quarta-feira, 29 de julho de 2009

Psicólogo brasileiro é nomeado professor titular na faculdade de medicina de Yale

Ami Klin é autoridade mundial em estudos e pesquisas sobre o autismo.

Um psicólogo brasileiro foi recentemente apontado como Professor Titular do departamento de Psiquiatria e Psicologia da Criança da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut. Ami Klin vem se destacando nos estudos e pesquisas sobre o autismo e é reconhecido mundialmente pelo conhecimento em outras sérias desordens do desenvolvimento.

O professor foi oficialmente nomeado no dia 1º de julho e a carreira dele em Yale já tem 20 anos. Como diretor do Programa de Autismo do Centro de Estudo da Criança em Yale, Ami Klin presta serviços clínicos às crianças com autismo e às famílias delas.

Segundo ele, o autismo tem muitas causas, sendo a mais importante delas a genética. Ainda segundo ele, o autismo não pode ser detectado até aproximadamente o primeiro ou o segundo ano de vida da criança. De acordo com o professor, houve muitos avanços em relação aos estudos do autismo, de 5 a 10 anos para cá. “Mas nada ainda que se traduz a uma maneira de se detectar o autismo antes da criança nascer”, disse ele.

Apesar do autismo ser uma síndrome genética que envolve o desenvolvimento do cérebro social, a detecção é puramente comportamental, segundo o professor. Geralmente um grupo de clínicos de diferentes disciplinas analisa a criança, a fim de ter uma idéia da história, do desenvolvimento e do perfil da criança.

“Tanto do ponto de vista de habilidades como inteligência, linguagem, como do ponto de vista de sintomas que tem a ver com o autismo, que são dificuldades na relação social e na comunicação”. Tudo o que tem a ver com o desenvolvimento social de um bebê, como a fala e sons (geralmente dos 14 aos 18 meses), linguagem e comunicação visual devem ser observados pelos pais. Se por exemplo a criança não reagir ao chamado deles, o professor recomenda procurar um clínico. Quanto mais cedo a criança for diagnosticada, melhor será o prognóstico dela.

O autismo é definido como uma desordem global do desenvolvimento que afeta a capacidade de comunicação e de se relacionar. Um mito bastante comum é o de que o autista vive em um “mundo próprio”. Por exemplo, uma criança autista que fica observando as outras brincarem apresenta dificuldade de iniciar, manter e terminar uma conversa, e desinteresse nas brincadeiras.

Formado em psicologia com ênfase em neurociência cognitiva pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, Ami Klin fez doutorado em psicologia cognitiva em Londres, Inglaterra. Após um período de pós-doutorado na Universidade de Yale, foi designado para ser membro da faculdade da escola de medicina. Os pais do professor são europeus que passaram pelo Holocausto e se estabeleceram no Brasil.

O psicólogo ressaltou que os portadores de autismo apresentam variações como não falar ou falar demais, se isolar ou procurar outras pessoas mas não saber como se relacionar. “60% dos autistas tem retardo mental mas 40% não tem”. Estas variações, segundo ele, dão uma idéia de como a criança será no futuro.

Conscientização

Nos Estados Unidos as crianças com distúrbios como o autismo tem direito a tratamento feito através dos distritos escolares. A instituição do governo Birth to Three avalia e trata as crianças com menos de 3 anos de idade, bem como orienta os pais. Após os 3 anos o tratamento é feito através das escolas. Segundo o psicólogo, as escolas de Connecticut são obrigadas a suprir este tratamento. “Parte do programa de tratamento é os pais conhecerem mais este distúrbio de desenvolvimento e ver o que eles podem fazer em casa para ajudar também”.

Uma das preocupações da equipe onde o professor Klin atua está em saber como atingir as comunidades que não procuram a eles. “Principalmente pais de crianças que tem este problema mas que não tem uma conscientização maior dos recursos que existem na comunidade, e nós somos um deles”.

O fato de ser brasileiro não é relevante na área dele, levando em conta que o programa de autismo de Yale é um dos melhores e mais respeitados do mundo. “As pessoas se preocupam mais com a qualidade do trabalho e da ciência do que com a origem da pessoa. Neste ponto de vista, Yale é uma comunidade muito cosmopolita e as pessoas não são julgadas pela sua origem mas pelas suas contribuições. Assim que me sinto respeitado”.

