quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Autismo: Quem é o bobo nessa história?

Por Erivelton Rodrigues

Você já ouviu falar em autismo? Um dia desses,grande parte dos brasileiros ouviu e de uma forma no mínimo leviana.

"Se nós fossemos pessoas melhores levaríamos a Bozena ao médico. Agora me ocorreu que eu tenho a impressão de que a Bozena é autista.

Lembra de um filme que a gente viu com Tom Cruise, que o irmão era meio bobo, era autista?"

Esta frase foi pronunciada durante a programação da maior emissora de televisão do país. Trata-se de uma fala do personagem Mário Jorge do programa humorístico "Toma lá, dá cá", vivido pelo ator Miguel Falabella, que também assina a obra como autor.

No diálogo, Mário Jorge depreciava a empregada Bozena, vivida pela atriz Alessandra Maestrini.
Pois bem, está no dicionário: "Bobo: Pessoa que quer divertir os outros com trejeitos, caretas e ditos tolos".

Também está no dicionário o significado do termo autista: "Pessoa que sofre de autismo" que por sua vez quer dizer "Estado mental caracterizado pela tendência a alhear-se do mundo exterior e ensimesmar-se".

E vamos além: O autismo é uma desordem comportamental que geralmente impede que a pessoa que sofre dela desenvolva relações sociais normais, se comportando de maneira compulsiva e ritualista. Não se trata de um retardo mental ou lesão cerebral como muitos pensam, embora vários autistas apresentem também estes problemas.

Os sinais do autismo costumam aparecer antes dos três anos de idade e sua causa é desconhecida, apesar de haver vários estudos como tentativas de encontrá-la.

Pode ocorrer atraso na iniciação da fala de uma criança autista com relação a outras crianças da mesma faixa etária de idade. A criança autista costuma se isolar, não por estar desinteressada por relacionamentos com outras pessoas mas por ter dificuldade em iniciar, manter e terminar uma conversa.

Ela não possui o hábito de abraçar, olhar no olho das outras pessoas e ao falar pode ser que o faça de forma diferente ou que não o faça, algumas vezes por não poder, outras por não querer.

Também podem ser encontrados nos indivíduos com autismo,outros sintomas tais como: Risos e sorrisos inapropriados, resistência a mudar de rotina, insistência com gestos idênticos, pequena resposta aos métodos normais de ensino, aparente insensibilidade à dor, repetição de palavras ou frases, hiper ou hipo atividade física, angústia sem razão aparente, não responde às ordens verbais atuando como se fosse surdo, dificuldade em expressar suas necessidades empregando gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras,etc.

Existem vários graus de autismo, podendo haver portanto, autistas mais sociais, intelectuais e por diversas vezes não muito diferentes das pessoas tidas como normais. O diagnóstico da doença é feito por meio de observação.

Enfim, tentemos responder agora, a pergunta feita no título: Quem é o bobo nessa história?

Existe virtude em instigar julgamentos preconceituosos utilizando de um meio de comunicação de massa, de concessão pública, em nome de uma audiência conquistada à qualquer custo? O ator pediu desculpas pelo ocorrido, mas que não se confunda o ato de pedir desculpas por uma falha, com o ato de apagá-la.

Bobo o autista? Não. Bobo, o artista.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Técnica para tratar autista mais cedo traz ganho de QI

Um estudo pioneiro da Universidade de Washington publicado nesta terça-feira (1º) na revista "Pediatrics" revela que bebês com transtornos do espectro autista podem ter ganhos de comunicação, de interação social e de QI quando submetidos a uma intervenção intensiva precoce, a partir dos 18 meses de idade.

Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Projeto de Autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, apesar de o método ser aplicado há mais de 20 anos em crianças mais velhas, inclusive no Brasil, o trabalho é original ao revelar eficiência em uma faixa etária mais baixa. "Sabe-se que, quanto mais cedo se tem o diagnóstico, melhor, mas ninguém tinha feito um estudo grande assim."

O médico defende que o método seja aplicado [no serviço público] no Brasil "o mais urgente possível". "É muito mais barato investir quando a criança é pequena do que gastar bilhões com adultos e adolescentes, quando não se tem praticamente nada a fazer."

Ana Maria Mello, superintendente da AMA (Associação de Amigos do Autista), também é a favor de tratar cedo. "A intervenção precoce faz toda a diferença. A partir dos dois anos de idade, os resultados já são muito bons", afirma.

Luiz Celso Vilanova, chefe do Departamento de Neurologia Infantil da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), acha a proposta positiva, mas faz uma ressalva. "Se esse método é melhor do que outros, não dá para saber [pelo estudo], mas ele é multidisciplinar, foi elaborado por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pediatras, neurologistas", afirma.

Segundo ele, poucos centros no país atendem o autista de maneira intensiva, como no estudo. Para Vadasz, sua aplicação não é viável na rede pública. "Na particular, custa de R$ 1.000 a R$ 2.500 por mês."
Diagnóstico

Segundo Vilanova, nem sempre é possível, aos 18 meses, diagnosticar o autismo infantil.

