quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Audiência pública sobre autismo em Brasília

Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.

A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.

Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo.

A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.

Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.

- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga que Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.

Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.

- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.

Incompetência

A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.

O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.

Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.

- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Projeto

As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.

O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.

Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.

Iara Farias Borges / Agência Senado

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul que usaria pra pegar uma peça no sábio.

- O que você vai fazer? - perguntou a irmã

- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la.

E assim qualquer resposta que o sábio nos der está errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.

- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você. Ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não).

Nossa vida está em nossas mãos, assim como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.

Autor desconhecido

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O uso de probióticos para aliviar os sintomas do autismo

Por Sylvia Anderson - Alternative Health Journal

Os probióticos estão se tornando um grande tema de discussão no campo da medicina, bem como entre os pesquisadores e cientistas em toda parte.

Probióticos, também conhecidos como bactérias "boas" ou "amigáveis", estiveram sob os holofotes dos pesquisadores que questionaram quais benéficos eles trariam como um tratamento para o autismo.

Autismo é uma transtorno caracterizado por um amplo grupo de desordens no neurodesenvolvimento, em que a interação social dos portadores é bastante prejudicada.

Baseado nisso, muitos querem saber como probióticos podem desempenhar um papel no tratamento do autismo. No entanto, o autismo é composto por vários sintomas físicos, além dos sintomas psicológicos e neurológicos. Um dos principais sintomas físicos encontrados em pacientes com autismo são os problemas de estômago. Isso ajuda a explicar onde probióticos entram em jogo uma vez que os probióticos são benéficos ao estômago e ao revestimento
intestinal.

A pesquisa mostrou que crianças com autismo têm uma grande quantidade de bactéria Clostridium em seu corpo, que em certos níveis, podem produzir toxinas que afetam o cérebro. Embora não tenha sido determinada medicamente que bactéria Clostridium é realmente a causa dos sintomas do autismo, verificou-se que os pacientes que foram dados probióticos apresentaram melhora.

Probióticos são grupo de microorganismos vivos, incluindo cepas de Bifidobacterium e Lactobacillus, bem como vários tipos de levedura, que quando ingeridos melhoram o equilíbrio do trato gastrointestinal. Em termos mais simples, os probióticos podem ajudar a fornecer ao estômago uma grande quantidade de bactérias boas para prevenir ou minimizar os problemas de estômago característica das crianças autistas, como inchaço, dores de estômago, prisão de ventre e outros problemas intestinais.

Muitos pais de crianças autistas estão descobrindo que seus filhos têm menos problemas digestivos quando administrada uma dose diária de probióticos. Será uma coincidência ou algo mais digno de investigação? Os cientistas, bem como os pais definitivamente sentem que este assunto é merecedor de mais investigação e pesquisa, pois se os probióticos podem realmente
ajudar as crianças autistas com problemas digestivos, isso pode ajudar a outros sintomas, incluindo efeitos psicológicos positivos.

Infecções fúngicas é outro problema que afeta muitas crianças com autismo. Mas doses regulares de probióticos parecem equilibrar o crescimento de fungos.Tenha em mente que nossos corpos são normalmente constituídos por boas e más bactérias, no entanto, nossa má alimentação e estilo de vida tendem a permitir que as bactérias más possam assumir. A adição de probióticos
na alimentação, seja em suplementos ou alimentos à base de probióticos, permitirá que as boas bactérias assumam o controle.

Outros estudos recentes sobre as crianças autistas incluem o papel que os probióticos tem na mudança do comportamento e humor. Um grupo de crianças autistas foi reunido e metade deles receberam probióticos, enquanto a outra metade recebeu probióticos "falsos" (os pais não foram informados qual tipo de probiótico seu filho havia recebido). O resultado deste teste foi que os pais cujos filhos receberam o probiótico real viram notáveis melhorias comportamentais em seus filhos. Eles possuíam melhor atenção, melhor concentração e apresentaram em geral um melhor humor.

Os pesquisadores não tinham certeza se a melhora do humor e disposição foi por causa dos efeitos psicológicos positivos dos probióticos ou se as crianças se comportaram melhor, porque eles simplesmente se sentiram melhor fisicamente. Assim, houve melhoria efeitos psicológicos ou melhoria efeitos físicos? Muitos sentem que não importa contanto que estejam mostrando
melhorias quando estiverem usando probióticos.

Fonte: http://www.alternativehealthjournal.com/article/the_use_of_probiotics_to_relieve_autism_symptoms/3869