Em visita a várias cidades do Brasil, feitas especialmente para elevar a conscientização sobre o autismo, Klin encontrou bastante dificuldade. “Não existe o mesmo tipo de publicidade e divulgação, como por exemplo nos EUA, e isto é um problema”. Segundo o psicólogo, os pais no Brasil não tem muito poder cultural. “Espero que algum dia isto mude no Brasil, para que este número vasto de crianças que existe lá com problema de autismo tenha uma possibilidade maior na vida”.

O trabalho de Ami Klin pode ser conhecido através do website http://www.autism.fm./ Contatos com o Birth to Three em Danbury podem ser feitos na Hayestown Avenue School, 42 Tamarack Avenue, telefone (203) 797-4832. O site oficial do Birth to Three é http://www.birth23.org./

Por: Angela Schreiber no site ComunidadeNews

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Aconchego químico" ajuda autistas a reconhecerem emoções

por Becky McCall Cosmo Online

Oxford, UK: Um hormônio mais comumente associado ao vínculo existente entre os que estão apaixonados, ou entre as mães e seus filhos, está sendo utilizado para ajudar a melhorar e manter o reconhecimento das emoções em adultos com autismo.

Oxitocina é um hormônio importante no desenvolvimento de laços de confiança e é conhecido por seu papel durante a gravidez, promovendo contrações e ajudando na amamentação.

"Nós desejamos saber se recuperarmos a oxitocina no organismo conseguiremos melhorar os principais sintomas do autismo", disse o psiquiatra e pesquisador chefe Eric Hollander do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, E.U.A.


Problemas de Socialização


Autistas normalmente possuem problemas para interagir socialmente, incluindo: dificuldades em fazer contato visual, empatia e compreensão das emoções . Eles também apresentam um baixo nível de atenção e sofrem de alterações de humor e hiperatividade.

Em uma série de estudos, os pesquisadores liderados por Hollander, aplicaram injeções de oxitocina ou um placebo em adultos com autismo de alto grau de funcionamento, ou com síndrome de Asperger. Na parte seguinte dos testes foi utilizado um spray nasal em vez de uma injeção.

Os participantes foram então convidados a ouvir uma gravação da frase: "o rapaz foi até a loja", que foi expressa em diferentes tons emocionais incluindo "feliz", "triste", "irritado" e "indiferente".

Os pesquisadores descobriram uma acentuada melhoria no reconhecimento das emoções e uma diminuição na gravidade das estereotipias, flapping e ecolalia - sintomas comuns do autismo.


Novo método de tratamento

Notavelmente, o estudo concluiu que os participantes que tomaram oxitocina foram mais capazes de interpretar expressões faciais e tiveram mais recordações dos estados emocionais das pessoas. Os resultados foram apresentados hoje em um encontro da Associação Britânica de Psicofarmacologia, realizada em Oxford, Inglaterra.

"Com a experiência, encontramos uma melhora excelente em termos de reconhecimento do tom emocional da linguagem falada, através dos testes com oxitocina intravenosa e placebo intravenoso", disse Hollander.

"O mais surpreendente foi que duas semanas mais tarde, quando os mesmos participantes retornaram para a segunda aplicação, aqueles que inicialmente tinha recebido oxitocina tinham adquirido novas recordações sociais e estas persistiram por duas semanas."

Mesmo após uma única aplicação duas semanas anteriores, eles permaneceram peritos na capacidade de reconhecer emoções em frases neutras faladas, enquanto aqueles que receberam placebo já não possuiam mais a habilidade disse Hollander.

Hollander explicou que a oxitocina promete ter um impacto importante sobre os principais sintomas do autismo e que também proverá uma medicação muito necessária para melhorar os sintomas do transtorno.

Atualmente, o único medicamento aprovado nos Estados Unidos para pacientes com autismo é risperidona, que trata da auto-agressão, mas não os sintomas nucleares do transtorno.

"Oxitocina parece ser a primeiro método de tratamento que detém promessa de tratar dos sintomas nucleares como os problemas cognição social", disse Hollander.