"Mas posso colocar no grupo de distúrbio invasivo do desenvolvimento [doenças caracterizadas por dificuldade de interação social e de comunicação e por um repertório restrito de interesses e atividades, como o autismo] quando a criança tem comprometimento de linguagem, de habilidades motoras, comportamentos repetitivos.

Há casos em que dá para saber, mas há outros em que não", diz ele.

O diagnóstico depende ainda do acesso aos serviços de saúde. "Em famílias mais ricas, tenho visto aos dois anos. No SUS, há crianças de cinco anos sem diagnóstico, que terão muito menos ganhos do que se tivessem iniciado o trabalho antes."

Mello afirma conhecer apenas um caso de diagnóstico de criança com menos de dois anos de idade, mas acredita que a tendência é que os médicos detectem a doença cada vez mais cedo, por terem maior acesso à informação.

Fonte: Gazetaweb

Tratamento precoce é eficaz

Estudo dos EUA constata que tratamento de autismo em bebês é eficaz


O tratamento de autismo se mostra mais eficaz quanto mais cedo for iniciado. Um estudo realizado nos Estados Unidos constatou resultados animadores em crianças diagnosticadas com a doença e que começaram a ser tratadas de forma mais rigorosa a partir do 1º ano de vida.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Washington concluiu que o tratamento pode amenizar muito os sintomas da doença. Foram avaliadas 48 crianças autistas, entre 1 ano de meio e 2 anos e meio.

Um grupo foi selecionado aleatoriamente para receber um tratamento especializado, conhecido como Early Start Denver, focado na interação e na comunicação - as maiores dificuldades das crianças autistas. A outra parte era atendida de forma menos abrangente e intensa.

Em uma das etapas ao que o primeiro grupo foi submetido, os pais e terapeutas seguram repetidamente brinquedos muito próximos ao rosto da criança, para que ela seja obrigada a manter contato visual. Em outro exercício, a criança é recompensada por usar palavras para pedir brinquedos. Foram quatro horas de atenção dos terapeutas durante cinco dias na semana, e o tratamento era repetido em casa, com os pais, por pelo menos mais cinco horas semanais.

Resultados - Depois de dois anos, o Quociente de Inteligência (QI) das crianças do primeiro grupo subiu, em média, 18 pontos, enquanto os que foram submetidos a outros tratamentos tiveram aumento médio de sete pontos. Reavaliados, quase 30% do grupo foi diagnosticado com uma variação menos severa do autismo, contra apenas 5% do outro grupo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que nenhuma criança foi "curada".

O tratamento cada vez mais cedo do autismo, apesar de receber atenção especial dos especialistas, continua sendo um assunto controverso, já que são escassas as evidências rigorosamente comprovadas de que esse tipo de tratamento realmente funciona. Mesmo assim, o recente estudo é de grande importância e representa uma marco na área, afirmou Tony Charman, especialista em autismo do Instituto de Educação de Londres.

Fonte: Veja.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Audiência pública sobre autismo em Brasília

Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.

A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.

Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo.

A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.

Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.

- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga que Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.

Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.

- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.

Incompetência

A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.

O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.

Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.

- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Projeto

As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.

O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.

Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.

Iara Farias Borges / Agência Senado

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul que usaria pra pegar uma peça no sábio.

- O que você vai fazer? - perguntou a irmã

- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la.

E assim qualquer resposta que o sábio nos der está errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.

- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você. Ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não).

Nossa vida está em nossas mãos, assim como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.

Autor desconhecido

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O uso de probióticos para aliviar os sintomas do autismo

Por Sylvia Anderson - Alternative Health Journal

Os probióticos estão se tornando um grande tema de discussão no campo da medicina, bem como entre os pesquisadores e cientistas em toda parte.

Probióticos, também conhecidos como bactérias "boas" ou "amigáveis", estiveram sob os holofotes dos pesquisadores que questionaram quais benéficos eles trariam como um tratamento para o autismo.

Autismo é uma transtorno caracterizado por um amplo grupo de desordens no neurodesenvolvimento, em que a interação social dos portadores é bastante prejudicada.

Baseado nisso, muitos querem saber como probióticos podem desempenhar um papel no tratamento do autismo. No entanto, o autismo é composto por vários sintomas físicos, além dos sintomas psicológicos e neurológicos. Um dos principais sintomas físicos encontrados em pacientes com autismo são os problemas de estômago. Isso ajuda a explicar onde probióticos entram em jogo uma vez que os probióticos são benéficos ao estômago e ao revestimento
intestinal.

A pesquisa mostrou que crianças com autismo têm uma grande quantidade de bactéria Clostridium em seu corpo, que em certos níveis, podem produzir toxinas que afetam o cérebro. Embora não tenha sido determinada medicamente que bactéria Clostridium é realmente a causa dos sintomas do autismo, verificou-se que os pacientes que foram dados probióticos apresentaram melhora.

