sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sinto-me só

Uma história tocante sobre uma família simultaneamente destruída e unida pelo autismo

"Um menino está sentado sozinho em um tapete branco manchado, com o canto de um cobertor desfiado enfiado na boca, balançando a cabeça, os dedos das duas mãos girando na altura das orelhas. Ele não parece sentir falta de companhia ou estar ansioso para buscá-la. Se você diz oi, ele não olha para você nem se volta na direção de sua voz. Se você se coloca em sua linha de visão, ele desvia o olhar..."

Karl Taro Greenfeld soube desde cedo que seu irmãozinho, Noah, não era como as outras crianças. Ele não engatinhava, tinha dificuldades para fazer contato visual e interagir com outros membros da família.

À medida que Noah foi crescendo, suas diferenças se tornaram ainda mais pronunciadas - ele era incapaz de se comunicar verbalmente, usar o banheiro e amarrar os sapatos, e, apesar da atitude angelical, sempre tinha explosões violentas.

Nenhum médico podia indicar com precisão o problema de Noah; nenhum especialista ia além do diagnóstico geral: autismo. Os pais do menino, Josh e Foumi, dedicaram a vida a cuidar do filho mais novo com variadas abordagens - uma experiência desafiadora e frequentemente dolorosa.

Agora, pela primeira vez, o aclamado jornalista Karl Taro Greenfeld fala sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância.

Sinto-me só são suas memórias brutalmente honestas.

Ao tecer tudo que os Greenfeld viveram na busca pelo tratamento de Noah com a história profundamente tocante de dois meninos diferentes crescento lado a lado, este livro levanta questões cruciais: os relacionamentos podem existir sem a linguagem? Como pais, que estão envelhecendo, podem ajudar uma criança autista e, depois, um adulto que não é autossuficiente a se tornar membro da sociedade?

Sinto-me só é um tocante livro de memórias. Greenfeld fala, com honestidade, sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância. A relação entre os dois é uma verdadeira lição sobre o que significa ser uma família, um irmão, uma pessoa.

A franqueza de Sinto-me só é arrebatadora e não deixará ninguém indiferente. Um exemplo de humanidade.

Editora: Planeta
Autor: KARL TARO GREENFELD
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 360
Acabamento: Brochura

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Coleções por Daniel Tammet

Uma das maiores fontes de frustração para meus pais foram minhas coleções obsessivas de diferentes coisas, como as castanhas marrons brilhantes que caiam no outono em grandes quantidades das árvores enormes que pontilhavam a estrada comprida perto de nossa casa.

Meus pais não gostavam que eu saísse sozinho. Assim, eu coletava as castanhas com meu irmão Lee. Eu não me importava - ele era um par extra de mãos. Recolhia cada castanha do chão com meus dedos e empurrava sua forma regular redonda para a concavidade de minha palma (hábito que mantenho até hoje - a sensação tátil tem uma ação reconfortante, embora agora eu prefira moeda ou bolas de gude). Enchia os bolsos um por um com as castanhas até lotar todos eles. Era como uma compulsão, eu simplesmente tinha de coletar cada castanha que conseguia encontrar e reuní-las num só lugar.

Tirava sapatos e meias e os enchia de castanhas também, voltando descalço para casa com mãos, braços e bolsos transbordando castanhas.

De volta à casa, despejava as castanhas no chão do meu quarto e contava-as várias vezes. Meu pai trouxe um saco de lixo e sugeriu que, enquanto as contasse, jogasse as castanhas lá dentro. Eu passava horas todos os dias coletando as castanhas, levando-as até o meu quarto e rapidamente enchendo o saco num canto.

No final, meus pais temeram que o peso das castanhas recolhidas pudesse danificar o teto do aposento sob o meu e levaram o saco para o jardim. Eles toleraram minha obsessão, deixando que eu continuasse brincando com as castanhas no jardim, mas sem trazê-las para casa. Com o passar dos meses, meu interesse acabou sumindo, e as castanhas mofaram, até que meus pais enfim providenciaram a sua remoção para o depósito de lixo local.

Pouco tempo depois, surgiu um interesse obsessivo em colecionar folhetos, de diferentes tamanhos. Costumavam ser despejados na nossa caixa de correio junto com o jornal local ou a correspondência da manhã, e eu me fascinava com seu aspecto reluzente e forma simétrica (não importava o que estava sendo anunciado - o texto não me importava). Meus pais logo reclamaram das pilhas precariamente empilhadas que se acumulavam em cada gaveta e cada prateleira da casa, especialmente quando se esparamavam pelo chão sempre que alguém abria um armário.

Como no caso das castanhas, minha mania de folhetos gradualmente desapareceu, para alívio dos meus pais.

