um técnico para cada criança, que pode levar a "resultados espetaculares" e fazer com que 40 por cento das crianças deixem de ter características autistas, segundo o norte-americano.

Todas as crianças autistas têm problemas de comunicação e metade não verbaliza, por isso o método ABA começa por ensinar os mais novos a pedirem aquilo que querem e necessitam, de forma a conseguir mais tarde integrá-los no ensino regular.

Aos pais, Joseph E. Morrow aconselha a estarem atentos a déficits na comunicação, a perceberem se as crianças apontam para o que querem e se os olham nos olhos, porque caso contrário poderão ter problemas de autismo.

"As crianças parecem ser surdas por não darem atenção", acrescentou à Lusa o norte-americano, referindo ainda que os pediatras não devem desvalorizar alguns sinais e dizer apenas que os problemas serão ultrapassados.

"Costuma lembrar-se que o Einstein começou a falar aos quatro anos. Mas como nos Estados Unidos, tal como em Portugal, há o ditado: mais vale prevenir que remediar", concluiu.

Notícia extraída do jornal on-line IOL Diário Portugal

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Programa Son-Rise - Inspirações para o Crescimento

1) Acredite na criança. Se você não acredita que a sua criança pode quebrar os laços das suas aparentes limitações, você nunca conseguirá inspira-la para conseguir.

2) Querer com liberdade – sem pressão ou medo. Nossa motivação para fazer o programa não vem de promessas, obrigações morais ou medo do que vai acontecer se nós não vamos fazê-lo; nossa motivação vem de nossa liberdade de participar. Toda manhã nós decidimos se vamos ou não participar do programa. Se nós queremos fazer o programa, nós vamos fazê-lo.

3) Convide. Utilize atração e sedução para puxar a criança para dar o primeiro passo para subir a montanha (aversão nunca produz o extraordinário).

4) Persistência apaixonante. Nós queremos tudo e não precisamos de nada. Quando nós estamos felizes e não julgamos, nós estamos livres para querer algo apaixonadamente e perseguir o objetivo. Porque nossa felicidade não depende de conseguir o que nós queremos, nós podemos persistir alegremente – inabalado por aparente falha, sem frustração e sem desistir. ( Nós não só nos aproximamos das nossa crianças com esta atitude, nós somos modelo para eles copiarem.)

5) Apaixone-se e apaixone a sua criança. O fator mais importante para uma criança crescer é a sua motivação apaixonante. Nós aprofundamos nosso amor para encorajar nossas crianças a amar. Nossa paixão inspira a paixão deles.

6) Flexibilidade profunda. Quando nós temos um profundo espaço com nossa criança e a nossa criança não está envolvida em alguma coisa, nós apaixonadamente nos movemos para fazer algo diferente. Se a nossa criança se move em outra direção, deixamos de fazer o que estávamos fazendo e nos juntamos a nossa criança.

Trecho extraído do Manutal Start Up do Programa Son-Rise

Peu cresceu e O Mundo de Peu também mudou.

Bem-vindo ao blog O Mundo de Peu! Olá, tudo bem? Meu nome é Marcelo Rodrigues, pai de Pedro (Peu), sou o criador do blog O Mund...