Fonte: http://www.cosmosmagazine.com/news/2883/cuddle-chemical-helps-autistics-recognise-emotion

domingo, 26 de julho de 2009

O apoio ao mais fraco

No outono, quando se vêem bandos de aves voando, formando um grande V no céu, indaga-se o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás. Ao voar em forma de V, o bando se beneficia com muito mais força de vôo do que uma ave voando sozinha.

Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil, pois viajam beneficiando-se de um impulso mútuo.


Sempre que uma ave sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinha. Rapidamente, ela entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.

Se tivéssemos o mesmo sentido, manter-nos-íamos em formação com o que lideram o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando a ave líder se cansa, ela muda de posição dentro da formação e outra assume a liderança.
Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis, e isto serve tanto para as pessoas quanto para as aves que voam juntas. As aves de trás gritam encorajando as da frente para que mantenham a velocidade.

Finalmente quando uma ave fica doente ou, se fere, duas aves saem da formação e a acompanham para ajudá-la e protegê-la. Ficam com ela até que consiga voar novamente ou morra. Só então, levantam vôo, sozinhas, ou em outra formação.

Se tivéssemos o sentido das aves também ficaríamos da mesma forma um ao lado do outro para apoiar o mais fraco.

Fonte: Livro: Códigos da Vida - Autor: Legrand - Editora: Soler Editora

sábado, 25 de julho de 2009

Novos livros sobre Autismo

De férias da faculdade tenho ocupado minhas noites brincando com meus filhos e estudando mais sobre autismo, recentemente adquiri alguns livros que estão me ajudando bastante no entendimento do autismo e facilitando a minha interação com Peu.

Estes livros não são encontrados em livrarias, para maiores informações basta clicar nos links abaixo.

Brincar para Crescer
Autores: Tali Berman e Abby Rappaport

O livro Brincar para Crescer contém 201 exemplos de atividades projetadas para ajudar crianças especiais a desenvolver habilidades sociais fundamentais.

As atividades estão divididas de acordo com os 5 estágios do desenvolvimento descritos no Modelo de Desenvolvimento do Programa Son-Rise®, e cada atividade foi projetada para trabalhar uma habilidade específica dentro de um determinado estágio.

Brincar para Crescer é um ótimo companheiro para pais e profissionais ligados a crianças de todo o espectro do autismo. O livro auxilia pais e profissionais a promover o desenvolvimento de habilidades de suas crianças enquanto estas se divertem brincando em motivadoras atividades interativas.

Mais informações: Inspirados pelo Autismo



O Autismo sob o olhar da Terapia Ocupacional
Autor: Ariela Goldstein

Muitas são as abordagens que podem guiar o trabalho do terapeuta ocupacional e são elas que definem seu raciocínio clínico e suas ações com o cliente. A abordagem que utilizamos neste guia é a da Integração Sensorial.

A Integração Sensorial é a habilidade do sistema nervoso central de absorver, processar e organizar respostas adequadas às informações trazidas pelos sentidos; é "um processo neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente, de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente."

Com a abordagem de Integração Sensorial em mente e o conceito de Terapia Ocupacional formado, construímos este guia de orientação para pais de autistas, pois os consideramos parceiros neste trabalho.

Os pais são as pessoas ideais para nos dizer sobre como é o dia-a-dia de seu filho, seu comportamento, do que gostam ou do que não gostam. Auxiliá-los a conhecer e entender alguns comportamentos diferentes observados pode ajudá-los a lidar com as dificuldades nas situações do dia-a-dia.

Este guia nos ajuda a ter uma visão diferenciada do comportamento do autista, à partir do momento em que passamos a conhecer e perceber melhor o mundo dos sentidos.

Mais informações: Terapia Ocupacional Pediátrica

domingo, 19 de julho de 2009

Desafiando mitos populares sobre o autismo

Por Rachel Cohen-Rottenberg

Na Primavera passada, eu e minha família nos mudamos de nossa fazenda de 22 acres no oeste de Massachusetts para o centro de Brattleboro. Foi o início de uma nova vida juntos.

