segunda-feira, 14 de julho de 2008

Novas descobertas sobre o autismo

Após anos no escuro, uma luz para quem sofre de autismo. Cientistas de Harvard descobriram seis genes envolvidos no distúrbio que sugerem que a doença se desenvolva nos cérebros incapazes de realizar novas conexões. O mais importante do estudo é mostrar que a doença é tão individual que um simples teste genético não é capaz de detectá-la.

A descoberta explica também porque programas de educação para crianças autistas surtem efeitos: eles estimulam genes ligados à experiência que estavam "desligados". "Os circuitos estão lá, mas você precisa dar um empurrão extra neles", explica o Dr Gary Goldstein, do Instituto Kennedy Krieger de Baltimore, nos Estados Unidos.

Estudos com famílias que apresentam diversos casos da doença mostraram que genes são determinantes para a formação do autismo. Porém, segundo o Dr Chistopher Walsh, chefe de genética do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, eles correspondem apenas a 15% da doença. "Quase toda criança autista tem sua causa particular para o distúrbio", afirma.

Para chegar a maiores resultados, a equipe de Walsh foi até o Oriente Médio para investigar a existência de genes raros - lá, as famílias são grandes e é comum primos se casarem. 88 famílias com altos índices de autismo foram recrutadas na Jordânia, Arábia Saudita, Kuwait, Paquistão, entre outros, e tiveram seus DNAs comparados. Em algumas, foram achados grandes buracos no código genético, nos quais cerca de pelo menos seis genes eram ligados ao autismo.

Com isso, ficou mais próxima a hipótese de que o autismo é ligado à desordem nas sinapses - ligações químicas realizadas entre extremidades de neurônios. Isso porque todos os genes em falta eram ligados à aprendizagem, que é obtida através da resposta sináptica de neurônios a novas experiências.

Apesar de parecer ruim, a descoberta feita no Oriente Médio é considerada "esperançosa", pelo Dr Walsh. Segundo ele, o DNA em falta nem sempre se acarreta falta de genes. Na verdade, muitos genes estão apenas "dormindo", precisando de estímulos para funcionar e realizar sinapses.

"Essa pode ser uma maneira antecipada de desenvolver terapias ao longo prazo para autistas: identificar crianças nas quais os genes não estão"ligados" da maneira certa", defende Walsh.

Notícia retirada do site SRZD Sydney Rezende

domingo, 13 de julho de 2008

Em busca de vacinas mais seguras

Rejane Corrêa Marques , Jornal do Brasil

RIO - A comunidade científica tem sido confrontada com acusações de encobrir provas de que a presença de mercúrio em vacinas infantis causa autismo. A principal alegação é a de que o timerosal, substância à base de mercúrio usada para conservar vacinas, exporia crianças aos prováveis efeitos adversos atribuídos a esse elemento.

Os defensores da substância afirmam que os dados não sustentam uma relação causal. Já os críticos não estão convencidos da validade desses dados. De qualquer maneira, atualmente, quase todas as vacinas administradas em crianças norte-americanas e européias são isentas de timerosal. No Brasil, a substância ainda é usada como conservante de vacinas nos programas de imunização.

A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública do século passado e a principal contribuição para o controle das doenças transmissíveis e de mortes causadas por elas. É inquestionável. Porém, nos últimos anos, cresceu a suspeita de que o timerosal das vacinas causaria autismo e outras doenças devido à ação tóxica do mercúrio presente em sua composição. O problema seria agravado pelo aumento do número de vacinas que as crianças recebem.

Nos Estados Unidos, por exemplo, entre os anos 80 e 90 foram acrescentadas ao calendário de imunização, além das já 'tradicionais' cinco doses da vacina tríplice bacteriana (a DPT, contra difteria, tétano e coqueluche), três doses da vacina contra o vírus da hepatite B (a primeira nas 12 horas iniciais de vida) e quatro doses de vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b.

Além disso, passou a ser recomendada a aplicação de três doses da vacina contra gripe (a primeira aos seis meses de idade). No total, o mercúrio das vacinas poderia chegar a 200 microgramas (µg) administrados nos primeiros seis meses de vida da criança.

Durante essas décadas, o número de casos de autismo nos EUA aumentou consideravelmente, e o timerosal foi apontado como uma possível causa, levando a uma reação dos defensores da substância. A comunidade científica, infelizmente, não tem ajudado no caso, aparecendo, para o público, na defesa incondicional do conservante, banalizando a questão ou mostrando indiferença em relação ao tema.