Naquele verão, pela primeira vez permitiram que eu percorresse sozinho a distância curta entre a casa e a escola. O caminho era orlado por uma fileira de sebes e, certa tarde, ao voltar do colégio, notei um inseto vermelho minúsculo coberto de pontos pretos rastejando dentro de uma delas. Fascinado, sentei-me na calçada para observá-lo de perto, subindo e descendo por cada folhinha e galho, parando e recomeçando e voltando a parar em diferentes pontos ao longo de seu trajeto.

Suas costas pequenas eram redondas e brilhantes, e contei seus pontos várias vezes. Os transeuntes na rua me contornavam, alguns deles resmungando a meia-voz. Eu devia estar no meio do caminho, mas naquele momento, não pensava em outra coisa além da joaninha à minha frente. Cuidadosamente, estendi meu dedo para que ela subisse nele e corri para casa.

Eu nunca tinha visto joaninhas, a não ser nas figuras dos livros, mas havia lido tudo sobre elas. Empolguei-me com minha descoberta e quis capturar o máximo de joaninhas possível. Lá em cima, no meu quarto, havia um recipiente de plástico onde eu mantinha minha coleção de moedas. Esvaziei-o, despejando as moedas no chão, formando uma montanha de metal, e pus a joaninha dentro do recipiente.

Depois, voltei à rua e passei várias horas, até não conseguir enxergar mais nada de tão escura que estava a noite, olhando dentro das várias sebes em busca de joaninhas. Ao encontrar uma, pegava-a delicadamente com as pontas dos dedos e colocava no recipiente, junto com as outras. Eu havia lido que as joaninhas gostam de folhas e de pulgões; portanto arranquei das sebes montes de folhas e algumas urtigas com pulgões, colocando tudo no recipiente com as joaninhas.

Ao voltar para casa, levei o recipiente de volta para o quarto, colocando-o sobre a mesa de cabeceira. Com uma agulha, abri alguns buracos nas laterais do recipiente para que as joaninhas dispusessem de ar e luz suficientes em sua nova casa, depois tapei o recipiente com um livro grande para impedir que elas saissem voando pela casa. Na semana seguinte, todo dia após o colégio eu saia e colhia mais folhas e pulgões para as joaninhas, trazendo-os para o recipiente no meu quarto. Salpiquei água em algumas das folhas para que as joaninhas não sentissem sede.

Na escola, eu falava sobre as joaninhas sem parar, até meu professor, o Sr Thraves, exasperado, pediu que eu trouxesse para a aula. No dia seguinte, trouxe o recipiente comigo para a escola e mostrei minha coleção de joaninhas para ele e as crianças da turma. Àquela altura, eu havia encontrado e colocado centenas de joaninhas naquele recipiente. Ele deu uma olhada e, em seguida, pediu que eu pusesse o recipiente na mesa dele. Deu-me uma folha de papel dobrada para que a levasse ao professor da turma ao lado.
Demorei alguns minutos para fazer isso e, quando voltei, o recipiente havia sumido. O Sr. Thraves, temendo que as joaninhas escapassem do recipiente e voassem pela sala de aula, pedira a uma das outras crianças que o levasse para fora e soltasse todas as joaninhas. Quando percebi o que havia acontecido, senti como se minha cabeça fosse explodir. Irrompi em lágrimas e saí correndo do colégio até em casa.

Absolutamente perturbado, não disse uma palavra ao professor durante várias semanas, e se ele chamasse meu nome eu me agitava.

Texto extraído do livro Nascido em um Dia Azul de Daniel Tammet

sábado, 3 de outubro de 2009

Mini Einsteins - Aprender é uma Aventura

Peu nunca foi muito fã de desenhos animados, demontrava pouco ou nenhum interesse pelos desenhos que lhe mostrava, porém, recentemente ele descobriu a turminha dos Mini Eisteins e não quer assistir outra coisa.

Mini Einsteins é uma série da Disney e da Baby Einstein Company, conduz as crianças em idade pré-escolar pelo excitante mundo do conhecimento através de viagens pelos mundos da música clássica, grandes obras de arte e mistérios da natureza.

Cada episódio centra-se numa "missão do dia" onde os pequenos espectadores, com a ajuda dos quatro heróis, descobrem um mundo totalmente novo!

A série é bastante interativa, os Mini Eisteins convidam o espectador a todo tempo à participar da aventura. Em cada desenho são homenageados artistas plásticos como Leonardo da Vinci e grandes músicos como Johann Srauss.

Peu gosta de assistir no computador para poder avançar e repetir as cenas que ele mais gosta.

Junte-se a Leo, June, Quincy e Annie no seu Foguetão musical. Como membro da equipe irá cantar, aplaudir, dançar, rir e ajudar a ultrapassar os obstáculos que surgem pelo caminho juntamente com os Mini Einsteins.