Seis meses mais tarde, aos 50 anos de idade, fui diagnosticada com a síndrome de Asperger, uma forma de autismo de alto grau de funcionamento. Longe de ser um momento de desgosto, o meu diagnóstico foi um motivo de grande celebração. Pela primeira vez, a minha vida fez sentido.

Eu sempre me senti muito diferente das outras pessoas. Eu sempre tinha um sentimento de isolamento, sem que eu pudesse encontrar qualquer tipo de explicação.

O tema do autismo sempre tinha me fascinado, mas a idéia de que eu poderia ser autista parecia absurdo. Eu tinha ido para a faculdade, fiz amigos, e trabalhava em tempo integral. Eu havia casado e constituído uma família. Como eu poderia ser autista? Afinal, as pessoas autistas vivem trancadas em seus próprios mundos estranhos, incapazes de se comunicarem ou conviverem em sociedade.

Ou então eu pensei. Eu já havia percorrido um longo caminho desde então. No processo de compreender-me como uma mulher autista, eu tinha de me desfazer de todos os mitos que eu já tinha ouvido sobre o assunto. Estes mitos incluem o seguinte.

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Mito nº 1: Todas as pessoas autistas são não-verbais e de baixo funcionamento.

O espectro do autismo é uma condição. Nos Estados Unidos, uma pessoa em cada 150 é autista, e mais da metade de todas as pessoas autistas têm síndrome de Asperger. Além disso, muitas pessoas sob o espectro encontram-se entre o alto grau de funcionamento e o baixo funcionamento extremo. Na verdade, algumas pessoas começam mais severamente afetadas e podem tornar-se de alto funcionamento à medida que crescem e aprendem.

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Mito nº 2: O autismo é uma doença mental.


Autismo não é um distúrbio psicológico. É uma condição neurológica em que o cérebro e o sistema nervoso são extremamente sensíveis a estímulos sensoriais.

Quando uma pessoa recebe informações sensoriais provenientes do ambiente, elas intuitivamente filtram, priorizam, e respondem a informação de uma forma proposital. Para as pessoas autistas, o processamento sensorial funciona de modo muito diferente. A informação vem com toda a carga, sem nenhuma filtragem.

Por exemplo, eu não tenho quase nenhuma capacidade de filtrar informações auditivas. Algumas vezes, ouço uma cacofonia de sons e vozes, todos ao mesmo volume alto. É difícil para mim ter uma conversa com um monte de som em segundo plano.

Locais barulhentos, cheios de gente ou situações desestruturadas provocam imediatamente em mim uma sobrecarga sensorial. Também possuo uma experiência visual do mundo muito intensa. Estou constantemente analisando o ambiente ao meu redor, observando os mínimos detalhes, na tentativa de ordenar-los em algum tipo de padrão. Porque o mundo visual muda constantemente, e meu processo de organização nunca pára.

Só recentemente que eu percebi que a maioria das pessoas não tem a experiência visual do mundo com a mesma intensidade que o faço.

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Mito nº 3: Pessoas autistas não sentem empatia.

Ao contrário do que se pensa, as pessoas autistas têm muitas vezes um excesso de empatia. No entanto, devido às nossas sensibilidades sensoriais, nem sempre podemos ser capazes de demonstrar isso.

Quando criança, eu era muito sensível e frequentemente experimentava o sofrimento dos outros. Por exemplo, em uma escola hebraica, assistimos a um filme que mostrava o que tinha acontecido nos campos de concentração nazistas durante o Holocausto. Eu vi filmes em que pessoas eram alinhadas na beira de uma vala e eram fuziladas. A empatia que senti pelas pessoas foi imediata. Senti o mesmo que eles estavam enfrentando, como se aquilo também tivesse acabado de acontecer comigo naquele momento.

Durante muitos anos desde então, tenho consciência de que quando eu ando em uma sala cheia de gente, vou sentir a experiência emocional de todos os presentes. É como se todas as emoções vinhessem direto através de mim. Todo esse sentimento vem muito mais rápido do que eu posso processá-lo, eu sinto o seu impacto. Tornar-me muito desorientada, tanto que tenho dificuldade em sentir ou pensar em qualquer coisa.

