sexta-feira, 27 de março de 2009

Programa Son-Rise chega a região norte

Considerada uma patologia diferente de qualquer outro transtorno mental e com causa ainda desconhecida, o autismo destaca sinais que normalmente aparecem por volta dos dois anos de idade. Só no ano passado, em Ji-Paraná, 29 crianças foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), destas, três estão em atendimento domiciliar e uma na própria secretaria através do Programa Son-Rise aplicado ainda como apoio pelo Setor Educacional de Especialização de Autismo. Além destes casos, escolas do município estão sendo capacitadas para oferecer esses cuidados.

De acordo com a professora Márcia de Souza, a Prefeitura está se dedicando a criação de salas especializadas para poder atender mais crianças. “Hoje o espaço e as acomodações que temos devem-se as adaptações feitas pela secretaria. O número de crianças especiais está crescendo significativamente e queremos futuramente poder atender a demanda. Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita olhares e repete continuamente certos atos e rituais. Portanto o atendimento é individual e cada criança reage de uma forma”, explicou a professora.

A professora acrescentou que muitos tratamentos são oferecidos, mas que o programa americano Son-Rise aplicado em Ji-Paraná, única cidade da Região Norte participante, se destaca por sua dinâmica que prioriza a relação entre as pessoas envolvidas. “Ele se baseia na interação que inspira a criança a agir espontaneamente e não por um conjunto de técnicas e estratégias. Ao mesmo tempo, os pais são capacitados para dar continuidade nas atividades, já que foi comprovado serem eles responsáveis por 90% do sucesso no tratamento”, ressaltou Márcia de Souza.A dona de casa Zélia Martins vivencia o drama na família. Pela segunda semana ela acompanha seu filho de seis anos nas aulas e comenta as mudanças conseguidas em tão pouco tempo. “A tendência era ele se isolar. Brincava com o outro irmão, mas não tínhamos muito progresso nas atividades. Com aulas de segunda a quinta-feira, por um período de três horas, só temos motivos para comemorar. Ele tem conseguido se socializar e dar oportunidade para o contato com outras pessoas”, disse animada a mãe.

Municípios interessados Ji-Paraná tem sido solicitada por municípios da regional a auxiliar na implantação deste setor em suas secretarias. Ouro Preto D´Oeste e Mirante da Serra estão entre as cidades interessadas no programa. “Estamos dispostos a dar as orientações necessárias para que essas aulas sejam oferecidas para o maior número de pessoas. O nosso maior problema hoje é a falta de voluntários e profissionais capacitados. Nessa área em especial é preciso gostar e se identificar com o trabalho, pois exige muita dedicação e disposição”, comentou a professora.

As pessoas interessadas em ser voluntárias devem procurar mais informações na Semed que também está aberta a doações de brinquedos para ajudar no trabalho diário dos pais em suas casas. “Com o devido tratamento, apesar da criança não deixar de ser autista, ela tem quase 100% de chance de melhoras. É certamente esperado a volta delas a vida normal e principalmente ao convívio com outras pessoas”, finalizou Márcia de Souza.

Notícia extraída do site Diário da Amazônia

quarta-feira, 25 de março de 2009

Homem-Aranha resgata autista

Vestiu a fantasia do Homem-Aranha para resgatar uma criança autista, prestes a atirar-se do terceiro andar de uma escola de ensino especial, em Banguecoque, na Tailândia.

Um menino de oito anos, prestes atirar-se do terceiro andar de uma escola de Banguecoque, foi resgatado pelo Homem-Aranha. Estes são os fatos reais, de uma história também real, de um bombeiro, vestido de super-herói, que salvou uma criança em perigo.

Era o primeiro dia de aulas. A mãe foi-se embora e ele ficou sozinho na sala de aulas - um espaço novo - com a professora, provavelmente uma desconhecida, e outros meninos que, tal como ele, têm dificuldade em comunicar e interagir. É autista e quaisquer mudanças de rotina não são fáceis de assimilar.

Não se sabe ao certo o que desencadeou a sua fuga, mas não é difícil imaginar que se tratava de situação geradora de grande ansiedade. Era lutar ou fugir - o instinto de sobrevivência não nos atormenta com muitas hipóteses perante estímulos ameaçadores - e ele fugiu. O refúgio encontrado foi uma varanda no terceiro andar da Universidade de Srinakharinwirot, na capital tailandesa, onde funciona o centro de educação especial para crianças que sofrem de autismo.

Sentou-se no parapeito e deixou-se ficar lá, sozinho e longe de todos, num mundo só seu.

A ausência do menino na sala de aulas foi notada e rapidamente se desencadearam as buscas para o encontrar. Não foi difícil localizá-lo. O que se revelou muito complicado foi convencer a criança a sair de lá. Pior: parecia que ponderava atirar-se. Os bombeiros estavam a postos, mas qualquer movimento podia ser fatal.

Entretanto, a mãe do menino chega. E lembra-se da sua predileção por super-heróis. Sugere que ele talvez ouça uma das personagens que vive na sua imaginação. E é neste momento que a realidade ultrapassa a ficção e o improvável acontece. Um dos bombeiros, Sonchai Yoosabai, diz que tem no carro uma fantasia de Homem-Aranha, que utiliza para distrair as crianças em demonstrações de combate a incêndios nas escolas.

Trajado com o fantasia de super-herói (e presumivelmente investido de poderes mágicos, pelo menos, aos olhos das crianças), Sonchai Yoosabai aproximou-se do menino e disse-lhe: "O Homem-Aranha está aqui para salvar-te, nenhum monstro vai atacar-te". Sem hesitar e com um grande sorriso, o menino aproximou-se do "Bombeiro-Aranha" e saiu da varanda.

Por Helena Norte do site Jornal de Notícias - Portugal

sábado, 21 de março de 2009

Jovem autista se destaca em jogo de basquete

Nick Touma jogou alguns minutos, tempo suficiente para acertar um arremesso de longe e emocionar a mãe dele, que registrou o momento.

Uma história que parece um sonho de criança. O menino chamado Nick foi reprovado no teste para o time de basquete da escola. Não é um craque. Mas os colegas tiveram a ideia de convidá-lo para jogar só o primeiro minutinho de uma partida.

Ele aceitou o convite, entrou em quadra e tentou a cesta, mas errou. Acontece que o time dele conseguiu abrir uma vantagem grande sobre o adversário. Aí, Nick Touma ganhou a chance de jogar mais um pouquinho e fez bonito para a emoção da mãe dele.

Lembra até a história de sonho de outro americaninho, em 2006. Jason acertou seis arremessos de três pontos em sequência e fez o time ganhar o jogo de virada em quatro minutos. Foi recebido até pelo presidente naquela época.

Além dos arremessos precisos de longe, o que Jason tem em comum com Nick é o fato de ambos serem autistas.

O autismo é uma alteração cerebral que afeta a capacidade de comunicação e de relacionamento com a família e com os amigos, mas são muitos os mistérios do cérebro humano e os do coração também.



Notícia extraída do site do Jornal Nacional em 19/03/2009

Gibi da Turma da Mônica sobre Autismo

Mauricio de Sousa produziu um gibi exclusivamente para a AMA (Associação de Amigos do Autista) de São Paulo e apresenta um novo personagem da turma, André. Usando uma linguagem de fácil entendimento para as crianças a história mostra algumas das características encontradas na maioria das crianças com autismo.

O gibi teve distribuição gratuita e se esgotou rapidamente, quem quiser conferir é só clicar na capa e baixá-lo no formato PDF. Para crianças e adultos.