terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Daniel Tammet - The Brain Man Parte 2

Parte 2 do vídeo The Brain Man que demonstra as qualidades do cérebro extraordinário de Daniel Tammet

Daniel Tammet - The Brain Man Parte 1

Daniel é um savant que tem habilidades incríveis com números e aparentemente nenhuma inabilidade social, diferente de todos os autistas savants conhecidos.

Ele pode fazer cálculos com qualquer número de quatro dígitos e outro número com quatro dígitos de cabeça revelando o resultado imediatamente. Ele também pode reconhecer números primos de qualquer tamanho, uma tarefa praticamente impossível até para as calculadoras de mão.

Cada número até 10 mil tem, em sua mente, um formato específico. Ele pode sentir os números e vê-los com cores e formas. Números maiores ele enxerga como se fossem paisagens.

Os cálculos que ele faz não são conscientes, ele diz que as respostas surgem para ele espontaneamente através das imagens mentais dos números que aparecem em sua mente. Ele pratica matemática, mas nem sequer “sabe” disso.

Para comprovar as alegações de Daniel, cientistas deram para ele massa de modelar e pediram que esculpisse as imagens dos números que vê em sua mente, sem falar que o testariam novamente no dia seguinte, solicitando para fazer o mesmo. No dia seguinte modelou os mesmos números, como os vê, de maneira muito similar ao dia anterior.

A explicação para sua habilidade poderia ser chamada “sinestesia cerebral”. Ele nasceu com uma condição crônica e tem ataques epiléticos desde criança. Ele diz que, quando tinha quatro anos de idade, sofreu uma pesada série de convulsões e depois disso surgiram as suas habilidades com os números. É como um curto-circuito que conectou de maneira incomparável a área cerebral que responde aos números com a área que faz o processamento das imagens.

Ele tem respostas emocionais aos números. Ele considera que π é um número particularmente lindo (ele memorizou mais de 22,5 mil casas decimais de π e levou apenas algumas semanas para aprender o número). Quando Daniel foi testado com um aparelho similar ao detector de mentiras, olhando a seqüência das casas decimais de π que teria sido adulterada pelos cientistas (com poucos números que seriam diferentes do π verdadeiro) o aparelho mostrou que ele sofreu severas reações nervosas às pequenas alterações e disse: “Eu estava vendo uma linda paisagem, [o número π], e repentinamente uma montanha que estava ali não estava mais. Como pode fazer isso com algo tão lindo?” Cientistas alegam que ele pode abrir um novo campo de pesquisas.

Daniel é fluente diversos idiomas. Um programa de TV o levou para a Islândia onde aprendeu o idioma local e no qual pôde conversar normalmente em apenas uma semana. Até os próprios habitantes do país dizem que o idioma é confuso e impronunciável. A sua própria instrutora disse que seria impossível aprender islandês em apenas uma semana. Ele disse, em rede nacional de TV, falando o idioma islandês uma semana depois: “Ouvir os nativos falarem islandês é como respirar, portanto para eu mesmo falar é como se tivesse asma.”

Assista a primeira parte do vídeo que mostra o cérebro extraordinário de Daniel.




Fonte: Tecnocientista

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Os diferentes tipos de autismo

Video produzido pela Veronica Bird Charitable Foundation que demonstra os diferentes tipos de autismo, as formas de diagnóstico precoce e mostra pelas histórias de Ramsey e Will que o autismo é tratável.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A menina e o cão

Uma menina entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda.

– Entre cem e trezentos reais, respondeu o dono.

A menina puxou uns trocados do bolso e disse:– Mas, eu só tenho dez reais. Poderia ver os filhotes?

O dono da loja sorriu e chamou Princesa, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo.

Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível.

A menina apontou aquele cachorrinho e perguntou:– O que é que há com ele?

O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, mancaria e andaria devagar para sempre.

A menina se animou e disse com enorme alegria no olhar:– Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!

O dono da loja respondeu:– Não, você não vai querer comprar esse.

Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente.

A menina emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou:

– Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo.

Na verdade, eu lhe dou dez reais agora e mais dez reais por mês, até completar o preço total.

Surpreso, o dono da loja contestou:– Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho.

Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.

A menina ficou muito séria, acocorou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:

– Veja, não tenho uma perna, eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.

“Às vezes desprezamos as pessoas com que convivemos todos os dias, por causa dos seus ‘defeitos’, quando na verdade, somos tão iguais ou pior do que elas. Desconsideramos que essas mesmas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem, não pelo que elas poderiam fazer, mas pelo que realmente são. Amar a todos é difícil, mas não impossível”.