Probióticos são grupo de microorganismos vivos, incluindo cepas de Bifidobacterium e Lactobacillus, bem como vários tipos de levedura, que quando ingeridos melhoram o equilíbrio do trato gastrointestinal. Em termos mais simples, os probióticos podem ajudar a fornecer ao estômago uma grande quantidade de bactérias boas para prevenir ou minimizar os problemas de estômago característica das crianças autistas, como inchaço, dores de estômago, prisão de ventre e outros problemas intestinais.

Muitos pais de crianças autistas estão descobrindo que seus filhos têm menos problemas digestivos quando administrada uma dose diária de probióticos. Será uma coincidência ou algo mais digno de investigação? Os cientistas, bem como os pais definitivamente sentem que este assunto é merecedor de mais investigação e pesquisa, pois se os probióticos podem realmente
ajudar as crianças autistas com problemas digestivos, isso pode ajudar a outros sintomas, incluindo efeitos psicológicos positivos.

Infecções fúngicas é outro problema que afeta muitas crianças com autismo. Mas doses regulares de probióticos parecem equilibrar o crescimento de fungos.Tenha em mente que nossos corpos são normalmente constituídos por boas e más bactérias, no entanto, nossa má alimentação e estilo de vida tendem a permitir que as bactérias más possam assumir. A adição de probióticos
na alimentação, seja em suplementos ou alimentos à base de probióticos, permitirá que as boas bactérias assumam o controle.

Outros estudos recentes sobre as crianças autistas incluem o papel que os probióticos tem na mudança do comportamento e humor. Um grupo de crianças autistas foi reunido e metade deles receberam probióticos, enquanto a outra metade recebeu probióticos "falsos" (os pais não foram informados qual tipo de probiótico seu filho havia recebido). O resultado deste teste foi que os pais cujos filhos receberam o probiótico real viram notáveis melhorias comportamentais em seus filhos. Eles possuíam melhor atenção, melhor concentração e apresentaram em geral um melhor humor.

Os pesquisadores não tinham certeza se a melhora do humor e disposição foi por causa dos efeitos psicológicos positivos dos probióticos ou se as crianças se comportaram melhor, porque eles simplesmente se sentiram melhor fisicamente. Assim, houve melhoria efeitos psicológicos ou melhoria efeitos físicos? Muitos sentem que não importa contanto que estejam mostrando
melhorias quando estiverem usando probióticos.

Fonte: http://www.alternativehealthjournal.com/article/the_use_of_probiotics_to_relieve_autism_symptoms/3869

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sinto-me só

Uma história tocante sobre uma família simultaneamente destruída e unida pelo autismo

"Um menino está sentado sozinho em um tapete branco manchado, com o canto de um cobertor desfiado enfiado na boca, balançando a cabeça, os dedos das duas mãos girando na altura das orelhas. Ele não parece sentir falta de companhia ou estar ansioso para buscá-la. Se você diz oi, ele não olha para você nem se volta na direção de sua voz. Se você se coloca em sua linha de visão, ele desvia o olhar..."

Karl Taro Greenfeld soube desde cedo que seu irmãozinho, Noah, não era como as outras crianças. Ele não engatinhava, tinha dificuldades para fazer contato visual e interagir com outros membros da família.

À medida que Noah foi crescendo, suas diferenças se tornaram ainda mais pronunciadas - ele era incapaz de se comunicar verbalmente, usar o banheiro e amarrar os sapatos, e, apesar da atitude angelical, sempre tinha explosões violentas.

Nenhum médico podia indicar com precisão o problema de Noah; nenhum especialista ia além do diagnóstico geral: autismo. Os pais do menino, Josh e Foumi, dedicaram a vida a cuidar do filho mais novo com variadas abordagens - uma experiência desafiadora e frequentemente dolorosa.

Agora, pela primeira vez, o aclamado jornalista Karl Taro Greenfeld fala sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância.

Sinto-me só são suas memórias brutalmente honestas.

Ao tecer tudo que os Greenfeld viveram na busca pelo tratamento de Noah com a história profundamente tocante de dois meninos diferentes crescento lado a lado, este livro levanta questões cruciais: os relacionamentos podem existir sem a linguagem? Como pais, que estão envelhecendo, podem ajudar uma criança autista e, depois, um adulto que não é autossuficiente a se tornar membro da sociedade?

Sinto-me só é um tocante livro de memórias. Greenfeld fala, com honestidade, sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância. A relação entre os dois é uma verdadeira lição sobre o que significa ser uma família, um irmão, uma pessoa.

A franqueza de Sinto-me só é arrebatadora e não deixará ninguém indiferente. Um exemplo de humanidade.

Editora: Planeta
Autor: KARL TARO GREENFELD
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 360
Acabamento: Brochura