Alerta e confiança

Em 2001, a venda de produtos à base de timerosal (como o mertiolate e o mercurocromo) foi suspensa no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso do composto alegando que ofereceria risco aos usuários. Em comunicado à imprensa, a Anvisa diz que a decisão foi tomada "tendo em vista a tendência mundial da diminuição da exposição de seres humanos a produtos à base de derivados de mercúrio", e determina a imediata "proibição da utilização de derivados de mercúrio em medicamentos fabricados no Brasil, exceto vacinas".
No Brasil, dependendo do fabricante, a dose da vacina contra hepatite B pode ter de 12,5 µg a 25 µg de mercúrio e cada dose da vacina combinada DTP+Hib pode ter de 25 µg a 50 µg desse elemento. Segundo a Agência de Proteção Ambiental americana, qualquer líquido que contenha mais de 0,2 µg de mercúrio é classificado como resíduo perigoso. Portanto, é difícil acreditar que níveis de mercúrio 60 a 250 vezes mais elevados do que esse parâmetro possam ser chamados de "minúsculos", como querem os defensores do timerosal.

Já é consenso científico (corroborado pela Organização Mundial da Saúde) que o mercúrio é tóxico; que as crianças, nos primeiros meses de vida, são mais suscetíveis a interferências no desenvolvimento neurológico causado pela exposição ao elemento; e que prevenir tal exposição nos períodos críticos do desenvolvimento do sistema nervoso central deve ser objeto de estratégias de saúde pública. Por que então permitir que o mercúrio continue presente nas vacinas?

A vacina contra hepatite B, administrada nas primeiras 12 horas de vida, não representa um risco ainda maior para recém-nascidos? Essa é a dose mais desafiadora: devido à pequena massa corporal dos bebês, o impacto do mercúrio nessa dose equivale ao dobro das doses somadas das vacinas DTP e hepatite B aos seis meses de idade.

À luz dos fatos, uma quantidade substancial de crianças no mundo inteiro está recebendo, por meio das vacinas, doses de mercúrio acima do limite considerado seguro. Para manter a confiança do público nas vacinas, devemos garantir que sua segurança seja levada a sério e que, quando indicado, ações sejam tomadas no devido tempo para reduzir o potencial de risco.

Matéria publicada no Jornal do Brasil em 12/07/2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Vídeo - O que nos pediria um autista?


Vídeo espanhol em homenagem aos alunos autistas da escola C.E.I.P Francisco Giner de los Ríos de Mairena del Aljarafe em Sevilla.


O Programa Son-Rise

O Programa Son-Rise apresenta uma abordagem altamente inovadora e dinâmica ao tratamento do autismo e outras dificuldades de desenvolvimento similares. O Programa Son-Rise não é um conjunto de técnicas e estratégias a serem utilizadas com uma criança. É um estilo de se interagir, uma maneira de se relacionar com uma criança que inspira a participação espontânea em relacionamentos sociais. Os pais aprendem a interagir de forma prazerosa, divertida e entusiasmada com a criança, encorajando então altos níveis de desenvolvimento social, emocional e cognitivo. O Programa Son-Rise baseia-se na experiência com crianças com autismo que são capazes de alcançar elevados níveis de progresso quando abordadas de uma maneira em que a relação entre pessoas é valorizada.

Psicólogos e especialistas em desenvolvimento infantil têm apontado há décadas que crianças que possuem um desenvolvimento típico aprendem melhor através de experiências interativas e emocionalmente prazerosas com outras pessoas. Nestas interações, a criança é um participante
ativo ao invés de um recipiente passivo de informação. Nos últimos dez anos, os pesquisadores têm percebido que o mesmo vale para crianças com autismo e dificuldades similares. As novas perspectivas e pesquisas em relação ao autismo estão começando a perceber recentemente aquilo que o Programa Son-Rise já vem praticando há anos. Este programa tem sido utilizado internacionalmente por mais de 30 anos com crianças representantes de todo o Espectro do Autismo e dos Transtornos Globais do Desenvolvimento.

O Programa Son-Rise oferece uma abordagem prática e abrangente para inspirar as crianças a participarem ativamente em interações divertidas e prazerosas com os pais, outros adultos e crianças. O corpo de experiência do Programa Son-Rise demonstra que quando uma criança com autismo passa a participar deste tipo de experiência interativa, ela torna-se aberta, receptiva e motivada para aprender novas habilidades e informações. Há crianças que fizeram notáveis progressos ao participar de Programas Son-Rise, algumas delas recuperando-se completamente e “abandonando” seus anteriores diagnósticos.

O Programa Son-Rise propõe a implementação de um programa dirigido pelos pais no domicílio da criança partindo da compreensão de que a participação da criança em interações dinâmicas, envolventes e estimulantes é fator chave para o tratamento e recuperação do autismo. O papel dos pais é essencial para o processo de tratamento.