O menino na janela

Era pequenininho. E aleijado. Tinha seis anos. Sua mãe era uma pobre lavadeira, e moravam no subúrbio de uma grande cidade.

Ele passava os dias sentadinho ao lado da janela, olhando o beco onde moravam. Dava para ver um pedacinho do céu azul acima do telhado da casa do outro lado da ruela. Às vezes uma nuvem branca navegava no pedacinho de céu azul. Às vezes o céu ficava cinzento.

Mas o beco era mais interessante. Sempre tinha gente. De manhã cedinho passavam mulheres e homens apressados para o trabalho. Depois as crianças vinham brincar. Às vezes brincavam de roda, mas geralmente brigavam muito. Na primavera, vinha o homem do realejo e todos se alegravam.

O menino via tudo isso, todo dia, com seu rostinho triste. Só quando via a mãe dele chegando, ele sorria e acenava com a mão.

– Queria poder ajudar você, mãe – disse ele uma noite. – Você trabalha tanto e eu não faço nada.

– Ah, você faz, sim! – disse ela muito animada. – Você me ajuda quando vejo seu rostinho sorrindo na janela. Você me ajuda quando acena para mim. Meu trabalho fica mais leve porque sei que você vai acenar para mim quando eu chegar.

– Então vou acenar mais forte – disse ele.

Na noite seguinte, um operário que voltava cansado do trabalho viu a mãe do menino acessar para a janela e olhou para cima também. Viu aquela carinha sorridente na janela lá no alto. E que sorriso feliz! O homem levou a mão ao boné e, também sorrindo, cumprimentou o menino. Um pouco encabulado o menino retribuiu o cumprimento.

E na noite seguinte o operário falou com um companheiro para olhar lá para cima, “para ver aquele menino, coitadinho, tão quietinho, na janela”. Os dois cumprimentaram com o boné e o rosto do menino se abriu num sorriso.

Os dias se passaram e cada vez mais pessoas cumprimentavam o menino. Alguns saiam do seu caminho só para dar um sorriso para o menino. A vida já não era tão dura quando pensavam como devia ser para o menino preso à janela. Às vezes alguém jogava uma flor para ele, uma laranja, uma figura colorida. Quando viam que ele estava olhando, as crianças paravam de brigar e faziam jogos para divertir o menino. Ficavam felizes ao ver como ele se alegrava só de olhar as brincadeiras deles.

– Diga ao garoto que não podemos passar sem ele – disse um operário a mãe do menino. – Vendo a coragem dele, todos nos sentimos corajosos. Diga isso ao menino.

E o menino sorriu, ainda mais feliz.

“O pior pecado contra o nosso semelhante não é o de odiá-lo, mas de ser indiferente com ele”.
George Bernard Shaw

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estimulando o desenvolvimento de uma criança com necessidades especiais

Não há duas crianças com necessidades especiais iguais, nem as que têm necessidades especiais semelhantes. Neste texto, vamos explorar as necessidades especiais variadas e saber como estimular uma criança com necessidades especiais e ajudá-la no processo de seu desenvolvimento.

O papel dos pais

Dar amor e apoio - as crianças com necessidades especiais precisam de amor e apoio de seus pais, assim como qualquer criança. Algumas vezes, os pais ficam tão absorvidos pela necessidade de estimular seu filho e compensar sua deficiência que acabam esquecendo que a tarefa mais importante é amá-lo e gostar dele como ser humano. Quando uma criança vê que seus pais gostam de estar com ela, ela aumenta o valor que dá a si própria. Esse sentimento crescente de valor é uma medida importante do sucesso dos pais em criar uma criança com necessidade especial.

Estimule a independência - se você tem uma criança com necessidades especiais, seus objetivos são estimular a independência e ajudar seu filho a desenvolver um sentimento de valor e realização pessoal. Com terapia e jogos, você ajuda o seu filho a lidar com seu problema e realizar seu potencial completo. A quantidade de independência de seu filho vai depender, bastante, não apenas de qual necessidade especial ele possui, mas como você o deixa realizar sozinho cada estágio.

Todas as crianças passam por momentos em que parecem parar de melhorar ou quando podem até regredir um pouco. Esse pode ser um momento especialmente difícil para os pais, pois têm que aprender a avaliar o progresso de seu filho.

Concentre-se em objetivos a curto prazo - quando seu filho atingir um platô (estagnar seu desenvolvimento), olhe para trás e se concentre no quanto ele já progrediu. Este também pode ser um bom momento para esquecer objetivos a longo prazo e se concentrar nos objetivos a curto prazo: alimentar-se com as mãos, vestir-se, repetir a primeira palavra ou frase inteligível ou finalmente ir ao banheiro sozinho. Quando os pais concentram suas energias em um único objetivo a curto prazo, uma criança com necessidade especial pode começar a progredir novamente. Ao parar de observar como a criança lida com esses desafios, como se adapta a novas e maiores necessidades, os pais podem se ajudar a desenvolver expectativas realistas para seus filhos.