Meu marido normalmente percebe quando eu estou tendo essa experiência. Ele diz: "Você está fora do ar, não é mesmo?" Para o que só posso afirmar com a cabeça um enfático "Sim".

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Mito nº 4: As pessoas autistas são antisociais.

Pessoas autístas muitas vezes têm dificuldades de comunicação porque não são capazes de ler intuitivamente dicas não verbais, tais como expressões faciais e linguagem corporal.

Eu aprendi que recentemente dicas não verbais perfazem cerca de 90 por cento de qualquer conversa. Até o meu diagnóstico, eu não tinha idéia de que a linguagem não verbal sequer existia.

Quando converso, presto bastante atenção as palavras que acabei de ouvir. E, por isso , eu gasto mais tempo ouvindo, traduzindo, pensando e respondendo a uma pessoa neuro-típica.

A minha resposta as vezes é um pouco atrasada. Muitas vezes as pessoas interpretam a minha resposta demorada como uma falta de interesse. Sob a maioria das circunstâncias, elas estão erradas.

Eu não acho que seja possível para mim ficar muito tempo sem conversar com outras pessoas. No entanto, 10 minutos de conversa com uma pessoa pode ser bastante cansativo. Uma conversa com mais de uma pessoa ao mesmo tempo é quase impossível. E quando você acrescentar à mistura da minha sensibilidade sensorial e emocional, obtém-se uma pessoa que requer uma grande dose de solidão.

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Mito nº 5: As pessoas autistas não fazem contato visual, porque elas não se importam com o que as pessoas têm a dizer.

Acho contato visual muito difícil, mas não tem nada a ver com saber se estou interessada em o que alguém está me dizendo. Na verdade, se eu estou interessada, eu costumo desviar o olhar da pessoa, a fim de pensar claramente.

Ao longo dos anos, em uma tentativa de mascarar essa minha dificuldade, eu tenho desenvolvido uma série de disfarces, incluindo a capacidade de fazer e manter contato visual. No entanto, a habilidade não vem naturalmente.

Exceto para o meu marido e minha filha, eu utilizo um tímido contato visual com a maioria das pessoas, sim, da mesma forma quando lanço um tímido olhar diretamente para o sol. Quando eu olho para os olhos de uma pessoa, tenho essa experiência profunda que para mim é uma sensação esmagadora.

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Mito nº 6: As pessoas autistas não podem ter as suas próprias famílias.

Muitas pessoas autistas são casadas e criam filhos. Tanto o meu marido como minha filha são neuro-típicos, e eu adoro eles.

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Mito nº 7: As pessoas autistas são quebra-cabeças com peças faltando.

A utilização da metáfora "quebra-cabeças faltando peças" para descrever autismo é uma grande fonte de dor para mim.

Antes do meu diagnóstico, eu costumava sentir que eu tinha peças desaparecidas. Depois que eu descobri que eu tinha a síndrome de Asperger, todas as peças da minha vida começaram a se unir para formar um quadro coerente, uma imagem reconhecível. Pela primeira vez na minha vida, me senti completa.

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Mito nº 8: As pessoas autistas têm baixa inteligência.

Pessoas autístas têm diferentes níveis de inteligência, assim como a as pessoas neuro-típicas também. O teste utilizado para medir a inteligência fez uma profunda diferença no resultado da avaliação.

Em 2007 um estudo realizado com crianças autistas e neuro-típicas utilizou dois testes de QI: o teste WISC (que se baseia em perguntas e respostas verbais) e os Raven's Progressive Matrices teste (que mede a capacidade de fazer abstração de alto nível e raciocínio complexo).

Nenhuma criança autista fez pontuação alta no teste de inteligência WISC; na verdade, um terço pontuou na faixa de baixa inteligência. No entanto, um terço das crianças autistas pontuaram na gama de alta inteligência sobre o teste Raven's. Adultos autistas e neuro-típicos foram testados, também, com os mesmos resultados.

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Mito nº 9: as pessoas autistas não gozam a vida.

Para algumas pessoas autistas, esta afirmação é verdadeira, tal como é verdade para qualquer outro grupo de pessoas. No entanto, muitos de nós encontramos uma grande alegria em nossos entes queridos, e podemos focar como um raio laser sobre os nossos interesses especiais durante horas a fio. Minha família, meus amigos, a minha arte, a minha música, meus textos, e meu trabalho comunitário são constantes fontes de alegria e satisfação.

