quinta-feira, 31 de julho de 2008

Autismo: Mitos e Verdades

O Mito: os autistas têm mundo próprio.
A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.

O Mito: os autistas são super inteligentes.
A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas tem variações de inteligência se comparados um ao outro. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.

O Mito: os autistas não gostam de carinho.
A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação a sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraça-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.

O Mito: os autistas gostam de ficar sozinhos.
A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentir-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem as vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação, quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.

O Mito: eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.
A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tendem a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da mãe geladeira foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.

O Mito: os autistas não gostam das pessoas.
A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.

O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.

O Mito: o certo é interná-lo, afinal numa instituição saberão como cuidá-lo.
A Verdade: toda a criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa de mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte, uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.

O Mito: ele grita, esperneia porque é mal educado.
A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, as vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança , isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ser a firmeza do outro.

Por Lucy Santos, extraído do site Bengala Legal

3 comentários:

  1. Meu nome é Laélson e também possuo um filho autista, o Luis Miguel, ele é muito carinhoso e esperto também o único problema é a comunicação é difícil descobrir o que ele quer as vezes, e tenho que tomar o cuidado de não superprotege-lo.
    É uma pena que onde moro não tenha nenhum tipo de assistencia para ele, e também minhas condições financeiras não me permitem que ele tenha um acompanhamento adequado. Ele frequenta uma escola regular e já está começando a aparecer os conflitos com outras crianças.
    E na parte da saúde até agora eu não consegui um laudo dos médicos, pois os mesmos não manifestam boa vontade de encaminhar para uma avaliação.
    Hoje ele está com 7 anos cursando a 2a serie do ensino fundamental. Mas com dificuldades.

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  2. Sou mãe de uma criança diagnosticada com distubio do comportamento ,da linguagem e do aprendifado,com traços de autismo.Meu filho se chama Bruno e tem 5 anos de idade.Ele é muito inteligente para desenho e pintura , mas não consegue estudar , nem acompanhar a escola .Meu filho quando estar perto dos amiguinhos autista se diferencia por ser tão esperto , ja na escola regular não acompanha e se isola das outras criaças ,sendo assim tivemos para o bem dele tira-los pois a escola tinha dificuldade de lidar com ele.Nós sofremos muito por não comseque uma escola especializada em ensinar nosso filho.ele precisa de tratamento pisicopedagogico,fonodiologo,terapeuta e neurologico por tempo que só Deus sabe. Sou uma mãe que deseja não só pra bruno mas pra todos os Autista mas diquinidade e respeito para os nossos filhos. Que Deus os abençoe.Dia 24 /11/2010.

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  3. Venho lhe parabenizar por este blog, estou maravilhada com a clareza das informações, sou Psicóloga e atuo na área da saúde mental, porém todo meu conhecimento sobre o espectro autista é apenas teórico, ainda não tive a sorte de receber um presente divino ( um autista ).

    Mande um beijinho smackkkkkkkk para o Peu.

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