Com uma animação 2D inserida em cenários reais e extraordinária música clássica, APRENDER É UMA AVENTURA irá deixar as crianças ansiosas para a próxima missão mágica e musical de grandes descobertas!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

The Horse Boy - Legendas em Português

Lições da Natureza: Obstáculos

Se um falcão for colocado em um cercado com um metro quadrado inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua incrível habilidade de voar, será um prisioneiro.

A razão é que um falcão sempre começa um vôo com uma pequena corrida em terra.

Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar, permanecerá prisioneiro pelo resto da vida nessa cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado.

Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que consegue fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se jogar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido.

Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair através dos lados próximos ao fundo.

Procurará uma maneira onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto se atirar contra o fundo do vidro.

Há pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo "acima" .

Autor desconhecido

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Autismo: abordagem espiritual

Escrito por Nilton Salvador

Desinteressado de qualquer espécie de comunicação com seus semelhantes, murado dentro de si mesmo, o autista vive em um mundo de isolamento e alienação. Os cientistas que buscam implodir essa barreira trabalham baseados em hipóteses diversas e conflitantes, utilizando uma gama imensa de abordagens e terapias.

Ignoram apenas um aspecto, “o de que o ser humano, como espírito imortal, preexiste à atual existência, a qual é conseqüência de atos e pensamentos de muitas encarnações anteriores, nos mistérios dos séculos. Nada mais plausível do que recorrer a conceitos espirituais para a compreensão e a terapia do autismo ou de qualquer outro problema de comportamento”, como ensina Herminio C. Miranda.

O que dizer depois disso, quando ele vê o autista sob a ótica da psicologia espírita e o conflito de uma alma fugindo de si mesma? Afinal, como começam a dizer alguns estudiosos mais arrojados, há vida antes da vida, vida depois da vida e vida entre as vidas.

E alertamos para “que tratem com o devido respeito as minorias. Sem racismo, sem machismo, sexismo ou preconceitos de qualquer natureza. Mesmo porque o preconceito é coisa burra, que se torna ainda mais evidentemente tola quando posta no contexto da realidade espiritual. Somos espíritos imortais, sobreviventes e reencarnantes. Sexo, raça, cor, nacionalidade, posição social não passam de posições transitórias, por mais que durem nossas vidas na carne”.


Conflitos entre mundos diferentes

Descobre-se em pesquisas de diversos autores de notável saber sobre o tema que uma autista vivia numa zona fronteiriça, terra de ninguém entre um território que ela consideraria mais tarde, com melhor nível de lucidez, “meu mundo” e o outro lado, onde ficava “o mundo”, pois eles não se mostram nada interessados em vir ao nosso encontro, já que há na mente do autista nítida distinção – ainda que inconsciente – entre o “meu” mundo e o “dos outros”. Quanto menos contatos com a vida no mundo, melhor. A pessoa que está naquele corpo físico recusa-se a executar qualquer programação que a leve a ser aprisionada pelas rotinas da vida material.

Não se considera na atualidade (há uma polêmica constante) que o autismo é uma desordem biológica. A ciência continua a discutir sua origem. Os especialistas tratam de cada caso dentro de seu ponto de vista cético/científico para expressar suas teorias, pois desde Leo Kanner, o descritor da síndrome em 1943, quase nada mudou para definir o conceito da síndrome.

Cada autor expõe seu ponto de vista de análise de uma forma que, discutida ou comparada, nada altera no status quo da doença. Alguns mais corajosos, digamos assim, afirmam que o autismo é de natureza biológica, enumerando outras doenças que danificam o sistema neurológico. Em seguida, sou obrigado a me decepcionar quando a ciência não considera o autismo como psicose, mas sim como distúrbio global do desenvolvimento.

A meu ver, um contraria o outro. Todos são suscetíveis no cuidado de não querer ferir algum colega que se adiantou ou tem receio que, na frente, a crítica ou a ética médica sejam muito duras com suas opiniões.


Diferentes graus de autismo

Ficamos com o pensamento de que a impressão é que não há propriamente autismo, mas autistas em diferentes estágios, graus e níveis de distúrbios mentais e emocionais. O máximo que se poderia fazer em termos de consenso seria dizer que, dentre os sintomas básicos atribuídos à síndrome, cada autista apresenta diferentes ênfases sobre esta ou aquela característica.

Em outras palavras, a pessoa é autista não porque tem o cérebro danificado, mas tem o cérebro danificado porque não quis ou não conseguiu transmitir a ele, no período crítico da formação, os comandos mentais necessários ao seu correto desenvolvimento.

Pois bem, após esta exposição na qual enveredamos por diversos caminhos, onde quero chegar?

Ora, tudo isto faz parte do lado bio-psico-sócio-espiritual, linha mestra enfocada, mas não admitida pela ciência como um todo. Senão, vejamos.

