sábado, 13 de setembro de 2008

Quais as causas do autismo?

As causas do autismo ainda estão por ser esclarecidas completamente.

As evoluções na pesquisa científica têm vindo a apontar para o fato de poderem existir diversas causas, algumas presentes, outras não, em determinada pessoa:
  • Parece existir uma pré disposição genética que pode dar origem ao aparecimento de autismo.
  • Alguns fatores pré e peri natais podem igualmente ter um papel determinante.
  • Pode haver uma conjunção entre o potencial genético e o meio ambiente (ex: infecções virais; exposição a determinados componentes do ambiente; desequilíbrios metabólicos).
  • Uma causa conhecida reúne o consenso: o autismo é causado por anomalias nas estruturas e funções cerebrais.

Causas Sociais do Autismo?

Uma das primeiras conclusões a que se chegou no início das investigações acerca das causas do autismo foi a de que não existe qualquer influência entre os estilos parentais, as características sociais de uma família (ex: cultura ou rendimento) e a manifestação de autismo.

Assim:

Em todo o mundo, o autismo manifesta-se de forma independente da raça, cultura, educação ou classe social dos indivíduos.

Estrutura e Funções Cerebrais

  • Muitos bebês que desenvolveram autismo tiveram um momento de crescimento atípico/ acelerado do cérebro e perímetro cefálico.
  • Alterações no nível de determinados neurotransmissores são frequentemente detectadas em crianças e adultos com autismo (ex: serotonina).
  • Técnicas de imagem cerebral mostram que as pessoas com autismo ativam diferentes áreas de processamento cerebral quando desenvolvem uma tarefa.
  • Foi encontrada uma diminuição do número de neurônios da amígdala – uma região do cérebro relacionada com o medo e a memória.

    Sabemos hoje que o autismo:
  • É mais frequente em indivíduos do sexo masculino - 4:1.
  • Há maior probabilidade de se manifestar em irmãos gémeos de pessoas com autismo.
  • Parecem existir “genes candidatos” (ou segmentos irregulares do código genético), em diferentes cromossomos que poderão transmitir uma predisposição para o autismo.

O autismo tem um padrão de transmissão genética complexo e “multifactorial”.

Não há uma transmissão genética direta da doença, não se conhece um conjunto circunscrito de cromossomos ou genes que possam ser responsáveis pela manifestação de autismo.

Fatores pré e peri natais

  • Existe um risco acrescido de manifestar autismo, em crianças cujas mães contraíram rubéola na gravidez, ou foram expostas a determinadas substâncias tóxicas.
  • Crianças com desequilíbrios metabólicos e outras condições clínicas (x-frágil; esclerose tuberosa; e fenilcetonúria não tratada), estão em maior risco de manifestar autismo.
  • Foram feitas investigações acerca da influência de substâncias tóxicas na manifestação de autismo (ex: doença celíaca, determinadas alergias ou intolerância a metais com o chumbo) (ex: não parece haver influência da vacina tríplice na manifestação de perturbação autística), no entanto nenhuma relação direta foi estabelecida. Esta é uma área onde é necessária mais investigação.

Interação: potencial genético/ ambiente

Parece haver uma interação determinante entre o potencial genético de uma criança e as condicionantes do meio ambiente.

É como se nascêssemos com o potencial para desenvolver uma síndrome autística, mas tal só iria acontecer se estivéssemos em contato com determinados fatores no ambiente que agiriam como um gatilho, desencadeador do AUTISMO.

Extraído de material da APPDA Lisboa

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