As crianças progridem mais quando os pais agem como seus advogados, escolhendo os métodos educacionais mais apropriados, definindo objetivos razoáveis e fornecendo um ambiente caloroso e protetor. Os pais deveriam enxergar a si próprios como parceiros dos profissionais na hora de planejar os cuidados de seus filhos com necessidades espaciais.

Estimulando o potencial de desenvolvimento

A partir do momento em que nascem, as crianças começam a aprender sobre o mundo ao seu redor. Elas aprendem através de seus movimentos e dos cinco sentidos. Quando um ou mais desses sentidos são danificados, a maneira como a criança vê o mundo é alterada e sua habilidade de aprender se altera. Mas com os avanços na medicina, tecnologia e nossa compreensão sobre como os bebês crescem e aprendem, podemos esperar desenvolvimento mental e físico muito maior de crianças com necessidades especiais do que imaginávamos há uma década. O tamanho desse desenvolvimento depende da extensão da sua limitação, quão breve ela foi diagnosticada corretamente e o quão rapidamente a criança é colocada em um ambiente de estímulos apropriados. Crianças com limitações mentais, por exemplo, precisam de estímulos freqüentes e consistentes devido às suas dificuldades de concentração e memória. Elas também podem ter dificuldades de percepção que tornam difícil compreender o que está acontecendo ao redor e o motivo dessas coisas.

Concentre-se no sentido debilitado - em muitos casos, as habilidades da criança podem ser melhoradas ao estimular o sentido deficiente. Crianças com distrofia muscular, síndrome de Down e paralisia cerebral costumam se beneficiar de um programa de fisioterapia que exercite seus músculos. Exercitar as pernas e pés da criança com casos graves de espinha bífida os preparam para andar com aparelhos e muletas. Já as crianças surdas podem aprender a usar sua audição residual com a ajuda de equipamentos auditivos e treinamento auditivo que aumenta e expande sua habilidade de ouvir. As crianças cegas podem afiar seus outros sentidos para ajudar a compensar sua falta de visão, enquanto aprendem sobre o mundo. E, por último, as crianças com síndrome de Down e paralisia cerebral também podem se beneficiar de terapias visuais, auditivas e ocupacionais.

Trabalhe com um fisioterapeuta - (ou terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo) programas de estímulo preparados para crianças desde o nascimento até os três anos demonstraram que mesmo crianças com necessidades especiais graves podem aprender, crescer e participar do mundo que as cerca. Os pais podem guiar muitos dos exercícios desses programas sozinhos, mas quase sempre se beneficiam da supervisão de um terapeuta especializado. O seu posto de saúde, escola pública ou secretaria da saúde locais podem ter um programa de estímulo infantil adequado ou podem lhe recomendar um terapeuta especializado que pode visitar sua casa regularmente para ajudar seu filho e ensinar exercícios e jogos adequados para você. Hospitais universitários e organizações privadas que auxiliam crianças com necessidades especiais também são boas fontes de informação.

Use brincadeiras para explorar - brincadeiras são uma importante forma de aprendizado para todas as crianças. As crianças com necessidades especiais que não podem se movimentar para explorar sozinhas ainda têm a possibilidade de aprender sobre os arredores ao viajar com a família. Dentro de casa, ela pode ser carregada ou guiada de um cômodo a outro para tocar, sentir, ver, cheirar ou ouvir vários objetos. Crianças cegas podem usar suas mãos, rostos, pés e outras partes de seus corpos para explorar e aprender. E as surdas precisam de estímulos de linguagem constantes e, como todas as crianças, precisam ouvir explicações sobre o que está acontecendo ao seu redor. Figuras em livros e revistas são outra forma de expor essas crianças a lugares, pessoas, animais e formas de vida fora de seu círculo comum.

Brinquedos dão outro meio de compreender nossos corpos e o mundo. Crianças com necessidades especiais podem ter problemas para usar brinquedos convencionais, mas os pais podem adaptá-los às necessidades deles ou criar brinquedos apropriados. Muitas comunidades possuem brinquedotecas que funcionam como recurso para fornecer brinquedos projetados ou selecionados especialmente para crianças com necessidades especiais.

No entanto, não importa o quanto um pai ou uma mãe tente dar a seu filho, sempre há limites para o que eles podem conseguir sozinhos.

por Michael Meyerhoff, Ed.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Texto extraído do site HowStuffWorks