quarta-feira, 24 de março de 2010

Autismo e a Doutrina Espírita

Dr. Ricardo Di Bernardi é médico pediatra e homeopata geral. Presidente e fundador do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis e da AME SC – Associação Médico-Espírita de Santa Catarina, Brasil. Escritor e autor dos reconhecidos livros "Gestação sublime Intercâmbio", "Reencarnação e Evolução das Espécies", "Dos Faraós a Física Quântica", "Reencarnação em Xeque" e "Voo Livre – Um estudo sobre reencarnação".

Neste texto ele nos mostra a relação existente entre Espiritismo e autismo.

1 - A doutrina Espírita pode nos facultar compreender que um autista não o é por acaso biológico, nem seus pais e familiares estão convivendo com ele por uma mera casualidade. Há uma continuidade de vidas anteriores e sobretudo continuidade do período intermissivo (entre as encarnações) ou erraticidade. Assim sendo convém considerar que o autismo decorre de causas pretéritas, em especial do período da chamada "erraticidade" quando posturas psíquicas foram determinantes para esta situação que será transitória no decurso do tempo.

2 - O autismo, segundo alguns autores encarnados e desencarnados, é uma expressão física, de uma importante desarmonia espiritual na qual o espírito recusa insistentemente reencarnar, rejeita ou não quer e não admite renascer. Em função disto, traz um aspecto de estar ausente, não adaptado, a realidade encarnatória.

3 - A doutrina espírita pode também auxiliar no tratamento e orientação aos familiares: além das sempre recomendáveis posturas universais e cristãs, de compreensão, carinho e respeito, há atitudes que podem beneficiar a um espírito encarnado nesta situação.

3.1 - Conversar com o autista quando ele estiver dormindo, pois a conversa é captada pelo inconsciente (espírito) este é quem está doente. Durante o sono o cérebro está dando espaço para que comuniquemos diretamente com o espírito, nesta conversa, falar devagar, pausadamente e dizer:

- Estamos contentes porquê você está aqui entre nós.

- Você tem muito que fazer aqui na Terra.

- Você vai ser feliz nesta vida.

- Nós te amamos muito.

- Você é inteligente, nós sabemos (repita) que você é inteligente.

- Você é amoroso, (repita) nós sentimos que você é amoroso.

Conte fatos bonitos, fale das belezas da natureza, da amizade, do amor etc.

Depois ou antes da conversa coloque músicas suaves.

3.2 - Mentalizar o chakra frontal (testa entre os olhos) enviando em pensamento uma energia luminosa azul clara e brilhante, repetindo pensamentos claros, lúcidos, curtos, por exemplo:

"Amanhã será sábado, sábado (repetir) é dia de (citar)...,"

"Quando acordar você vai pensar em bom dia, você vai dizer bom dia, eu vou dizer bom dia para você... "

Imagine e repita: "Uma energia agradável, bela, azul, clara e brilhante está entrando pela testa, diga: "a sensação é "boa"!
Repetir as frases...mentalize e fale da cor azul.

3.3 - Mentalizar o chakra cardíaco, imaginar uma energia luminosa rosa, envolvendo o coração do autista, dizer que é uma energia "boa ".

Fale: "agora você vai sentir a energia do nosso amor, sinta o amor entrando com esta energia rosa."

"Sinta a energia do carinho, fulano (diga o nome da pessoa) pense: eu gosto de... (cite) eu amo... eu sou capaz de amar, (fale devagar) eu sou capaz de gostar das pessoas."

"Meus olhar vai dizer que eu amo as pessoas."

Assim por diante.

3.4 - Pode-se e deve-se colocar o nome nos trabalhos espirituais de irradiação. Não recomendaríamos irradiação colectiva, mas individual, isto é específica para a pessoa ou o caso.

3.5 - Administrar passes.

3.6 - Indicar água energizada

3.7 - Preces

3.8 - Trabalhos de desobsessão (considerar que o problema não seja obsessão mas auto-obsessão, portanto dar ser dado este enfoque, esta condução)

3.9 - Orientar para manter o acompanhamento médico

4 - Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita paciência.

Abraço fraterno.
Dr. Ricardo di Bernardi

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

terça-feira, 23 de março de 2010

A perfeição de Deus

No Brooklyn, em Nova Iorque, EUA, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a sua vida escolar, enquanto outras, podem ser encaminhadas para uma escola comum.

Num jantar de beneficência de Chush, o pai de uma de suas crianças, fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:

“Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que Deus faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?”

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas, ele continuou:

“Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança”.

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:

Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque, onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando baseball.

Pedro perguntou-me:

– Pai, você acha que eles me deixariam jogar?

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas, entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação.

Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar.O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:

– Nós estamos perdendo a seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até à nona rodada.

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino.

Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas, ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar.

Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e abdicar da possibilidade de ganhar o jogo?

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo mundo sabia que isto seria quase impossível, porque, ele nem mesmo sabia segurar o bastão.

Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.

Foi feito o primeiro arremesso e Pedro perdeu, balançando o bastão de forma desajeitada.

Um dos companheiros de equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro.

Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro de equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.

O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.

Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.

Então, todo mundo começou a gritar: “Pedro, corre para a primeira base, corre para a primeira”. Nunca na sua vida ele tinha corrido, mas, saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustados.

Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois, ele ainda estava correndo.

Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.

Todo mundo gritou: “corre para a segunda, corre para a segunda base”.

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.

Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção da terceira base e todos gritaram: “corre para a terceira”.

Ambas as equipes correram atrás dele gritando: “Pedro, corre para a base principal”.

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele um herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele”.

“Naquele dia”, disse o pai, com lágrimas caindo sobre a face, “aqueles 18 meninos alcançaram a perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!”

“Jamais diga para Deus que você tem um grande problema; diga ao seu problema que você tem um grande Deus!”

segunda-feira, 22 de março de 2010

Adam - Síndrome de Asperger

O jovem engenheiro eletrônico Adam acaba de perder o pai. Com dificuldades de se socializar, vive isolado em seu apartamento excessivamente organizado em Nova York. Sua rotina se transforma quando a atraente Beth se muda para o andar de cima. Inicialmente reticente com o comportamento estranho do vizinho, ela aos poucos passa a conhece-lo melhor e a entender as razões por trás de suas dificuldades de comunicação.

Adam possui a Síndrome de Asperger, um tipo de autismo que faz com que ele tenha certa dificuldade em identificar os pensamentos e os sentimentos das pessoas que o rodeiam.

Percebendo o interesse de Adam e a ligação profunda que se formou entre eles, Beth resolve dar uma chance ao relacionamento. Competição do Festival de Sundance 2009.




Download no Megaupload dublado em português

http://www.megaupload.com/?d=DPGR0KD7

Diferentes tipos de aprendizes

Estilos de aprendizagem baseiam-se na forma como assimilamos informação. Podemos aprender através da visão, do toque e/ou da audição. Também temos diferentes tipos de memória – algumas pessoas têm mais facilidade de se lembrar de acontecimentos do que outras. Algumas pessoas aprendem detalhes, enquanto outras gostam de ver o todo. A maioria das pessoas tem um estilo de aprendizagem preferido – a maneira pela qual aprendem melhor. Seu filho também tem um estilo de aprendizagem preferido.

Aprendizes de rotinas


Muitas crianças com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), como Michele, obtêm informações memorizando coisas sem pensar. Essas crianças memorizam uma enorme quantidade de informações – tais como números e letras – quando pequenas, e muitos fatos sobre assuntos específicos quando crescem. Se por um lado podem recitar a informação palavra por palavra, por outro freqüentemente não entendem o que estão dizendo.

Aprendizes Gestalt

Muitas crianças com TEA memorizam sentenças como um todo sem compreender o significado de cada palavra. Crianças que processam a informação desta forma têm um estilo de aprendizagem “gestalt”. Por exemplo, se der ao seu filho um brinquedo de banheira e disser “Ponha isso na água”, pode ser que ele atenda. Contudo, se der a ele um brinquedo de banheira e disser “Ponha isso na estante”, pode ser que ele o ponha na água. Seu filho comete esse erro porque associa qualquer frase que contenha a palavra “ponha” com uma ação específica, independentemente das outras palavras da frase.


Ao contrário de outras crianças que aprendem a falar usando palavras isoladas e depois gradualmente adquirem frases de duas palavras e sentenças curtas, crianças que são aprendizes gestalt começam a falar repetindo sentenças inteiras. Crianças com aprendizagem gestalt costumam lembrar de tudo em uma situação, mas quase sempre não conseguem discernir o que é importante do que não é.

Na figura, por exemplo, Felipe não consegue dizer ao pai como está se sentindo com as próprias palavras. Em vez disso, repete um trecho que memorizou de uma música que ele associa com tristeza.

Aprendizes Visuais

Se o seu filho gosta de olhar livros ou ver TV, pode ser um aprendiz visual. A maioria das crianças com qualquer dificuldade de linguagem aprende melhor quando vê coisas do que quando as ouve. Uma vez que a visão é o sentido mais forte, muitas dessas crianças ficam encantadas por livros ilustrados e vídeos.

Aprendizes “mãos na massa”

Se o seu filho gosta de apertar botões, abrir e fechar portas e/ou consegue entender o mais complicado dos brinquedos, o mais provável é que ele seja um aprendiz “mãos na massa”, que aprende melhor pegando ou mexendo nas coisas.

Aprendizes Auditivos

Se o seu filho gosta de conversar e ouvir outros conversando, pode ser um aprendiz auditivo, que gosta de obter informações através da audição. Não é comum que uma criança com TEA dependa primariamente da aprendizagem auditiva.

Fonte: Livro Mais do Que Palavras de Fern Sussman