Dispendemos todos os esforços para superar dificuldades que se encontram em nosso caminho. O que não fazemos é porque deixamos de refletir que reveses ou contratempos passageiros foram criados por nós mesmos, com nosso livre arbítrio, pelo mau uso da energia divina durante inúmeras encarnações aqui na Terra.

Devemos acreditar que aquela massa compacta de energia mal qualificada e gerada na nossa consciência por todo um esforço concentrado em prol dos nossos autistas é agora de uma espessura bem mais fina do que foi há algum tempo.

Nosso esforço em afastar coisas rudimentares de nossa consciência humana apenas produz bons frutos em nossa árvore da vida. Perseveramos em nossos propósitos. Dirigimos a atenção aos nossos amigos siderais e, muito mais depressa do que imaginamos, obtemos vitoriosas conclusões.

O indivíduo, quando encarna, traz em suas mãos uma agulha e, através do orifício desta agulha, passa o fio da vida. Cada ser humano deve concluir o seu modelo e ninguém pode tirar a agulha das mãos do próximo, nem dar um ponto sequer no modelo da vida de seu semelhante.

Assim como o orifício é condicionado à eficácia da agulha, assim também o espírito é o doador da vida do homem. A personalidade humana, ou o ser externo, representa o exemplo da agulha usada para unir as partes do modelo, que deve se manifestar através das experiências individuais de cada pessoa.

Por misericórdia, a lei divina permite intervenções, selecionando os fios dos pontos errados da costura, afastando-os do modelo enquanto se processa a purificação do espírito.

A lei divina também permite à vida, por meio de contemplação, meditação ou outra forma de esforço, oferecer ao indivíduo que se encontra no caminho espiritual o auxílio de seres perfeitos, quando estes revelam de que maneira os pontos devem ser costurados.

Também pode ser apresentado ao costureiro, ou seja, o espírito protetor, um molde ou desenho do modelo previsto. No entanto, a verdadeira costura deve ser executada pelo esforço do próprio indivíduo, do princípio até o fim.

E quando falamos de um autista? A única diferença é que, neste caso, existe um interlocutor (médium) experiente e que já atravessou inúmeras etapas com ele, pois muitas vezes uma simples frase proporciona uma forma-pensamento que permite ao autista compreender que um esforço autoconsciente deve preceder o apelo.

Muitas vezes, os amigos siderais transformam modelos errados em perfeitos e, quando eles os vêem, desejam novamente trazer à tona o plano perfeito da vida, da beleza, compreensão e paz.


Usando o auto-controle

Quando um autista aprende que é necessário um autocontrole e começa a transformar todo erro que o uso do fio da sua própria vida proporciona em seu coração, trazer o domínio sobre toda energia e vibração em seu próprio mundo e depois, com maiores possibilidades de aptidão, dar o prêmio da alegria aos seus protetores.

Para os sábios, a vida é uma bondosa professora que distribui as grandes dádivas diretamente do seu silencioso coração. Para as pessoas de compreensão limitada, a vida é uma professora severa, apenas com a intenção de ensinar cada expressão para seu autista.

Se o autista pudesse demonstrar reflexão, falando quando ouve ensinamentos freqüentes mais do que seu próprio silêncio, então seus corpos mental, sentimental, etérico e físico estariam suficientemente preparados para ouvir um hino, a linguagem dos pássaros e compreender o delicado silêncio da noite.

Quando o autista consegue isto é porque está sintonizado com a vida física de tal maneira que pode submergir seu próprio coração pulsante, onde vive seu santo ser crístico.

Artigo publicado na edição 13 da Revista Cristã de Espiritismo.

O Menino e o Cavalo - (The Horse Boy)



Em matéria de abordagem do autismo, o filme de Michel Orion Scott situa-se a meio caminho entre o tom “pra cima” de Autism: The Musical e o tom “pra baixo” de O Nome dela é Sabine.

Durante uma viagem aventuresca do Texas às estepes da Mongólia em busca de cura xamânica para seu filho autista, o casal Isaacson é visto lutando contra as dúvidas e comemorando as pequenas vitórias.

Mas os vemos também no stress dos retrocessos e nos momentos de profundo cansaço e desânimo perante um desafio hercúleo.

O pequeno Rowan tem uma relação especial com animais, principalmente cavalos, e esse é o fio condutor tanto da experiência, como do filme. A câmera viajante capta os comentários imediatos dos pais, em vez de reflexões ponderadas a posteriori. Daí um sentido de urgência, temperado pelo lirismo com que são tratados lugares e sentimentos.

Daí também o espectador se envolver facilmente na obstinação e na doçura dos Isaacson.

Crítica retirada do blog de Carlos Alberto Mattos

Peu cresceu e O Mundo de Peu também mudou.

Bem-vindo ao blog O Mundo de Peu! Olá, tudo bem? Meu nome é Marcelo Rodrigues, pai de Pedro (Peu), sou o criador do blog O Mund...