Nenhuma criança se desenvolve em ambiente inerte. Todas as crianças desenvolvem-se dentro do contexto familiar e social em que estão inseridas. O Programa Son-Rise ajuda os pais a construírem um ambiente social otimizado que estimule uma profunda ligação emocional com sua criança.
Primeiramente, os pais aprendem a construir interações estimulantes e participativas com sua criança. Devido às diferenças neurológicas apresentadas por uma criança com autismo, os pais aprendem um novo estilo de interação que difere de como eles se relacionam com crianças de desenvolvimento típico. Durante todo este processo, o crescimento emocional dos pais é enfatizado. Orientação atitudinal é oferecida para os pais para ajudá-los a trabalhar quaisquer crenças limitantes ou sentimentos negativos em relação a eles mesmos, à criança ou ao diagnóstico da criança. Instruções práticas são oferecidas para auxiliar os pais na criação de uma nova perspectiva que os habilite para que se relacionem com a criança a partir de um profundo sentimento de apreciação e alegria.

Como um segundo passo, os pais aprendem a construir experiências interativas estimulantes que convidam sua criança a desenvolver-se socialmente dentro de um currículo claramente definido. O Programa Son-Rise não adota técnicas como “Discrete Trial Training” ou técnicas de repetição de informações. Toda a aprendizagem acontece no contexto de uma interação divertida, amorosa e espontânea que inspira tanto pais como criança. Pais que utilizam o Programa Son-Rise relatam não somente um progresso magnífico no desenvolvimento da criança, mas também uma melhora dramática em seu próprio bem-estar emocional. Isto causa grande impacto em suas interações com a criança com autismo, repercutindo também em muitas outras áreas de sua vida pessoal.

Todo crescimento neurológico é solidificado através de ações. Decidir adotar uma nova perspectiva é uma coisa, investir em ações físicas derivadas desta perspectiva é que a tornará uma realidade para você.

Ao brincar com a criança com autismo de uma maneira em que a criança participe mentalmente, emocionalmente e fisicamente, um novo crescimento cerebral estará sendo solidificado.

Trecho retirado do site Inspirados pelo Autismo

Nascido em um dia azul

Essa é a história de Daniel Tammet: autista, gênio da matemática, recordista na aprendizagem de idiomas estrangeiros e uma das chaves para entendermos o funcionamento do cérebro humano.

Esse livro de memórias, que revela a maneira de pensar de um autista fenomenal, conquistou o 2º lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. Daniel Tammet é considerado por cientistas uma das chaves para compreender o funcionamento da mente. Gênio da matemática, campeão de xadrez e recordista na aprendizagem de idiomas, esse inglês de 27 anos é capaz de aprender línguas estrangeiras em uma semana, ou de memorizar e recitar 22.514 casas decimais do número pi diante de uma platéia de acadêmicos, em Oxford.


Mas em Nascido em um dia azul o autor relembra sua confusa e dolorosa infância, quando se sentia isolado e limitado pela incapacidade social que marca pessoas como ele ? um portador da síndrome de savant e da síndrome de Asperger.

Crianças com esses distúrbios têm dificuldades de relacionamento, de compreender frases ou piadas de duplo sentido, de captar nuances emocionais do comportamento humano, ou de dirigir automóveis.

Apesar dessas limitações, ele se tornou professor de línguas estrangeiras, é atração de programas de televisão e de universidades com suas habilidades singulares para fazer cálculos com velocidade, graças à forma especial como consegue lidar com números. Assim como o personagem de Dustin Hoffman no filme Rain Man, Daniel dá lições de superação, engajamento social e afetivo, raras para um jovem nas suas condições.

Acredita-se que seu desenvolvimento tenha sido facilitado pelo estímulo recebido no relacionamento com seus oito irmãos e com pais amorosos e tranquilizadores. O fato é que o fenômeno do cérebro de Daniel é hoje pesquisado pelo neurocientista V.S. Ramachandran, diretor do Centro do Cérebro, na Universidade da Califórnia. Sua vida, narrada neste relato pleno de poesia e entusiasmo, se tornou tema do documentário The Boy with the Incredible Brain, destaque na televisão britânica.

Título: Nascido Em Um Dia Azul
Título Original: Born on a blue day
Autor: Daniel Tammet
Editora: Intrinseca
Edição: 1
Número de Páginas: 192

Vídeo - Autismo: 1 em cada 150 meninos

O número de casos de autismo tem aumentado em todo o mundo, estimativas mais radicais sugerem que há um autista para cada 150 pessoas, suspeita-se que haja 1 milhão de casos ocultos no Brasil.
O autismo existe.
Preste mais atenção.


Vídeo - O Autismo Existe

Vídeo publicitário criado pela APPDA - Lisboa (Associação Portuguesa para as Pertubações do Desenvolvimento e Autismo).


O Antonio vive num mundo a parte, num mundo de mal-entendidos.
O primeiro passo para ajudá-lo é reconhecer que ele é diferente.
Porque apesar de muitas vezes não ser fisicamente visível...
...o autismo existe.
Preste mais atenção.


Peu cresceu e O Mundo de Peu também mudou.

Bem-vindo ao blog O Mundo de Peu! Olá, tudo bem? Meu nome é Marcelo Rodrigues, pai de Pedro (Peu), sou o criador do blog O Mund...