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Mito nº 10: O autismo é uma doença que necessita de uma cura.

Esta declaração é o foco do debate apaixonado. Como muitos outros, eu não considero o autismo uma doença. Os pesquisadores do Instituto Brain-Mind na Suíça escreveram em 2007 um artigo, "A pessoas autistas são indivíduos com notáveis talentos e capacidades muito acima da média, como: maior percepção, atenção e memória. Na verdade, é essa hiper-funcionalidade que poderia tornar os indivíduos debilitados. "

Atualmente, não existe cura para o autismo. Eu entendo porque algumas pessoas sobre o espectro possam querer uma cura. Ser autista, mesmo com um alto nível de funcionamento, é muito difícil. Para as pessoas que estão sob o grau severo do espectro, a condição pode ser verdadeiramente incapacitante.

Pessoalmente, eu não quero ser curada. Autismo me faz quem eu sou, e ele me deu muitos dons.

Sou sensível, empática, e artística. Vejo uma grande beleza no mundo, e eu sinto muito profundamente suas injustiças. Eu sou muita direta nas minhas palavas e, por essa razão, as pessoas intuitivamente confiam em mim.

Não gostaria de ser diferente.

Estou orgulhosa de quem eu sou.

Levou-me 50 anos para descobrir a verdade sobre a minha vida.

No tempo que me resta, planejo mostrar a todos o valor desta verdade.

Fonte: http://www.commonsnews.org/test3/story.php?articleno=694

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Autismo... Uma Visão Metafísica

Milhões de famílias em todo o mundo são afetadas pelo autismo. Embora algumas pesquisas tenham produzido grandes progressos na compreensão desta condição, a ciência ainda não sabe exatamente o que gera esse tipo vida para algumas crianças e não para outras.

Neste artigo, gostaria de apresentar uma visão metafísica sobre o Autismo. Eu sei que isto vai parecer um pouco "irreal" para algumas pessoas, mas vamos dar-lhe uma chance. Se você aceitar a premissa de que somos seres espirituais tendo uma experiência humana, então podemos ter este ponto-de-vista.

Do que tenho lido, existe uma possibilidade de que crianças com autismo não tenham suas consciências completamente presas a este lado do véu. Se nós dermos um passo a mais e aceitar a premissa de que todos nós escolhemos a nossa condição inicial de vida antes do nascimento para o mundo físico, então a condição do autismo se torna uma "escolha" em vez de uma "condição". Esta é uma grande afirmação.

Agora só porque optamos por uma condição de nascimento antes de chegarmos, não significa que temos de permanecer nesse estado. Este é o momento em que o livre-arbítrio entra em jogo.

Cada criança é única, evidentemente, de modo que os motivos para fazer esta escolha inicial podem ser infinitos. Para dar um pouco de apoio a esta teoria, eu sei de alguns videntes ou "médiuns" que têm a capacidade de comunicarem-se claramente com estas crianças. Como é que eles fazem isso? Todos eles dizem que a conexão é o espírito da criança, ou alma.

Então, se tudo isto é verdade, será que isso deixa-nos uma forma de cura? Como podemos persuadir uma criança à conscientemente fixar-se mais firmemente no mundo físico? Não vou fingir que tenho a resposta. No entanto, há um monte de investigação em curso nesta área e tem havido alguns bons resultados. Um, que eu saiba, é este grupo: A matriz energética. Eles oferecem um programa de tratamento gratuito para as famílias com crianças que têm autismo. Vale a pena explorar.

Eu entendo esta teoria vai ser difícil de digerir para algumas pessoas. No entanto, há uma quantidade crescente de evidências científicas no mundo da Física Quântica, que suporta esta conexão espiritual para todos nós. Se você gostaria de ler um pouco mais sobre este assunto, gostaria de sugerir A cura espontânea da crença de Gregg Braden.

Fonte: http://www.examiner.com/x-12013-Baltimore-Metaphysical-Examinery2009m7d7-AutismA-Metaphysical-View